O Beta Adrian

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Resumo

Adrian detesta humanos. Fracos, traiçoeiros, assassinos. Isso até encontrar sua mate — que por acaso é uma humana. Uma humana com traumas e sua própria cota de desconfiança. Não se pode lutar contra o destino; sempre há um plano.

Status
Completo
Capítulos
41
Classificação
4.8 52 avaliações
Classificação Etária
18+

One

N/A: Se encontrar qualquer erro, provavelmente não vou corrigi-lo até que eu faça uma revisão geral, o que pode levar anos. Sem enrolação, pessoal. Este livro é gratuito. Aproveite ou não leia. Além disso, está escrito em inglês britânico.

Adrian

Três meses. Três meses dos infernos em uma cidade humana. O que eu fiz para merecer isso, você pode perguntar? Nada além de nascer. Meu pai foi o último Beta da alcatéia Iunae Lumen e, quando ele se aposentou, eu assumi o seu lugar. Como beta, minha função é apoiar o Alfa e a Luna. É por isso que estou aqui. Resolvendo um empreendimento comercial na cidade humana de Sefton. Essa é a minha missão.

Infelizmente, fiz um trabalho tão bom que o Alfa Romeo me pediu para ficar e encontrar um arquivista. É, eu também tive que pesquisar o que era isso. Basicamente, um bibliotecário.

Esfreguei as têmporas enquanto escrevia e reescrevia anúncios de emprego para os jornais locais das nossas alcatéias vizinhas, Waning Moon e Genesis. Estou cansado, e tentar transmitir tudo o que precisávamos em cinquenta palavras ou menos está se tornando difícil. Se eu não conseguir encontrar um arquivista em uma dessas alcatéias, Romeo disse que precisarei procurar entre a população humana. Mãe Selene, qual é o seu plano nisso?, eu imploro, olhando para o céu.

Ei, eu sei que os humanos não são tão ruins assim. Claro, eles nos trouxeram a internet e invenções como o celular e os carros, mas todos eles têm aquele cheiro de ser humano. Eles não sabem sobre nós, e aqueles que sabem tentam nos explorar, nos caçar, matar, mutilar ou fazer experimentos conosco. Humanos são curiosos e perigosos; não se pode confiar neles.

“Aidge”, diz Simon, colocando a cabeça dentro do escritório. Eu sorrio. Cresci com Simon e ele agora é um lobo delta, um dos guerreiros da nossa alcatéia. Ele está trabalhando como nosso segurança no clube, enquanto sua companheira, da Waning Moon, é professora no ensino médio que mistura humanos com lobisomens.

Antes de eu vir, nosso negócio, ‘The Wolf’s Den’, nosso bar, era administrado por um humano e não dava muito lucro. Depois que cheguei e analisei as finanças e a papelada, descobri que o gerente humano havia desviado fundos, então tive que expulsá-lo da cidade com ameaças à sua família. Um dos muitos motivos pelos quais não se pode confiar nos humanos.

“Sim, cara?”, pergunto, largando minha caneta na mesa.

“A banda ligou dizendo que está doente. Gastroenterite ou algo assim.”

Eu gemo. Malditos humanos.

“Tudo bem. Monte um microfone e um amplificador e chame o Apollo. Peça para ele cantar”, eu respondo. Apollo é um lobo da Waning Moon, ele é um cantor bom pra caralho e popular entre as mulheres, tanto lobas quanto humanas. Sempre recebemos mais gente no Den e vendemos mais bebidas quando ele se apresenta.

Cansado de escrever o anúncio de emprego, levanto-me e pego alguns materiais de limpeza no armário. O The Wolf's Den é o negócio que tocamos à noite, e durante o dia mantemos um café do outro lado do prédio, o ‘The Coffee Den’. Ele fecha às quatro nas sextas-feiras e temos mais uma hora antes do happy hour, que começa às cinco, onde vendemos bebidas baratas por duas horas. As sextas são uma das nossas noites de maior faturamento. Entro no salão do pub e verifico se Andrea, uma das nossas funcionárias humanas, limpou os banheiros e passou pano no chão.

“Andrea!”, chamo, entrando na área de jantar.

“Adrian!”, ela responde. Ela está arrastando algumas mesas pelas paredes para abrir espaço para a nossa área de dança.

“Tudo pronto?”, pergunto. Ela pisca. Andrea é uma ruiva alta e magra, de olhos verdes. Ela é bonita, para uma humana, e mãe jovem de dois filhos. Andrea trabalha de segunda a sexta durante o horário escolar, voltando para limpar das três e meia às cinco enquanto seus filhos ficam nas mesas estudando ou jogando.

Eu gosto da Andrea, eu acho. É, ela é humana e a prova de que nem todos os humanos são ruins; ela trabalha duro e se preocupa com seus filhos. Andrea é uma das poucas boas, exceto, claro, pelo pai humano dos filhos dela, que soube que não está mais na jogada e não contribui em nada para a criação das crianças. Os humanos parecem nem tratar bem os seus, não como nós, lobos. Nós, lobos, somos como família, vivemos em uma alcatéia e cuidamos de todos, ninguém é deixado para trás. Essa é a nossa filosofia, pelo menos.

Ajudo Andrea a alinhar as mesas e depois passo em todas elas, limpando por cima e por baixo. Andrea esteve reclamando a semana toda que elas estavam grudentas e, pela deusa, ela tem razão. Assim que termino, vou até o bar e limpo o balcão, depois começo a polir alguns copos para passar o tempo.

Às cinco, os clientes começam a chegar aos poucos. Eles são, em sua maioria, lobos da Waning Moon, já que é a alcatéia mais próxima de Sefton, voltando do trabalho. Claro, alguns clientes humanos também aparecem. O The Wolf’s Den está localizado no distrito comercial de South Sefton. Há quarteirões de várias lojas e escritórios por perto, além da concorrência, mas estamos lentamente construindo nossa reputação. Estamos ficando mais populares; nossas bandas de sexta à noite e os DJs de sábado estão atraindo públicos maiores.

Estou ocupado servindo bebidas quando sinto um cheiro doce. Olho para cima e vejo duas garotas humanas indo em direção ao bar. Uma é conhecida, eu a vi entrar algumas vezes, mas a garota com ela, de onde vem o perfume, não. A garota conhecida tem cabelos loiro-mel e olhos azuis, nariz fino e lábios carnudos. Geralmente, ela está cercada por outras humanas e lobisomens exageradas, todas vestidas com seus uniformes da loja de varejo sofisticada nas proximidades, todas com extensões de cílios e maquiagem. Pelo que entendi, todas trabalham no departamento de beleza da loja.

Esta noite, porém, a garota loira-mel está com uma garota de cabelos castanhos e olhos castanhos. São apenas as duas. A garota de cabelos castanhos tem aquele cheiro. Porra. Ela cheira bem, como rosas e algodão limpo. Meu lobo começa a ficar agitado, querendo assumir o controle, mas balanço a cabeça e retomo o comando.

Felizmente, elas se aproximam de Kelsey, uma loba da Waning Moon, e pedem suas bebidas antes de seguirem para a área externa. Sorrio para Kelsey e continuamos atendendo.

Durante o happy hour, Apollo entra.

“E aí, cara”, digo, puxando Apollo para um abraço, “valeu por vir em cima da hora.”

“Sem problemas, cara. Mas só vou fazer isso com uma condição”, diz ele, com um sorriso malicioso. Eu gemo.

“O quê?”. Eu sei exatamente o que ele quer: ser alimentado, o que faremos, claro, e que eu cante, o que eu não quero fazer.

“Me alimente e cante comigo? Só algumas músicas?”, ele pede. Eu reviro os olhos.

“Ou eu posso ir embora?”, ele provoca. Balanço a cabeça.

“Tá bom, tá bom”, eu concordo, “Kelsey, dê comida para esse homem”, digo.

Volto para trás do bar e pego meu material de limpeza, enfiando um pano de prato no bolso de trás. Hora de outra rodada de limpeza e organização. Faço minhas rondas, começando por dentro, recolhendo garrafas e copos e depois limpando as mesas. Coloco as cadeiras no lugar e recolho o lixo para jogar fora. É como se eles soubessem que alguém vai limpar depois deles e tivessem preguiça de serem organizados. Depois, vou para fora. Apollo está sentado a uma mesa comendo um hambúrguer com batatas fritas. Nós acenamos um para o outro e sigo pelo terraço onde outros clientes estavam, recolhendo garrafas e copos pelo caminho.

Paro na mesa da garota loira-mel e sua amiga. Elas estão conversando, e uma delas, a de cabelos escuros, está cutucando e puxando o rótulo de sua garrafa de cerveja. O cheiro dela é inebriante, mas ela é humana.

“Você sabe o que significa quando você tira o rótulo das garrafas?”, digo, olhando para ela. Ambas as garotas param e a de cabelos escuros olha para mim rapidamente. Ela parece triste.

“Eu sei”, ela responde, voltando a olhar para a garrafa. Ela é bonita. Sobrancelhas bem desenhadas, olhos castanhos, lábios carnudos e pele leitosa e macia. Bonita, para uma humana.

“Por que você está oferecendo?”, pergunta a loira-mel. A garota de cabelos escuros começa a rir.

“Eu sou gay”, digo rapidamente, tentando evitar o olhar da loira-mel.

“Sortudos eles”, diz a garota de cabelos escuros. Olho para ela de volta. Ela está me analisando, e quando nossos olhares se cruzam, ela sorri. Então ela se vira para a amiga e as duas começam a rir. Balanço a cabeça e vou embora. Existe uma coisa pior do que humanos, e são humanos bêbados.

Não sei por que disse aquilo. Eu sou gay. Acho que é minha desculpa automática quando garotas humanas demonstram interesse em mim. E houve muito interesse, especialmente desde que comecei a trabalhar aqui. Meu lobo está bravo comigo por algum motivo, mas eu o ignoro. Tenho estado tão focado em completar esta missão e voltar para casa para minha namorada, Stacey. Ela não é minha companheira, mas gosto de me divertir com ela.

Ajudo outro funcionário a montar o palco dentro do bar para Apollo, que sai com seu violão. Ele olha para mim e sorri de forma maldosa.

“Uma música”, digo, olhando para ele.

“Quatro.”

“Duas.”

“Três.”

“Ok, três então, para começar”, eu respondo. Ele sorri e assente.

Verificamos os instrumentos e as conexões para garantir que tudo esteja funcionando corretamente, e então me sento no banco.

“Olá a todos, bem-vindos ao Wolf’s Den”, digo no microfone. Recebo uma resposta de uivos dos lobos que começam a se reunir ao meu redor.

“Esta noite, temos a sorte de ter meu amigo Apollo para cantar para nós”, começo. As fêmeas na platéia vibram, “mas primeiro vocês vão ter que me aguentar”, digo, sorrindo. Algumas lobas assobiam e eu dou uma risadinha.

“Ultimamente, tenho perdido o sono, sonhando com as coisas que poderíamos ser. Mas baby, eu estive, eu estive orando muito, disse chega de contar dólares, vamos contar estrelas”, começo a cantar. Passo os olhos pelo público. Está aumentando. Meus olhos travam na garota de cabelos escuros, e eu erro uma palavra. Porra. Há algo nela que eu não consigo identificar.

Continuo cantando. Quando olho para o público novamente, ela se foi. Termino meu set sob um aplauso enorme e então apresento Apollo. A multidão está maior agora e as fêmeas vibram e gritam quando Apollo entra e se senta. Eu o observo um pouco antes de dar minha volta e recolher garrafas e copos novamente.

Analiso as mesas no fundo da sala enquanto caminho em direção ao bar. Estou pensando e não prestando muita atenção quando esbarro em alguém, seguido por um estrondo de vidro e louça no chão.

“Ai, porra”, diz uma voz. Olho para o que atingi. Porra. A garota de cabelos castanhos está olhando para mim e ela está puta. E sua blusa está encharcada.

“Você não me ouviu?”, ela pergunta. Eu olho para ela.

“Não, desculpa”, digo. Ela vai se abaixar quando seguro seu braço. Uma carga de eletricidade corre pela minha mão e pelo meu braço.

“O quê? O que você está vestindo? Sintéticos?”, ela grita, puxando-se para longe de mim.

“Não, mas... Kelsey”, chamo, Kelsey olha para mim e eu indico nós dois, “pode limpar isso para mim?”

Kelsey assente e eu pego a mão da garota. A eletricidade formiga entre nós novamente e eu inalo o cheiro dela. Rosa e algodão. Hmm.

“Siga-me”, digo, levando-a para meu escritório. Entramos e fecho a porta atrás de mim. À direita do meu escritório há prateleiras do chão ao teto, com gavetas, livros e outras coisas. Vou até uma das gavetas, puxo uma camisa de trabalho tamanho médio e dou a ela.

“Obrigada”, ela diz. Ela fica lá parada e olha para mim.

“Qual é o seu…”, começo, mas ela me corta.

“Vire-se. Não vou me trocar na sua frente; eu sei que você não é gay”, ela afirma. Ela ainda está brava e sinto o calor subir às minhas bochechas enquanto me viro de frente para a parede. Certo.

“Ok. Você tem uma sacola plástica?”, ela finalmente pergunta. Pego uma sacola de compras de outra gaveta e entrego a ela, vendo-a pegar.

A camisa pólo preta veste perfeitamente nela, destacando suas curvas. Eu posso ou não ter dado a ela um tamanho menor, mas ficou ótima nela.

“Qual é o seu nome?”, pergunto novamente, dando um passo em sua direção.

“Vas”, ela diz, fixando seus olhos nos meus. E pronto. O mundo desaparece e somos só eu e ela. Não ouço nada, exceto seus batimentos cardíacos e sua respiração.

“Minha”, digo, dando outro passo à frente, empurro-a contra minha mesa e cubro seu rosto com minhas mãos.

*

“Companheira”, digo com a voz rouca, pressionando meus lábios contra os dela. Sinto ela hesitar antes de abrir a boca e me deixar entrar. Minha língua entra em sua boca e pressiona a dela; exploro sua boca antes de recuar e morder seu lábio inferior, entrando em sua boca novamente. Ela geme. Minhas mãos estão em seus quadris, e eu deslizo minhas palmas até suas coxas, levantando-a e colocando seu bumbum na minha mesa.

Estou beijando-a ansiosamente agora, querendo mais. Varro o conteúdo da minha mesa para o lado e a empurro, esfregando minha ereção contra seu núcleo. As mãos dela estão no meu cabelo, me puxando, enquanto minhas mãos vagam por baixo da camisa dela, em direção aos seus seios. Quero a blusa dela fora, então a empurro para cima e por cima dos seios. Tirando minha boca da dela, pego um dos seios e puxo o material de renda para baixo, expondo seu mamilo ereto ao ar frio. Com uma mão no seio esquerdo, cubro o mamilo direito com meus lábios, chupando e raspando meus dentes contra sua ereção. Ela está gemendo e eu quero mais.

Paro e olho para ela. Ela está olhando para mim e vejo o que quero dela em seus olhos. Vou para a direita e mordo seu pescoço, com seus braços envolvendo meu pescoço. Esfrego minha ereção nela, e ela geme embaixo de mim. Porra, eu quero ela.

*