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Quebrando asfalto

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Resumo

Sou o Miguel, tenho 16 anos. Vivia na aldeia, mas o meu pai disse para eu ir para a cidade. Eu não sabia o que estava por vir... Só queria viver tranquilo e em paz, mas as gangues que dominam estas ruas não vão deixar.

Status
há 2 dias
Capítulos
29
Classificação
5.0 (3 avaliações)
Classificação Etária
16+

Capítulo 1

Sou o Miguel, tenho 16 anos. Moro na aldeia e vivo com o meu pai e a minha avó. Todas as pessoas da aldeia são boas, mas, às vezes, vêm forasteiros a arranjar confusão.

Mais um dia acordo de manhã cedo. Minha avó ia bater em mim.

Penso: isto acontece desde pequeno, diz que é para ter força, mas acho estranho. Lembro-me da primeira vez, tinha 4 anos, deu-me um pontapé, desmaiei logo.

Agora consigo desviar.

- Ela diz:

Rapaz malcriado, devias deixar a tua avó acertar.

- Eu disse:

Já a seguir, dói muito, usas muita força.

- Ela disse:

Teu pai, quando era pequeno, levava.

- Disse:

Mas ele aguenta, eu não.

- Ela disse:

Mas ensinei-te a lutar.

- Eu disse:

Mas eu nunca pedi para aprender.

Fez uma cara feia. - Ela disse:

Comer está na mesa.

Desci as escadas, meu pai já estava a comer.

- Ele disse:

Bom dia, filho.

- Eu disse:

Bom dia, peguei, comi um pão e bebi um sumo.

- Ele disse:

Come devagar, ninguém vai roubar a tua comida.

- Eu disse:

Tenho que ir para a escola.

- Minha avó disse:

Este miúdo não é como o seu pai burro.

- Meu pai disse:

Mãe, não sejas assim.

- Avó disse:

Foste à cidade e voltaste sem mulher e com o meu neto.

- Meu pai disse:

Cala-te, mãe.

O ambiente estava a ficar pesado, é melhor dar corda aos sapatos.

- Eu disse:

Até logo.

- Ele disse:

À noite quero falar contigo.

- Eu disse:

Está bem, chau.

Pensei: o que meu pai quer desta vez?

Saí, dei de comer ao meu cão chamado Leão, mandava esse estilo, foi para a escola. Era perto de casa, o caminho era bonito, como sempre, só árvores. Era como respirar o melhor oxigénio, mas, como era uma aldeia onde todos se conheciam, era uma felicidade pura.

Entrei na escola, não era muito grande, pois vivia na aldeia. Fui direto para a sala, sentei-me à janela.

Não conseguia ficar atento na sala de aula, pois ficava pensando no que o meu pai disse. Tem havido, ultimamente, discussões entre eles, mas não sei o porquê, eu só quero aproveitar a vida e sem confusões.

Tocou para o almoço. Não era muito popular, pois tinha uma cicatriz no olho, mas isso também não me incomodava. Abri a lancheira, era peixe com arroz.

Pensei: o problema deve ser muito grande.

O resto das aulas correu bem, fui para casa. Meu pai estava com a cara inchada, nem perguntei porquê, sei perfeitamente quem fez isso, foi a minha avó.

- Eu disse:

Que querias falar?

- Ele disse:

À noite falamos, é importante para ti.

Minha avó entra e diz:

Parece que apanhaste pouco.

Silêncio, pois eu e o meu pai sabíamos que, quando a minha avó ficava chateada, não havia muito a fazer. Fui ver os animais, dei de comer, limpei a casota do Leão, depois fui tomar banho. Saí, já estava de noite. Ia a descer, a minha avó saltou, ia a dar um pontapé, quase acertou. Desviei, mas caí pelas escadas.

- Minha avó disse:

Vês, ainda tens muito a aprender.

- Eu disse:

Claro.

Pensei: a continuar assim, morro de susto.

Comemos, ninguém disse nada, acabámos de comer.

- Meu pai disse:

Vem comigo lá fora.

- Eu disse:

Está bem.

Pensei: e agora a tal notícia, vamos ver o que é?

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Ver 5 comentários anteriores...
author

está depois não te esqueças de avaliar já fiz no teu

14 dias
author

Oi, Miguel! Como prometi, comecei a ler sua história. Gostei da ideia e fiquei curiosa para saber o que o pai do Miguel quer contar a ele e também para entender melhor essa dinâmica da família. Como é seu primeiro livro, queria deixar uma pequena sugestão que acho que pode ajudar bastante na leitura: nos diálogos, você não precisa colocar “eu disse”, “ele disse” ou “ela disse” antes de cada fala. Você pode misturar as falas com ações, expressões e reações dos personagens. Isso deixa a conversa mais natural e também ajuda o leitor a visualizar melhor a cena. Outra coisa que eu tentaria é desenvolver um pouco mais alguns momentos, mostrando o que Miguel está sentindo, percebendo ou pensando, em vez de passar tão rápido de um acontecimento para outro. Acho que isso ajudaria bastante a gente a se conectar com ele. Mas a história já começou deixando algumas perguntas, principalmente sobre o pai e essa conversa que ele quer ter, então fiquei curiosa para descobrir o que vem por aí.

13 dias
author

Espero que gostem

5 dias

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lilianecicarelli: Bem elaborado e prende bastante a atenção

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