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Parte 1
Nova Deli
Mansão Raizada
Anjali andava de um lado para o outro em seu quarto, inquieta. Ela tinha acabado de voltar de Lucknow hoje de manhã, onde foi para um casamento. Desde então, ela estava assim. Rezou mentalmente para Devi Maiya. Foi quando ouviu sua filha, Shali, gritar “Mama”. Como esperado, seu irmão, ARNAV SINGH RAIZADA, entrou no quarto e a abraçou.
Ele era um magnata dos negócios atraente. Tinha as feições de um deus grego. Um corpo bem definido, olhos castanhos como chocolate, cabelo bem penteado e um sorriso de canto que dominava seu rosto — algo extremamente perigoso para qualquer mulher. Para o mundo, ele era um homem arrogante. Mas para sua Di... ele era apenas o CHOTTE. Ele faria qualquer coisa para vê-la sorrir.
Anjali: Senti sua falta.
Arnav: Di, você só ficou quatro dias em Lucknow. — Ele brincou.
Anjali: Não foram só quatro dias, Chotte, foram qua-tro dias. — Ela disse, sentindo-se triste.
Ao ver o rosto da irmã, Arnav entendeu que ela não estava totalmente bem.
Arnav: Di, você está bem?
Anjali (balançou a cabeça negativamente): Não estou bem, Chotte.
Arnav (preocupado): O que aconteceu, Di?
Anjali: Esqueça, Chotte. Você não pode fazer nada quanto a isso.
Será que isso não tocaria no EGO dele?
Arnav: Me diga o que está acontecendo.
Anjali: Estou triste por sentir falta de algo.
Arnav: Falta? Do que, Di?
Anjali: Pela primeira vez, sinto-me impotente, Chotte. Eu quero isso, mas sei que não posso ter.
Arnav: Di, seja o que for, eu vou conseguir para você.
Anjali: Você não pode, Chotte. E eu não quero te pressionar para nada.
Arnav: Pare com isso, Di. Nem pense em dizer algo assim. Eu prometo. Seja o que for, eu vou conseguir para você.
Anjali: Chotte, por favor, não dê sua palavra sem saber o que eu quero.
Arnav: Eu já não disse? Eu vou conseguir.
Anjali: E se eu quiser uma garota como minha BHABI?
Arnav ficou paralisado. Percebeu que foi brilhantemente encurralado por Anjali. Mas não foi inteiramente culpa dela. Foi ele quem prometeu, ao ver a tristeza dela.
Arnav: Di, eu não disse que não estou pronto nem para pensar em casamento pelos próximos três anos?
Anjali: Sem problemas, Chotte. Você pode levar o tempo que precisar. Basta casar-se agora e vocês podem começar uma família daqui a três anos.
Arnav (franzindo a testa): Que bobagem, Di.
Anjali: É porque ela também precisa de tempo para te aceitar como marido, por isso.
Arnav (sarcástico): O quê?! Uma garota quer tempo para me aceitar? Quem é essa garota tão especial? — Ele perguntou, surpreso.
Anjali: Ela não é o que você está pensando. Ela parece tão inocente, tão infantil. Eu gosto muito dela, Chotte. Por isso não quero perdê-la, porque não acho que possamos encontrar outra garota assim.
Arnav: Di, não se encante por alguém tão facilmente...
Anjali (interrompendo-o): Não, Chotte, posso dizer com confiança. Khushi é uma garota maravilhosa.
Foi quando ouviram a filha de Anjali...
Shali (animada): O quê? A Khushi Didi vai ser minha Mami? Uau, isso é demais. Assim vou ter com quem brincar de esconde-esconde. — Ela saltitava de alegria.
Arnav (franzindo a testa): Esconde-esconde?
Shali: Haan, Mama, nós brincamos de esconde-esconde em Lucknow. Ela tem muitos fãs, todos da minha idade. — Ela riu.
Arnav olhou para Anjali com uma expressão de “que diabos...”
Anjali: Eu não disse que ela parecia tão infantil e inocente?
Shali: É verdade, Mama. Ela era mais infantil que eu. (ela riu) Mas ela era tão linda. Não é, Mumma?
Anjali (balançou a cabeça positivamente): Vá estudar, querida.
Shali (murmurando): Mas o que o Mama vai fazer casando com ela? Vão brincar de esconde-esconde ou o quê? Mas o Mama nem brinca de esconde-esconde...
Arnav lançou um olhar severo para Anjali.
Anjali: Você não me perguntou: “O que há de bom no casamento? É só uma armação horrível: casar com alguém, ter filhos, criá-los, mandar para a escola, casar os filhos e morrer”. Essas são suas falas, não são? Se você casar com a Khushi, sua vida não será assim. Será interessante, com certeza. Ela não vai se exibir como sua equipe da AR, nem ser arrogante como suas modelos. Ela é tão simples e fofa, sabe?
Arnav: Você está planejando um casamento infantil?
Anjali (riu): Não. Ela não é uma criança, ela é infantil. (ela procurou seu celular por toda parte) Não sei onde coloquei meu celular. Vou enviar uma foto dela. Não vou te forçar se você não gostar dela.
Arnav: Onde você conseguiu a foto dela?
Anjali (orgulhosa): Tirei sem ela perceber...
Arnav (interrompendo-a): Quando ela estava brincando de esconde-esconde? — Ele perguntou com seu sorriso de canto.
Anjali: Exatamente. A foto não está muito nítida.
Arnav: Tudo bem, Di. — Ele disse, sem interesse.
Arnav foi para o quarto pensando na garota infantil. Anjali tirou o celular debaixo da colcha; ela o escondeu de propósito. Sabia que seu irmão não demonstraria nada em seu rosto de kadoos na frente dela. Ela só queria ver a expressão dele ao ver a foto de Khushi. Ela seguiu silenciosamente enquanto enviava a imagem. Arnav entrou no quarto e sentou-se na poltrona reclinável enquanto abria a foto, sem saber que Anjali o observava do lado de fora.
O rosto de Anjali iluminou-se quando viu Arnav congelar ao olhar para a foto, algo que ela não esperava. O olhar dele estava fixo na imagem. Ela parecia realmente inocente. Ele não conseguia desviar os olhos. Ela parecia simples, mas tinha o potencial de deixá-lo sem fôlego. Anjali saiu do lugar, sorrindo.
Arnav estava deitado na cama pensando naquela proposta inusitada. Ele fechou os olhos lentamente e os abriu com um solavanco quando a imagem de Khushi brilhou em sua mente. Ele questionou seu próprio estado. Não sabia quase nada sobre aquela garota. Não sabia o que deveria fazer. Mas desistir da proposta não passava por sua cabeça. Ele sorriu ao lembrar da condição de esperar três anos até que Khushi estivesse pronta para o relacionamento. Pensou em conversar com Anjali sobre isso.
Na manhã seguinte
Anjali viu Arnav entrando em seu quarto. Ela se preparou para não ceder facilmente.
Arnav: Di... preciso falar com você.
Anjali sabia sobre o que ele queria falar. Ela ficou nervosa, pois sabia o quão egoísta seu irmão era. Mas teria que enfrentar isso de qualquer maneira.
Anjali: Me diga, Chotte. Sobre o que você quer falar?
Arnav pegou na mão dela, fez com que se sentasse na cama e acomodou-se ao seu lado.
Arnav: Sobre meu casamento.
Anjali: Pense com calma, Chotte. Por favor, não tome uma decisão apressada.
Arnav: Você me disse que a Khushi precisa de tempo para se adaptar a este relacionamento. Então, por que não esperar três anos? Por que tanta urgência? Por que não fazemos o noivado agora?
O rosto de Anjali iluminou-se. Era a primeira vez que seu irmão falava positivamente sobre seu casamento.
Anjali: Sim, podemos. Mas por que desperdiçar três anos? Ela vem de um vilarejo pequeno, Chotte. Ela não conhece nada da nossa sociedade e da cultura moderna. Se a Khushi estiver conosco, podemos ajudá-la a entender nosso estilo de vida, e ela também aprenderá algo conosco, certo? E ela perdeu o pai há alguns anos. A mãe e a tia são suas únicas parentes. Elas a criaram controlando cada detalhe. Parece que elas se preocupam muito com a sociedade. Ouvi elas conversando sobre o casamento da Khushi. Estão procurando um noivo. Por que deveríamos incomodá-las? Elas ficarão tranquilas ao ver a Khushi estabilizada.
Arnav (preocupado): E quanto à renda delas? Como se mantêm?
Anjali: Com o aluguel da casa. Elas têm casa própria e recebem o aluguel todo mês; essa é a renda delas. A tia da Khushi também tem casa própria em Deli. Ela foi para Lucknow para apoiar a mãe da Khushi após a morte do pai. Elas já sofreram muito, Chotte. É por isso que não quero preocupá-las mais.
Arnav: Ok, me diga, qual é o problema principal da Khushi que faz você planejar isso a esse ponto?
Anjali: Nada em particular. Ao ver o jeito infantil dela, entendi que ela não está pronta para um “relacionamento de marido e mulher”, é só isso. Você entende o que estou dizendo? (Arnav balançou a cabeça positivamente) Pobrezinha, ela não pode cair nas mãos da pessoa errada, Chotte. E eu sei que não existe ninguém mais compreensivo do que você. Você mesmo me pediu três anos para o casamento, e a situação da Khushi combina com isso. Tudo está se encaixando.
Arnav concordou, satisfeito. Ele sorriu para Anjali.
Arnav: Você realmente acha que uma garota infantil serve para ser a Sra. ASR?
Anjali: Obviamente, Chotte. Eu a vi aconselhando crianças a respeitar os mais velhos. Fiquei impressionada. O que mais, além disso, é necessário para ser a Sra. ASR? Ela aprenderá, Chotte.
Arnav (suspirando): Ok, tudo bem. Pode seguir em frente.
Anjali (arregalando os olhos, entusiasmada): Sério? Não consigo acreditar. Chotte, você está...
Arnav (interrompendo-a): Não exagere, Di.
Anjali o abraçou, feliz.
Anjali: Graças a Deus.
Arnav: Eu aceitei porque você disse que posso levar três anos para começar uma família.
Anjali (controlando o sorriso): Com certeza, Chotte. Talvez até mais. Depende do progresso do relacionamento de vocês. Quem sabe? Ela pode se apaixonar por você logo. Aí o problema de lidar com ela será seu. — Ela riu.
Anjali percebeu que Arnav estava tentando controlar um sorriso. Ela estava radiante ao ver o irmão assim. Acreditava que, se ele gostasse dela, não havia motivo para preocupação. Ele cuidaria de tudo.
Arnav saiu do quarto de Anjali pensando no que ela disse sobre Khushi. Será possível fazer uma garota infantil se apaixonar por ele? Ele conseguiria manter distância até lá? Por que não tentar aproximá-la do relacionamento? Que confusão! Há tantas garotas que desejam apenas um olhar dele, e aqui está ele, planejando fazer sua futura esposa se apaixonar por ele. Uma risada escapou de sua garganta. Se a condição dele apenas ao ver uma foto era essa, o que seria depois do casamento? Anjali tem razão. Sua vida de casado será diferente das outras e, com certeza, muito interessante.
Continua.........









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