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Verão sem regras

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Resumo

Esse é o livro brasileiro que tanto procuram. Eles terminaram o ensino médio. Tinham três meses antes da faculdade. E decidiram fazer o que qualquer grupo de amigos faria: fugir para Punta Cana. O plano era simples: praia, festas, competições, novas amizades e absolutamente nenhuma preocupação com o futuro. Só esqueceram de uma coisa. Eles ainda levaram seus problemas com eles. Entre amizades que serão colocadas à prova, famílias complicadas, primeiras paixões, novas pessoas e decisões tomadas no calor do momento, aquele que deveria ser apenas o último verão antes da vida adulta pode acabar sendo o mais inesquecível de todos.

Gênero
Romance
Autor
Constante
Status
há 3 dias
Capítulos
2
Classificação
n/a
Classificação Etária
16+

Prólogo

"Viva intensamente"

( 🎶 Danza Kuduro – Don Omar, Lucenzo)

O Buggy avançava pela estrada estreita, levantando uma pequena nuvem de poeira atrás de nós.

Eu não conseguia ouvir direito o que Oliver dizia. A música estava alta demais e eu só conseguia observar suas reações entusiasmadas.

— AUMENTA! — gritou, com uma das mãos apoiada na lateral do Buggy em movimento.

— SE EU AUMENTAR, PERDEMOS A CONCENTRAÇÃO DA DIREÇÃO! — gritei, com dificuldade, enquanto o vento cortava minha voz e se misturava ao som que já estava alto.

Ele jogou os ombros para trás e aumentou o volume do rádio

Um Buggy atrás de nós começou a buzinar, pedindo passagem.

Olhei pelo retrovisor e encontrei Otto e Ohana fazendo vários drifts com o carro, acelerando cada vez mais, até passarem por nós com a música ainda mais alta.

— O ÚLTIMO QUE CHEGAR NA CABANA VAI FAZER O JANTAR E LAVAR A LOUÇA!

— O QUÊ?!

Oliver olhou para eles quase pulando em cima de mim.

— OLIVIA! NÓS NÃO PODEMOS LAVAR LOUÇA E NEM FAZER JANTAR HOJE! ACELERA!

Pisei fundo no acelerador daquele Buggy, que só atingia cento e vinte quilômetros por hora

Oliver estava certo. Não poderíamos lavar louça ou fazer jantar no primeiro dia em que chegamos. Aquilo não fazia parte dos Almeida

— É MELHOR VOCÊS SAÍREM DA FRENTE, PORQUE EU TÔ PASSANDO! — falei, rindo ao ver o olhar de desespero de Otto pelo retrovisor quando percebeu que eu me aproximava e não pretendia parar.

— ELA É LOUCA! — gritou para Ohana, desviando para a direita

Passei por eles que nem um raio.

Oliver não hesitou em rir da cara dos dois e ainda mostrou o dedo do meio

O céu parecia maior dali

Azul demais

O sol batia nas folhas das palmeiras e, entre uma curva e outra, o mar aparecia ao longe, brilhando como se tivessem derramado uma quantidade absurda de glitter sobre ele.

Agora, já a uma boa distância de Otto e Ohana, desacelerei e observei a paisagem que tínhamos sido tão sortudos de encontrar.

— Minha nossa... — sorri, sentindo meus olhos brilharem. — Isso é muito bonito.

Oliver havia abaixado o rádio depois que ultrapassamos os dois

Agora eu podia falar sem precisar gritar.

— É mesmo

Ele tinha o mesmo sorriso que eu

Meu celular vibrou no banco

Oliver o pegou e olhou para a tela

— É a mãe.

Meu sorriso desapareceu um pouco

Agora era aquele sorriso profissional que eu conhecia tão bem

— O que ela quer? — perguntei, sem tirar os olhos da estrada

Oliver abriu a mensagem.

— Ela tá perguntando se chegamos bem... e quando vai conseguir falar com você.

Fiquei olhando para o horizonte,

Por um instante, minha mente já não estava tão atenta à estrada

Eu não sabia o que responder

— Só diz que chegamos e coloca o celular de volta no bolso — falei.

Ele assentiu, digitando rapidamente antes de guardar o celular

Respirei fundo

O cheiro do mar vinha de longe

Peguei aquela energia boa para mim e, por alguns segundos, deixei a mensagem para trás.

— PUNTA CANA É LINDA! — gritou Ohana do outro Buggy, que agora estava novamente ao nosso lado.

— É MESMO! — gritei de volta.

— QUEREM UM ENERGÉTICO?!

Oliver olhou para ela com uma expressão fechada

— E COMO VOCÊ QUER QUE A GENTE FAÇA ISSO?!

— EU JOGO E VOCÊ PEGA!

Oliver se ajeitou no banco

— EU PEGO!

Mas a única coisa que realmente pegou foi o meu cabelo quando ele tentou agarrar o energético que bateu na minha cabeça

— AI! — gritei, perdendo um pouco o controle do volante.

— FOI MAL! POR SORTE FOI SÓ DE RASPÃO! — gritou Otto.

Olhei para ele com certa raiva.

— EU VOU TACAR UM ENERGÉTICO NA SUA CABEÇA TAMBÉM! PODE AGUARDAR!

Ele apenas deu de ombros e começou a nos ultrapassar.

— É UM VERÃO SEM REGRAS!


@constante_autora/tiktok

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