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Dividindo o Teto

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Resumo

Dorian e Elton são amigos de infância de 24 anos e agora dividem o mesmo teto, morando na casa que compraram juntos.

Gênero
Erotica
Autor
AJMATURE
Status
Completo
Capítulos
5
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+

The Roommates 1

A porta da frente bateu atrás de Dorian, e ele soltou a mochila com um baque pesado que ecoou pelo hall de entrada. Seus ombros doíam de tanto ficar curvado sobre cadáveres a tarde toda, e o cheiro de formaldeído ainda grudava em suas roupas, apesar das três lavagens nas mãos. Tudo o que ele queria era um banho, algo para comer e, talvez, desabar no sofá com Elton e reclamar das exigências impossíveis do professor Hartley.

Então ele viu a camisa.

Ela estava jogada no chão de madeira logo após a entrada da sala de estar — a camisa Oxford azul favorita de Elton, a que destacava seus olhos. Dorian parou, franzindo a testa. Elton costumava ser muito meticuloso em manter os espaços compartilhados arrumados, um hábito que vinha das regras rígidas da casa de sua mãe durante anos.

Três passos adiante e havia uma meia. Depois, o par dela, alguns metros à frente.

O pulso de Dorian acelerou quando a ficha caiu. Ele seguiu a trilha com os olhos: calças jogadas perto da mesa de centro, roupas íntimas penduradas no braço do sofá. Cada peça formava um caminho deliberado que levava ao corredor, em direção ao banheiro no final.

"Caralho, Elton", murmurou Dorian, mas ele já estava se movendo, atraído para a frente por algo que parecia inevitável e aterrorizante ao mesmo tempo.

Eles vinham rodeando isso há meses — olhares demorados que duravam um segundo a mais do que deveriam, mãos que encontravam desculpas para se tocar, conversas que morriam em silêncios carregados. A amizade de infância tinha evoluído há muito tempo para algo que nenhum dos dois tivera coragem de nomear. Mas aquilo... aquilo era um convite. Inconfundível.

A porta do banheiro estava entreaberta, e um vapor quente saía pela fresta. Dorian podia ouvir o chuveiro ligado e imaginar Elton sob a água, com ela escorrendo por seu corpo magro. Quantas vezes eles não tinham compartilhado aquele espaço ao longo dos anos, escovando os dentes lado a lado, Elton roubando o creme de barbear de Dorian, a intimidade confortável de duas pessoas que se conheciam desde os oito anos de idade?

Mas aquilo parecia diferente. Parecia atravessar uma linha que eles não poderiam mais cruzar de volta.

A mão de Dorian tremeu levemente ao alcançar a maçaneta da porta. Seu treinamento médico entrou em ação de forma absurda — batimentos cardíacos elevados, respiração curta, resposta de adrenalina. Lutar ou fugir. Só que ele não estava fazendo nenhuma das duas coisas.

Ele empurrou a porta devagar, silenciosamente.

Através do vidro fosco do box, ele pôde distinguir a silhueta de Elton, com a cabeça inclinada para trás sob a água e uma mão apoiada nos azulejos. O banheiro estava denso de vapor e com o perfume do sabonete de sândalo de Elton, o mesmo que ele usava desde o ensino médio.

Dorian ficou paralisado na porta, com a garganta apertada. Ele deveria dizer algo. Anunciar sua presença. Fazer uma piada para aliviar a tensão, como sempre faziam quando as coisas ficavam real demais entre eles.

Mas antes que ele pudesse falar, Elton virou a cabeça. Mesmo através do vidro fosco, Dorian pôde ver o momento em que Elton notou sua presença. Pôde vê-lo ficar imóvel.

Nenhum dos dois se moveu. O chuveiro continuou seu ritmo constante, com o vapor subindo entre eles como um véu.

Então a mão de Elton se moveu para a maçaneta do box.

"Demorou, hein", disse Elton, com a voz rouca e baixa, mal audível por causa da água. "Eu estava começando a achar que você tinha perdido a coragem."

A respiração de Dorian falhou. Vinte e quatro anos de amizade, de conhecer os segredos, medos e sonhos um do outro, tinham levado àquele momento. À mão de Elton naquela maçaneta, à pergunta pairando no ar carregado de vapor entre eles.

"Não perdi", Dorian ouviu a si mesmo dizer, embora sua voz não parecesse a sua. "Não perdi a coragem."

A porta do box começou a abrir.

E então Dorian o viu de verdade — não através do vidro fosco, não em sua imaginação, mas real, presente e completamente deliberado. Elton estava sob o jato de água, que escorria pelo seu corpo magro, com o cabelo escuro grudado na testa e filetes de água descendo pelo peito e abdômen. Mas foi a mão dele que prendeu a atenção de Dorian, envolta firmemente em torno de seu pinto, acariciando lenta e propositalmente.

Um sorriso de canto brincou nos lábios de Elton, sendo parte desafio e parte convite. Seus olhos se cravaram nos de Dorian com uma intensidade que fez o ar parecer ainda mais pesado, ainda mais difícil de respirar. Não havia ambiguidade ali, nenhum espaço para mal-entendidos. Aquilo era Elton dizendo tudo o que eles tinham medo de dizer em voz alta há meses — talvez anos.

"Bom?", a voz de Elton mal passou de um murmúrio, mas cortou o som da água. Sua mão continuou o ritmo lento, seu olhar nunca vacilou. "Você vai ficar só parado aí?"

O calor inundou o corpo de Dorian, concentrando-se baixo em seu ventre. Seu pinto ficou dolorosamente duro contra o jeans, e ele sabia que Elton podia ver — o volume óbvio, o jeito que sua respiração tinha ficado curta e rápida. Não havia como esconder sua reação, e, de repente, ele não queria.

Quantas vezes eles não tinham se trocado na frente um do outro ao longo dos anos? Dividido quartos de hotel em viagens de família, se arrumado para sair em seus alojamentos apertados da faculdade, existindo naquele espaço confortável de intimidade platônica? Mas aquilo era diferente. Aquilo era passar da amizade para algo que eles não poderiam mais desfazer.

E caralho, Dorian não queria desfazer.

Suas mãos foram para os botões da camisa, com os dedos desajeitados de pressa e expectativa. Ele manteve o olhar de Elton enquanto desabotoava cada um, observando o jeito que as pupilas de Elton dilatavam, o jeito que sua mão apertava ainda mais a si mesmo. A camisa caiu no chão do banheiro com um estalo úmido contra os azulejos.

"Isso mesmo", Elton sussurrou, e o incentivo enviou outra onda de excitação por Dorian.

A fivela do seu cinto tilintou quando ele a desabotoou, o som parecendo absurdamente alto. Jeans e cueca caíram juntos, chutados para o lado sem cerimônia. Seu pinto saltou para fora, já duro e sujo, e ele ouviu a respiração ofegante de Elton.

Por um momento, eles apenas se olharam — dois homens que tinham crescido juntos, que conheciam as histórias, hábitos e medos um do outro, agora se vendo sob uma luz totalmente nova. O treinamento médico de Dorian catalogou detalhes automaticamente: a frequência respiratória elevada de Elton, o rubor se espalhando pelo peito, o jeito que sua mão livre se moveu para se apoiar na parede do box, como se precisasse de suporte.

Mas sob as observações clínicas havia algo muito mais primal. Desejo. Necessidade. O auge de anos de tensão não dita, finalmente recebendo permissão para existir.

Dorian esticou o braço para trás e empurrou a porta do banheiro, deixando-a aberta para o corredor lá fora. Uma declaração. Uma escolha. Se eles estavam fazendo aquilo, fariam sem vergonha, sem esconder.

O sorriso de Elton se aprofundou em algo mais sombrio, mais quente. "Vem aqui", ele disse, e não foi bem uma ordem, nem bem um pedido, mas algo perfeitamente equilibrado entre os dois.

Dorian deu um passo à frente, com o vapor o envolvendo enquanto ele cruzava o limite para dentro do chuveiro.

A água o atingiu imediatamente, quente e insistente, mas não era nada comparado ao calor que irradiava do corpo de Elton enquanto Dorian encurtava a distância entre eles. Por um batimento cardíaco, eles ficaram a centímetros um do outro, com a água escorrendo entre eles, e Dorian pôde ver o leve tremor no maxilar de Elton, o jeito que seu peito subia e descia a cada respiração.

"Isso é—", começou Dorian, com a voz rouca.

"Sim", Elton o interrompeu, estendendo a mão para envolver o rosto de Dorian, o polegar acariciando sua maçã do rosto. "Caralho, sim. É para você?"

"Sim." A palavra saiu quase como um sussurro, mas foi o suficiente.

Elton fechou o espaço restante entre eles, e suas bocas se encontraram com uma fome que falava de meses — talvez anos — de contenção finalmente quebrando. O beijo não se parecia em nada com os selinhos castos que trocaram quando crianças brincando de casinha, nem com os quase-beijos bêbados em festas da faculdade que ambos fingiram não ter acontecido. Aquilo era deliberado e consumidor, com a língua de Elton deslizando contra a dele enquanto a água caía sobre o rosto de ambos.

As mãos de Dorian encontraram a cintura de Elton, com os dedos espalmados sobre a pele molhada, e o contato enviou uma eletricidade subindo pela sua espinha. Ele tinha tocado Elton inúmeras vezes antes — apertões casuais no ombro, empurrões brincalhões, a fisicalidade confortável de uma amizade de toda uma vida — mas aquilo era diferente. Cada terminação nervosa parecia despertar de uma vez, hiperconsciente dos músculos magros sob suas palmas, o jeito que o corpo de Elton pressionava contra o seu.

Seus pintos se roçaram, e ambos ofegaram no beijo. A mão de Elton finalmente o soltou para agarrar o quadril de Dorian, puxando-os para se colarem, e o atrito foi uma tortura requintada. Dorian podia sentir cada centímetro da excitação de Elton contra a sua, dura, insistente e real.

"Foda-se", Elton suspirou contra sua boca, quebrando o beijo para trilhar seus lábios ao longo do maxilar de Dorian. "Eu queria isso há tanto tempo."

"Quanto tempo?", Dorian conseguiu perguntar, inclinando a cabeça para trás enquanto a boca de Elton encontrava o ponto sensível logo abaixo de sua orelha.

"Lembra daquele verão antes da faculdade? Quando fomos para Brighton?" Os dentes de Elton roçaram seu pescoço, e os dedos de Dorian apertaram a cintura dele. "Você saiu do mar com aqueles calções ridículos, com água pingando por todo lado, e eu não conseguia parar de olhar. Foi quando eu soube."

Seis anos. Seis anos querendo, de distância cuidadosa, de fingir que a tensão entre eles era apenas a evolução natural da amizade. A mente de Dorian girava, mesmo enquanto seu corpo respondia, com seus quadris balançando para frente para buscar mais contato.

"Eu achei que estava imaginando coisas", Dorian admitiu, suas mãos subindo pelas costas de Elton, mapeando os planos de músculos e ossos que ele tinha visto, mas nunca tocado de verdade. "Todas aquelas vezes em que você andava por aí só de toalha, ou se trocava na minha frente. Eu achei que estava enlouquecendo."

Elton recuou o suficiente para olhá-lo, com a água escorrendo pelo rosto e seus olhos escuros intensos. "Você não estava imaginando nada." Sua mão deslizou para envolver os dois pintos, e os joelhos de Dorian quase cederam com a sensação. "Isso está bem?"

"Meu Deus, sim", Dorian gemeu, com os quadris sacudindo involuntariamente. O deslizar da mão de Elton, a pressão de seus tamanhos juntos, a água deixando tudo escorregadio e perfeito — era quase demais.

A pegada de Elton era firme e segura, acariciando ambos com um ritmo que fazia Dorian respirar em suspiros curtos. Ele desceu a mão para cobrir a de Elton com a sua, seus dedos entrelaçados em torno de seus pintos, trabalhando juntos de uma maneira que parecia estranha e, ao mesmo tempo, totalmente natural.

"Caralho, Dorian", a voz de Elton estava destruída, com sua testa encostando no ombro de Dorian. "Você é tão gostoso."

Dorian virou a cabeça, pressionando beijos na têmpora de Elton, em sua bochecha, em qualquer lugar que pudesse alcançar. Sua mão livre se enroscou no cabelo molhado de Elton, segurando-o perto enquanto o prazer crescia na base de sua espinha. Eles encontraram um ritmo juntos, com as mãos movendo-se em conjunto, quadris balançando, e era bagunçado, desesperado e perfeito.

"Eu quero—", Dorian começou, então parou, sem saber como articular a necessidade que percorria seu corpo.

"O quê?", Elton levantou a cabeça, com as pupilas dilatadas pelo desejo. "Me diga. O que você quiser."

"Mais", disse Dorian simplesmente. "Eu quero mais de você."

O entendimento brilhou no rosto de Elton, seguido por algo que parecia alívio. "É?", sua mão soltou ambos, e Dorian fez um som de protesto que se transformou em um gemido quando Elton o girou, pressionando seu peito contra a parede de azulejos frios. "Assim?"

O contraste do azulejo frio em sua frente e o calor de Elton nas suas costas fez Dorian estremecer. Ele podia sentir o pinto de Elton pressionando contra sua bunda, insistente e duro, e ele empurrou de volta contra ele sem pensar.

"Foda-se, sim", ele sussurrou. "Mas... você tem—"

"Suporte do chuveiro", disse Elton, já alcançando. "Eu talvez estivesse... otimista."

Apesar de tudo, Dorian riu, o som ecoando nos azulejos. "Você planejou isso?"

"Tive esperança", corrigiu Elton, e havia algo vulnerável em sua voz que fez o peito de Dorian apertar. "Eu venho tendo esperança há meses."

Dorian virou a cabeça para olhar por cima do ombro, encontrando o olhar de Elton. "Então não me faça esperar mais."

Ele ouviu o clique de um frasco abrindo, sentiu os dedos escorregadios de Elton descendo por sua espinha e, então, mais para baixo, circulando e pressionando com atenção cuidadosa. A primeira penetração o fez ofegar, com as palmas das mãos espalmadas contra o azulejo, mas a outra mão de Elton veio acariciar seu pinto, mantendo-o firme com sensações duplas.

"Tudo bem?", a voz de Elton estava tensa de contenção, com sua respiração quente contra a omoplata de Dorian.

"Mais", pediu Dorian, empurrando para trás contra os dedos de Elton. "Eu não vou quebrar."

Elton acrescentou outro dedo, depois mais um, trabalhando sua abertura com uma paciência que era ao mesmo tempo enlouquecedora e terna. Ele parecia determinado a aprender cada reação, cada som que Dorian fazia, ajustando seu ângulo até que—

"Aí", Dorian ofegou enquanto o prazer disparava por ele. "Bem aí, porra—"

"Achei", disse Elton com uma satisfação inconfundível, acariciando aquele ponto repetidamente até que Dorian estivesse tremendo, com seu pinto pingando constantemente na mão de Elton.

"Elton, por favor", ele finalmente implorou, além de qualquer orgulho ou fingimento. "Eu preciso de você."

Os dedos se retiraram, e Dorian ouviu o farfalhar de um pacote de camisinha. Então Elton estava pressionando contra ele, a cabeça calejada de seu pinto substituindo seus dedos, e ambos pararam por um momento no limite de algo irreversível.

"Última chance para mudar de ideia", disse Elton, embora sua voz tremesse com o esforço de se manter imóvel.

Dorian alcançou para trás, sua mão encontrando o quadril de Elton e puxando-o para frente. "Não ouse parar agora."

Elton entrou lentamente, e o alongamento, a queimação e a plenitude daquilo expulsaram qualquer pensamento coerente da mente de Dorian. Ele estava vagamente ciente dos sons que fazia — suspiros quebrados e gemidos que ecoavam nos azulejos — mas não conseguia se importar. Aquele era Elton dentro dele, as mãos de Elton agarrando seus quadris, a respiração de Elton irregular contra seu pescoço.

"Tudo bem?", Elton perguntou novamente, mantendo-se perfeitamente parado, apesar da tensão que Dorian podia sentir vibrando em seu corpo.

"Mexe", conseguiu dizer Dorian. "Por favor, Elton, mexe."

A primeira estocada arrancou um grito da garganta de Dorian. A segunda o fez empurrar de volta para encontrá-la. Na terceira, eles tinham encontrado seu ritmo, e não era nada parecido com a exploração cuidadosa de momentos atrás. Aquilo era cru e desesperado, anos de desejo finalmente ganhando forma, e Dorian se rendeu completamente.

A mão de Elton envolveu seu pinto novamente, acariciando no ritmo de suas estocadas, e a estimulação dupla fez a visão de Dorian escurecer nas bordas. Ele podia sentir seu orgasmo chegando, inevitável e avassalador, e tentou segurá-lo, para fazer aquilo durar, mas Elton mudou seu ângulo e—

"Porra, eu vou—", o aviso de Dorian se dissolveu em um grito enquanto ele gozava, espalhando-se sobre a mão de Elton e contra o azulejo, com seu corpo apertando-se em torno do pinto de Elton.

"Meu Deus, Dorian", Elton gemeu, seu ritmo vacilando. "Eu não consigo—"

"Não pare", Dorian ofegou. "Vem comigo. Eu quero sentir."

Mais três estocadas e Elton se enterrou fundo. Seu corpo ficou rígido enquanto ele gozava com o nome de Dorian nos lábios. Eles ficaram assim por um longo momento, ambos tremendo, a água ainda caindo sobre eles, lavando as evidências físicas, mas deixando todo o resto irrevogavelmente mudado.

Eventualmente, Elton se afastou com cuidado, descartando a camisinha antes de virar Dorian e puxá-lo para um abraço que era terno de uma forma que o sexo não tinha sido. Dorian enterrou o rosto no pescoço de Elton, respirando o cheiro dele sob o sabonete e a água.

"Então", Elton disse por fim, sua voz rouca. "Isso aconteceu."

Dorian soltou uma risada abafada contra a pele dele. "Muito observador. Esse diploma em direito está valendo a pena."

"Vai se foder", Elton disse, mas não havia raiva na voz. Seus braços apertaram Dorian. "Nós... estamos bem?"

Dorian se afastou o suficiente para olhar para ele direito. O cabelo de Elton estava grudado na testa, seus lábios inchados pelos beijos, seus olhos incertos de um jeito que Dorian raramente via. Este era o garoto que segurou sua mão no primeiro dia da escola primária, que se assumiu para ele antes de qualquer outra pessoa, que tinha sido seu constante durante todo o tempo que ele conseguia se lembrar. E agora ele era algo a mais.

"Estamos melhor que bem", Dorian disse, segurando o rosto de Elton e beijando-o suavemente. "Nós só estamos... diferentes agora."

"Diferentes como?"

Dorian considerou a pergunta, seu polegar traçando a maçã do rosto de Elton. "Eu não sei ainda. Mas quero descobrir."

Um alívio inundou a expressão de Elton, e ele se inclinou para outro beijo, este mais lento, mais doce, cheio de promessa em vez de desespero. Quando eles finalmente se separaram, ele descansou a testa contra a de Dorian.

"A água está esfriando", ele observou.

"Então acho que deveríamos sair."

Nenhum dos dois se moveu.

"Daqui a um minuto", Elton corrigiu, e Dorian sorriu contra seus lábios.

"Daqui a um minuto", ele concordou.

Mas ambos sabiam que, quando saíssem daquele banho, se secassem e se encarassem sob a luz clara de sua casa compartilhada, tudo seria diferente. A trilha de roupas pela sala não era mais apenas um convite; era uma declaração. Uma linha foi cruzada, e não dava mais para voltar atrás.

E enquanto Dorian abraçava Elton sob a água que esfriava, ele descobriu que não tinha desejo algum de voltar atrás.

---

Dorian acordou com o calor e o peso desconhecido de outro corpo pressionado contra o seu.

Por um momento desorientado, ele não conseguiu se situar—seu quarto, sim, sua cama, mas a presença sólida às suas costas, o braço jogado sobre sua cintura, a respiração constante contra seu pescoço—aquilo era novo. Então, a memória inundou sua mente em uma onda de calor: o banho, as mãos de Elton, o jeito que eles cambalearam para a cama depois, ainda úmidos e exaustos, desabando um sobre o outro sem se preocupar em encontrar roupas ou mesmo puxar o edredom direito.

A luz da manhã filtrava pelas cortinas, pintando tudo com um dourado suave. Dorian conseguia sentir cada ponto de contato entre eles—o peito de Elton contra suas costas, suas pernas emaranhadas, a ereção matinal de Elton pressionando insistentemente contra sua bunda. Ele sorriu, apesar de si mesmo. Algumas coisas, ao que parecia, transcendiam a mudança monumental em seu relacionamento.

Atrás dele, Elton se mexeu, seu braço apertando a cintura de Dorian. "Você está acordado", ele murmurou, a voz rouca de sono.

"Observador", Dorian disse, ecoando as palavras de Elton da noite anterior.

Ele sentiu em vez de ouvir a risada de Elton, um ronco contra suas costas. "Idiota."

"Para você é 'senhor idiota'. Eu sou três meses mais velho."

"Isso mal conta." Os lábios de Elton encontraram a nuca de Dorian, pressionando um beijo ali que fez um arrepio percorrer sua espinha. "Bom dia."

"Bom dia", Dorian respondeu, e a simples domesticidade daquilo—acordar juntos, trocar saudações sonolentas—parecia ao mesmo tempo totalmente natural e impossivelmente significativa.

A mão de Elton se espalmou sobre o estômago de Dorian, os dedos traçando padrões ociosos em sua pele. Não era abertamente sexual, apenas... presente. Reivindicando. Dorian se viu prendendo a respiração, hiperconsciente de cada pequeno movimento, cada mudança do corpo de Elton contra o seu.

"Dormiu bem?" Elton perguntou, sua boca ainda contra o pescoço de Dorian.

"Eventualmente." Dorian virou a cabeça ligeiramente, tentando encontrar o olhar de Elton. "E você?"

"Melhor noite de sono em meses, na verdade." Havia algo vulnerável na admissão de Elton, e Dorian esticou a mão para cobrir a de Elton com a sua, entrelaçando seus dedos.

Eles ficaram assim por um tempo, nenhum dos dois pronto para encarar o dia ou a conversa que inevitavelmente viria com ele. Mas Dorian podia sentir a tensão crescendo entre eles—não era desconfortável, exatamente, mas carregada. O pau de Elton ainda estava duro contra ele, e seu próprio corpo estava respondendo da mesma forma, o tesão crescendo lentamente no casulo quente da cama.

Elton se moveu um pouco, seus quadris pressionando para frente quase inconscientemente, e Dorian não conseguiu suprimir o pequeno som que escapou dele. Ele sentiu Elton ficar imóvel atrás dele.

"Desculpa", Elton disse, começando a se afastar, mas Dorian apertou o aperto na mão de Elton, mantendo-o no lugar.

"Não peça." Ele se empurrou para trás deliberadamente, esfregando-se contra a ereção de Elton, e foi recompensado com uma respiração ofegante e curta. "Eu não estou nem um pouco desculpado."

"Dorian—" A voz de Elton tinha caído uma oitava, e sua mão se contraiu contra o estômago de Dorian.

"O quê?" Dorian se virou nos braços de Elton, finalmente ficando de frente para ele. O cabelo de Elton estava um desastre, espetado em ângulos estranhos, e havia uma marca de travesseiro em sua bochecha. Ele parecia despenteado, lindo e totalmente comestível. "Temos tempo antes das aulas, não temos?"

"Você tem um tutorial às nove", Elton disse, mas seus olhos tinham escurecido, seu olhar descendo para a boca de Dorian.

"São apenas sete." Dorian fechou a distância entre eles, beijando-o lentamente. "Tempo de sobra."

O beijo se aprofundou naturalmente, seus corpos se pressionando, e Dorian ficou agudamente consciente de cada ponto de contato—seus peitos, seus estômagos, seus paus deslizando um contra o outro com apenas a fina barreira do suor matinal entre eles. Era diferente do banho, menos desesperado, mas não menos intenso. Era lento e indulgente, o tipo de intimidade que vinha de não ter mais nada para fazer e nenhuma razão para ter pressa.

A mão de Elton deslizou pelas costas de Dorian para agarrar sua bunda, puxando-o para mais perto, e ambos gemeram com o atrito aumentado. Seus paus se alinharam perfeitamente, e Dorian girou os quadris experimentalmente, encontrando um ritmo que fez Elton interromper o beijo para ofegar contra sua boca.

"Porra, isso é—" A frase de Elton se dissolveu em um gemido enquanto Dorian fazia de novo, mais devagar desta vez, prolongando a sensação.

"Bom?", perguntou Dorian, embora pudesse sentir a resposta pelo jeito que os dedos de Elton cavavam sua carne, pelo jeito que seus quadris se sacudiam para frente para encontrar os movimentos de Dorian.

"Você é uma ameaça", Elton conseguiu dizer, mas sem raiva. Sua mão livre subiu para segurar o rosto de Dorian, o polegar roçando sua maçã do rosto em um gesto tão terno que fez o peito de Dorian doer. "Uma linda e irritante ameaça."

"Você ama isso", Dorian disse, então congelou ao registrar suas próprias palavras. Amor. A palavra pairou entre eles, grande demais e cedo demais, mas não inteiramente errada.

A expressão de Elton suavizou. "Sim", ele disse simplesmente. "Eu amo."

Ele beijou Dorian novamente, e desta vez havia algo diferente nisso—não apenas desejo, mas afeto, o tipo que vinha de anos conhecendo alguém por dentro e por fora. Dorian respondeu da mesma forma, colocando tudo o que ainda não conseguia articular no beijo, e seus corpos encontraram seu ritmo novamente, movendo-se juntos com urgência crescente.

Era bagunçado e descoordenado da melhor maneira possível, cheio de tropeços sonolentos e risadas sem fôlego quando seus narizes se batiam ou o cotovelo de alguém acabava em uma posição estranha. Mas também era dolorosamente íntimo, essa conversa sem palavras conduzida inteiramente através do toque e da respiração e dos pequenos sons que eles arrancavam um do outro.

Dorian conseguia sentir o prazer crescendo, uma queimação lenta em sua barriga que se espalhava a cada movimento de seus quadris. O pau de Elton estava quente e duro contra o seu, vazando constantemente, e o deslizar de pele com pele era requintado. Ele queria fazer durar, memorizar cada sensação, mas seu corpo tinha outros planos.

"Elton", ele ofegou, seu ritmo falhando. "Estou perto."

"Eu também." A mão de Elton deixou a bunda de Dorian para envolver ambos os paus, e a pressão adicional foi quase demais. "Vem, amor. Deixa eu te ver."

O apelido o desarmou. Dorian gozou com um grito entrecortado, espalhando-se sobre a mão de Elton e entre seus corpos, seus quadris se sacudindo erraticamente enquanto o prazer apagava sua visão. Ele estava vagamente ciente de Elton o seguindo momentos depois, seu corpo ficando rígido enquanto ele gozava com o nome de Dorian nos lábios.

Eles desabaram juntos, pegajosos e sem fôlego, nenhum dos dois pronto para se mover. Dorian conseguia sentir o coração de Elton martelando contra seu peito, igualando seu próprio pulso acelerado. A luz da manhã tinha ficado mais forte, iluminando a bagunça que eles fizeram de si mesmos e dos lençóis, mas Dorian não conseguia se importar.

"Bem", Elton disse por fim, sua voz destruída. "Essa é uma maneira de dizer bom dia."

Dorian soltou uma risada contra o ombro dele. "Melhor que café."

"Discutível." Mas Elton estava sorrindo, Dorian podia ouvir isso em sua voz. Sua mão subiu para acariciar o cabelo de Dorian, o gesto dolorosamente gentil. "Provavelmente deveríamos tomar banho. De novo."

"Provavelmente." Dorian não fez nenhum movimento para se levantar. "Daqui a um minuto."

"Você disse isso ontem à noite."

"E eu quis dizer naquela hora também." Dorian levantou a cabeça para olhar para Elton direito. Seus olhos estavam suaves, sua expressão aberta de um jeito que Dorian raramente via. "Nós... estamos bem? Com isso?"

"Com acordar juntos e ter um sexo matinal francamente excelente?" A boca de Elton se contraiu. "Sim, acho que consigo viver com isso."

"Você sabe o que eu quero dizer."

O sorriso de Elton desapareceu para algo mais sério. "Eu sei." Ele ficou quieto por um momento, seus dedos ainda se movendo pelo cabelo de Dorian. "Eu não sei o que é isso ainda. O que nós somos. Mas eu sei que não quero voltar a fingir que não há nada entre nós."

"Eu também não." Dorian pressionou um beijo na clavícula de Elton. "Então a gente vai descobrindo conforme o tempo passa?"

"Sim." Os braços de Elton apertaram ao redor dele. "Juntos."

Eles ficaram lá por mais um tempo, nenhum deles pronto para encarar as realidades práticas do dia—aulas e tutoriais, a possibilidade de encontrar colegas de curso que poderiam notar algo diferente entre eles, a questão do que diriam às pessoas ou se diriam a alguém. Mas, eventualmente, o alarme no telefone de Dorian destruiu a bolha pacífica, seu bipe insistente um lembrete de que o mundo existia além daquela cama.

"Merda", Dorian murmurou, tateando cegamente pelo celular na mesa de cabeceira. "Esqueci de desligar isso."

"Provavelmente é melhor assim." Elton pressionou um beijo na têmpora dele antes de relutantemente se desenredar. "Vamos lá. Se tomarmos banho juntos, podemos ganhar tempo."

"É assim que vamos chamar?" Dorian perguntou, mas já estava seguindo Elton para fora da cama, seus olhos rastreando apreciativamente a linha de suas costas, a curva de sua bunda.

Elton olhou por cima do ombro, pegando-o olhando, e sorriu. "Viu algo que gostou?"

"Talvez." Dorian fechou a distância entre eles, deslizando os braços ao redor da cintura de Elton por trás. "Definitivamente."

"Bajulador." Mas Elton se inclinou de volta para o abraço, suas mãos cobrindo as de Dorian. "Nós realmente precisamos nos mexer, no entanto. Seu tutorial—"

"Eu sei, eu sei." Dorian pressionou um beijo na nuca de Elton, então relutantemente soltou. "Mas hoje à noite—"

"Hoje à noite", Elton concordou, virando-se para enfrentá-lo. "Nós vamos decidir o jantar, conversar e provavelmente mais disso." Ele gesticulou vagamente para a cama desarrumada, a evidência de suas atividades matinais.

"Soa perfeito."

Enquanto seguiam para o banheiro—juntos desta vez, sem trilha de roupas ou jogos de convite—Dorian viu o reflexo deles no espelho. Eles pareciam exatamente os mesmos de ontem: mesmos rostos, mesmos corpos, mesma facilidade de convivência. Mas tudo tinha mudado, e conforme a mão de Elton encontrou a sua, seus dedos se entrelaçando naturalmente, Dorian descobriu que estava ansioso para descobrir o que viria a seguir.

Seja o que fosse, eles enfrentariam juntos. Assim como sempre fizeram.

O apelido o desarmou. Dorian gozou com um grito entrecortado, espalhando-se sobre a mão de Elton e entre seus corpos, seus quadris se sacudindo erraticamente enquanto o prazer apagava sua visão. Ele estava vagamente ciente de Elton o seguindo momentos depois, seu corpo ficando rígido enquanto ele gozava com o nome de Dorian nos lábios.

Eles desabaram juntos, pegajosos e sem fôlego, nenhum dos dois pronto para se mover. Dorian conseguia sentir o coração de Elton martelando contra seu peito, igualando seu próprio pulso acelerado. A luz da manhã tinha ficado mais forte, iluminando a bagunça que eles fizeram de si mesmos e dos lençóis, mas Dorian não conseguia se importar.

Após um momento, a respiração de Elton se estabilizou. Ele levantou a mão—ainda viscosa com a liberação combinada deles—e olhou para ela pensativamente. Então, com lentidão deliberada, ele começou a espalhá-la pelo peito de Dorian, seu toque reverente em vez de grosseiro. Dorian observou, hipnotizado, enquanto Elton o marcava com a evidência do que tinham acabado de compartilhar.

"O que você está—" Dorian começou, mas Elton simplesmente sorriu e guiou a mão de Dorian para seu próprio peito.

"Sua vez", ele disse suavemente.

O entendimento floresceu entre eles. Dorian esticou a mão, juntando o que restava do prazer deles, e pintou isso na pele de Elton com a mesma intenção cuidadosa. Era íntimo de uma forma que transcendia o ato físico em si—uma reivindicação deliberada, uma declaração visível do que tinha mudado entre eles. Cada traço parecia uma promessa, como se Dorian estivesse escrevendo algo permanente no corpo de Elton.

Quando terminaram, eles deitaram juntos, seus corpos marcados e entrelaçados, a evidência de sua conexão brilhando sob a luz da manhã. Era bagunçado, primitivo e totalmente deles—um símbolo da fronteira que cruzaram, a amizade que transformaram em algo mais profundo.

"Bem", Elton disse por fim, sua voz destruída. "Essa é uma maneira de dizer bom dia."

Dorian soltou uma risada contra o ombro dele. "Melhor que café."

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RAVELLE D’AYS: Uma história impactnte para quem lê, eu amei a leitura e todo os contecimentos, e a família unida independente de tudo o que aconteceu o amor e a confiança entre eles foi d+, foi muito bom escrevê-la🫶

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O Teorema Hayes

Mariana Kaled: Eu amei tudinho! Gostei do enredo, dos personagens , do amor fluindo... muito bom! Leve e acolhedor!

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O Don:A aliança

Tilia jose: Gostei de tudo, do diálogo e da narrativa no geral. Uma história muito boa e merece o reconhecimento do público, o autor foi muito inteligente porque a história é viciante e não é apelativa

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Nas Mãos Dele

Pedrelina: O enredo está bom, estou amando a história mas às vezes há confusão nos nomes das personagens.

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Código alfa

Sandra: D tirar o fôlego,ela deveria dar a volta por cima ser mãos ousda

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Sr. Blackwood

DANIELA MARIA: Gosto dos personagens, embora acho que tema alguns erros de continuidade. A idade dela não bate com a experiência profissional, por exemplo

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Simplesmente Lasciva

Shayy: Já recomendei para várias amigas que também adoraram, sempre que eu gosto e quero ler um romance que me prenda eu volto sempre nessa história S2

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