A REIVINDICAÇÃO (Série The Chosen #1)

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Resumo

{MATURE +18} — Eu não sou como seus parceiros anteriores, Ava. — Por que eu? — eu gemo, lutando para me soltar debaixo do seu corpo maciço. Parando, encontro seus olhos azuis como aço e sou capturada por sua intensidade. — Você foi feita para feras como eu. *********************************** Retornar para Black Mountain era o meu caminho para a cura e o fechamento de ciclos. No entanto, o destino tinha outros planos, me lançando no coração da escuridão. Aqui, o que é proibido e segredos ocultos ameaçam me consumir. Presa àqueles que prosperam nas sombras, eu me pergunto: poderei algum dia me libertar? ******************************************** Bem-vindo a 'CHOSEN', um reino onde as fronteiras entre o desejo e o perigo se confundem, onde as sombras abrigam muito mais do que apenas a escuridão. [AVISO: ESTE LIVRO CONTÉM CONTEÚDO MATURE E TEMAS SOMBRIOS]"

Status
Completo
Capítulos
31
Classificação
4.9 369 avaliações
Classificação Etária
18+

PRÓLOGO

"Ei, cara. Tem certeza de que não viu meu isqueiro?"

Os olhos de Jase seguem Evan, soltando uma risadinha ao vê-lo com o corpo alto curvado, procurando na barraca pela segunda vez. Abrindo e fechando a tampa do zippo perdido, ele acende seu baseado e traga, dizendo: "Não. Talvez verifique sua mochila de novo."

A mente de Jase começa a flutuar em uma névoa eufórica. Dando outra longa tragada no baseado, a fumaça doce relaxa seus músculos. Seus pensamentos ficam lentos enquanto ele se recosta, admirando o céu escuro acima. Tão estúpido. Tão pra caralho de estúpido.

"Tem certeza, cara? Tenho certeza absoluta de que você estava com ele por último. Você não usou agora há pouco..." Fazendo uma pausa, os olhos de Evan focam no baseado aceso pendurado nos lábios de Jase. "Droga!" ele dispara, com os punhos cerrados ao lado do corpo. "Por que você é sempre um cuzão completo?"

Com um sorriso de canto, Jase continua a encarar as estrelas, a fumaça saindo de suas narinas enquanto ele dá outra tragada.

"Sério, Jase, você é um babaca do caralho," Evan rosna, caminhando em direção à fogueira, suas botas afundando na lama enquanto ele arranca o isqueiro da mão estendida de Jase.

"Talvez seja porque você é um frouxo do caralho," Jase diz arrastado, baixando a cabeça e soprando fumaça no rosto de Evan.

"Dá para não ser um idiota por cinco segundos? Sério, Jase, temos mais três noites escondidos aqui até nosso contato estar pronto para nos tirar daqui. Eu agradeceria se você não estragasse isso também," Evan zomba, passando a mão pelo cabelo embaraçado de sujeira.

Jase fecha o zíper de sua jaqueta de esqui vermelha, com o frio da noite apertando, e revira os olhos, um sorriso preguiçoso se formando em seus lábios rachados. "Ev, cara, eu te juro, não foi minha culpa. Ela queria." Esticando suas pernas longas, seu pau começando a ficar ereto com a lembrança daquela noite, ele suspira: "Como eu ia saber que ela era marcada? Quer dizer, não havia nenhuma marca nela. Para mim, ela era presa fácil, e PORRA! Você viu ela, o jeito que ela dançava, aquele corpo. Porra, eu não..."

Lançando um olhar furioso, Evan zomba: "Jase, você não pode ser tão burro. Se você tivesse parado um segundo para cheirar ela, teria sabido que ela era uma das marcadas. Você só deixa seu pau pensar por você como sempre. Agora estamos nós dois aqui, nos escondendo até podermos dar o fora desse lugar de merda."

Jase passa a mão suja nas calças, dando outra tragada, suas roupas começando a cheirar mal pelo uso excessivo. "Ev, cara, nem você sabia que ela era quem ela é. Quer dizer, porra! A gente não via ela desde que era criança. Como eu ia saber quem ela era?"

"Talvez você devesse ter perguntado isso antes de tentar enfiar o pau nela," Evan retruca, a raiva transparecendo em seu rosto enquanto ele encara o fogo.

"Eu perguntei. Não é culpa minha se ela não esclareceu. E ninguém te mandou vir comigo," Jase resmunga, frustrado com Evan e seu chororô constante. A atitude dele está seriamente ameaçando acabar com sua brisa.

"Não, mas eu estava COM você, e agora estamos os dois enrascados até o pescoço." Evan acende um cigarro, coçando o rosto, uma carranca se formando: "Vou fazer xixi. Tente não foder com mais nada enquanto eu estiver fora."

"Tanto faz, cara," Jase suspira novamente, observando Evan desaparecer na floresta ao redor, densa com abetos e pinheiros. Voltando-se para as chamas, ele pega um graveto e cutuca as brasas, tentando aumentar o calor da pequena fogueira.

Sua mente volta para aquela noite, o corpo dela, seus olhos tempestuosos, o jeito que ela se sentia quando se contorcia embaixo dele. Ele geme.

Já fazem duas semanas desde O erro, e eles estão escondidos desde então. A garota não deveria ter se machucado. Era para ser só um pouco de diversão, mas agora, eles estão presos aqui, escondidos deles, até que possam se encontrar com o transporte e dar o fora daqui.

Um movimento em falso agora poderia alertar o rancho sobre a localização deles, e isso seria ruim. Muito ruim.

Jase pega uma lata do cooler e abre outra cerveja, dando um longo gole, o líquido levemente morno acalmando sua garganta. Tendo esgotado os suprimentos para manter a comida e a bebida geladas, eles têm contado com a natureza para sobreviver. Olhando para o relógio e vendo as horas, ele percebe que Ev já saiu há 10 minutos. Não deveria levar tanto tempo para fazer xixi. Não deveria levar tanto tempo.

Levantando-se e se espreguiçando, Jase usa a mão para ajeitar seu pau semi-ereto. Ele resmunga antes de seguir na mesma direção. Com as botas presas na lama, Jase escorrega no chão molhado, xingando enquanto se recompõe.

"Ev, quanto tempo leva para mijar? Você está brincando com ele ou o quê?" Sua voz sai alta, tentando evitar avançar mais e tropeçar em Ev no meio da ação. Ouvindo um gemido, Jase hesita, esticando o pescoço, com os ouvidos atentos.

"Sério, Ev, é melhor você não estar se masturbando." Dando mais alguns passos, ele vê movimento à distância, outro gemido preenchendo a noite. Aproximando-se, ele olha para baixo e vê Evan rastejando no chão, com a boca aberta, um líquido escuro escorrendo, e uma massa escura enorme montada sobre suas costas.

"Jase!" Evan ofega, com mais fluido saindo enquanto ele fala, "corre!"

PORRA, PORRA, eles nos encontraram! Com o coração batendo furiosamente no peito, o medo mata sua brisa instantaneamente. Jase dispara, correndo de volta para a barraca onde sabe que sua arma está guardada. PORRA! Não há tempo suficiente para mudar. Atravessando a vegetação rasteira e chegando ao acampamento, Jase corre com ainda mais força.

Um alívio o inunda quando ele está a menos de um metro do tecido verde e cinza brilhando à luz do fogo. Ele para na aba da lona e estica a mão para o zíper. Uma dor explode quando uma sensação aguda perfura sua carne. O choque faz seu corpo travar. Engolindo em seco e tentando respirar, Jase abre a boca, sangue borbulhando de sua garganta. Seus olhos começam a embaçar de dor enquanto ele olha para baixo e vê sua jaqueta, o tecido rasgado, e uma mão vermelha com garras saindo de seu peito, bem onde seu coração deveria estar.

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"Está feito?"

Levando o telefone à boca, ele responde: "Está feito!"

"Limpar?"

"Amanhã."