Personalizar legibilidade
Aa

Submersa em Você

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

Ele ama me odiar. (Conteúdo para maiores de 18 anos)

Status
Completo
Capítulos
39
Classificação
4.6 21 avaliações
Classificação Etária
18+

Um.

(NOTA IMPORTANTE ANTES DE LER: O grego aqui foi tirado direto do Google Tradutor. Vou colocar a tradução em inglês logo ao lado de cada trecho em outra língua, então não faz diferença se estiver errado. Ter um idioma diferente aqui é importante para a história, como vocês logo vão ver. Esta história também contém material perturbador.

- assassinato

- violência gráfica

- tortura emocional/física

- abuso de drogas

- encontros sexuais forçados (em um espectro de tortura)

- abandono total e ausência de compaixão humana. É horrível.

Prossigam com cautela. Muita cautela. A saúde mental vem em primeiro lugar. Esta história contém os piores aspectos da Síndrome de Estocolmo e amnésia dissociativa por envolvimento com abusos graves de um narcisista. SEM FINAL FELIZ. NÃO É UM ROMANCE FOFO.

Nenhuma imagem usada, a capa incluída, é de minha autoria.




— Acorda. — Senti uma bota me chutar a coxa, fazendo meus olhos se abrirem de repente. O lugar onde meu corpo estava deitado no chão de pedra cinza continuava frio, não importava quanto tempo eu tivesse passado ali. Olhei para cima e dei de cara com um homem de máscara de esqui, vestido todo de preto.

Seus olhos castanhos eram severos, e não consegui evitar me sentir constrangida com o jeito que ele me olhava, cheio de nojo. — Sai do chão! — Ele ordenou, entre dentes.

Acordou com o pé esquerdo ou o quê?

Suspirei, incomodada, as costas sujas e doloridas enquanto me levantava, cambaleando. Minhas roupas tinham sumido, e tudo o que eu vestia era o sutiã e a calcinha que tinha colocado na manhã do meu sequestro. O homem agarrou meu braço com força assim que me equilibrei e me tirou da jaula de rede onde eu estava presa.

Havia garotas por toda parte naquela sala grande e imunda. Parecia mais um porão do que qualquer outra coisa, mas a vibe era de uma masmorra medieval. As mulheres, quase nuas como eu, choravam e imploravam pela vida enquanto eram empurradas umas contra as outras. Homens fortes, vestidos igual ao que me arrastava, começaram a reunir todas as garotas, dividindo-as em grupos como se já tivessem feito isso um milhão de vezes.

O desconhecido me empurrou para um grupo de pelo menos vinte mulheres e apontou o dedo na minha cara. — Nem pense em tentar fugir, a não ser que queira levar um tiro. — A ameaça era mortal. — Tá me ouvindo? Assente.

Assenti depressa, com medo de que os outros dedos dele se fechassem num soco na minha direção. Ele se virou para o outro homem, que eu imaginei ser o responsável pelo meu grupo, depois de me lançar um olhar desconfiado. — Elas são o grupo de elite, ou sei lá. Entreguem as máscaras e levem-nas para a área de seleção.

O novo estranho resmungou. — Todas são consideradas as melhores, e mesmo assim a gente ainda faz o processo de eliminação? Não faz sentido nenhum.

— Pois é… a gente escolhe, mas quem manda tem que concordar. Ou então — ele fez um gesto de arma com o dedo, fingindo atirar —, pum.

Algumas garotas viram e, juro, o volume dos choros aumentou.

O homem concordou, claramente indiferente aos gritos, e olhou para mim antes de um sorriso largo esticar o tecido da máscara. — Quem trouxe ela?

Meu captor deu de ombros, sem se importar. — Não sei. Ela não encaixa no perfil, mas… quem se importa, né? Vão fazer a mesma coisa com ela que fazem com as outras rejeitadas.

Por que eu estava ali? Tinha tatuagens, o corpo era cheio, e meu cabelo era preto, ondulado e grosso. Não me parecia nada com as outras. O cabelo delas era liso ou levemente ondulado, em vários tons de loiro. A pele era imaculada, e os corpos, magros e tonificados. Mesmo apavoradas, dava para ver que havia beleza natural naquele lugar. Eu era medíocre perto delas.

— Eu fico com ela se não quiserem. — Ideias pecaminosas brilhavam nas palavras esperançosas dele. — Ela é uma gracinha.

Um terceiro homem se aproximou, segurando sacos de tecido trançado nas mãos enluvadas. — Aqui. — Ele os entregou ao segundo homem. — Mandem elas colocarem isso para a gente terminar logo.

Não tinham buracos para os olhos, e o cheiro que vinha do material era absolutamente podre. O meu tinha manchas marrons escuras espalhadas, que logo percebi serem sangue seco.

Quantas garotas já tinham usado isso antes de mim?

Em seguida, trouxeram uma corrente grossa com várias algemas, e os estranhos não perderam tempo em prender nossos tornozelos, formando uma fila organizada. Os sacos foram colocados sobre nossas cabeças, e mergulhamos na escuridão.

— Mexam-se, porra! — Ouvi uma voz gritar antes que a corrente começasse a tilintar, nos forçando a andar. Foi uma distância curta até que minhas costas fossem empurradas contra uma parede, e braços trêmulos roçaram nos meus.

O cheiro de sangue impregnava o lugar todo, e dava para ouvir garotas vomitando e engasgando. Também escutei várias vozes masculinas conversando baixinho à nossa frente.

— Todo mundo, cala a boca! — Um homem gritou de repente, e os choramingos e lamentos cessaram na hora. Nenhuma daquelas garotas queria arriscar a vida desobedecendo, eu incluída. — Vou começar por este lado. — Não dava para ver para onde ele apontava, se é que apontava. — Vocês serão julgadas uma por uma, e se passarem na inspeção, podem seguir para os quartos e se preparar para o leilão. Se não atenderem às exigências dos clientes, morrem aqui. — Ouvi o som de um metal diferente, e meu instinto me disse que era uma arma.

Então era isso que estava acontecendo.

Estávamos sendo vendidas.

Ainda sentia o julgamento vindo de todos os lados, e não conseguia evitar pensar que eles faziam a mesma pergunta que os homens antes: quem diabos tinha trazido eu para cá?

— E essa aqui? — Ele não estava falando com a gente.

— As pernas são muito finas — alguém murmurou.

— Mas ela é mais tonificada que as outras. — Outro rebateu. — Venderia por um bom preço.

Ouvi chaves sendo remexidas, e a corrente à qual estávamos presas começou a se mover. Depois de um clique!, ouvi uma garota choramingando ser levada escada acima. Não houve hesitação antes que começassem a discutir sobre a próxima. Como é que eu tinha ido parar nisso? A última coisa de que me lembrava era de estar numa festa de Quatro de Julho, e então acordei aqui. Fui com algumas amigas, mas não me lembrava de tê-las visto antes de ser cegada por esse saco nojento. Devia ter outras garotas da festa aqui, no entanto. Todas elas se encaixavam no perfil muito mais do que eu—

Um tiro alto ecoou nos meus ouvidos, seguido de um som horrível de algo se espatifando, enquanto as garotas entravam em pânico. Fiquei completamente imóvel; entrar em desespero não ia me levar a lugar nenhum. Precisava me concentrar em conhecer o ambiente o suficiente para descobrir como escapar. Ouvi mais tiros; parecia que estavam matando mais garotas do que mantendo.

— Esse lote é uma merda — alguém rosnou. — Se esse for o melhor que a gente tem, o chefe vai nos matar todos.

— Então vai lá e sequestra você! — Reconheci a voz do cara que tinha me acordado, gritando irritado. — Ingratos do caralho.

Senti um metal frio tocar minha barriga nua, subindo devagar. No começo, achei que ele estivesse escrevendo algo na minha pele, até perceber que estava traçando o contorno da tatuagem de rosa no meu esterno. O cano da arma deslizou para baixo e parou logo acima do meu umbigo.

Era isso, não era? Droga. Sempre brinquei que queria morrer, mas estar tão perto assim? Dava para sentir a sombra escura da Morte atrás de mim, impaciente e ansiosa demais para me arrastar para a danação eterna.

Não sou nada religiosa, mas minhas preces silenciosas começaram como se eu as tivesse praticado a vida inteira antes de dormir. Pedi desculpas à minha mãe por nunca ter dado ouvidos quando ela me dizia para tomar cuidado, e ao meu pai por toda a dor que ia causar a eles quando encontrassem meu corpo depois que isso acabasse. Disse que os amava mais do que tudo no mundo, e que, mesmo não tendo falado isso em voz alta com frequência, sempre quis dizer. Antes que pudesse terminar, ouvi a voz que segurava o metal mortal suspirar baixo.

— Que porra você está fazendo aqui, Bee?

Não consegui conter o arquejo ao me imobilizar. Como ele sabia meu nome? Entre tentar associar a voz a um rosto e estar num estado de confusão e náusea total, consegui gaguejar: — E-eu não sei.

— Puta que pariu. — Ele murmurou, claramente puto da vida. — Qual de vocês, seus idiotas, trouxe ela aqui? — Gritou, furioso, para quem estivesse assistindo ao massacre. — E então?!

“Houve uma confusão.” alguém falou. O burburinho dos outros tinha cessado por completo.

“Uma confusão?”, repetiu o homem com a arma. “Ela parece alguém que corresponde à descrição que o chefe pediu explicitamente?”

“Bem, não... mas—”

“Então por que diabos ela está aqui?”, ele repetiu, mais alto dessa vez. “O pedido era pele morena e cabelo loiro. Pele morena.” Falava devagar, como se estivesse dando uma lição a uma criança. “Loiro. Cabelo.”

“Já é tarde para voltar atrás”, disse com indiferença. “Basta dar um tiro nela e encerrar o dia.”

“Eu não vou dar um tiro nela, porra!”, ele recusou. “Eu a conheço.”

“Você conhece ela?”, ficou surpreso.

“Sim, seu idiota. Eu a conheço.” Ouvi o barulho de chaves sendo remexidas antes de o homem à minha frente falar baixo, tomando cuidado para que os outros atrás dele não ouvissem. “Vou te soltar, tá? Queria poder te soltar de vez, Bee, mas não posso. Mas vou tirar você dessa sala e te levar para algum lugar onde eu possa pensar em como resolver isso.” A voz dele começava a soar familiar. Não sabia de onde, nem quem era, mas tinha certeza de já tê-lo ouvido antes. Ele soltou as algemas dos meus pulsos, substituindo uma delas por sua mão forte. “Vamos.”

“Não faço ideia de para onde estou indo...”, murmurei, tentando enxergar alguma coisa através do saco que ainda cobria meu rosto.

“Eu te guio”, ofereceu enquanto me levava embora, mandando as pessoas saírem do caminho. “Cuidado com os degraus.” O primeiro degrau me fez tropeçar, mas consegui acompanhar o ritmo enquanto nos movíamos rápido. Ouvi uma porta se abrir, e o ar frio bateu na minha pele na mesma hora. Não consegui evitar um gemido de alívio com a sensação boa. Nem tinha percebido o quanto estava suando ali embaixo até agora. “Aqui.” O saco foi arrancado da minha cabeça, e apertei os olhos antes de piscar várias vezes para me acostumar com a luz.

Sua silhueta alta e musculosa estava à minha frente. Estava vestido como os outros; a pele completamente coberta de preto, exceto pelos buracos para os olhos na máscara de esqui. Fiquei encarando suas pupilas quase negras por mais tempo do que deveria, e ele logo percebeu minha intenção.

“Estou usando lentes de contato”, disse com diversão. “E você está em choque demais para o seu cérebro associar um rosto à minha voz, então pare de tentar me reconhecer.”

Apertei os lábios. Pensando bem, todos lá embaixo tinham olhos da mesma cor. Meus próprios olhos azuis percorreram seu corpo, parando timidamente na arma que ele ainda segurava. Ele também olhou para ela, resmungando algo incompreensível antes de guardá-la com segurança na cintura da calça.

“Meu Deus”, virou-se para mim, franzindo a testa. Era como se me ver daquele jeito o deixasse desconfortável, e ele não aguentasse olhar. “Preciso te arrumar umas roupas ou algo assim. E ligar pro chefe... e descobrir como aquele babaca lá embaixo conseguiu ferrar tanto essa captura e—” Rosnou. “Droga. De todas as pessoas que eles podiam ter errado, tinha que ser justamente você.” Tirou o celular do bolso e acenou com a cabeça em direção à mesa e às cadeiras a alguns metros de nós. “Senta aí um segundo.”

Obedeci enquanto ele virava as costas para mim, levando o telefone ao ouvido. Fez questão de falar quase sem som para que eu não ouvisse a conversa, mas, sinceramente, eu não estava nem um pouco curiosa sobre o que poderia ser dito. Aproveitei para olhar ao redor, me familiarizar com o lugar, e percebi que estava numa sala de jantar. Havia uma porta aberta ao meu lado, e inclinei a cabeça para ver melhor. Panelas, frigideiras, um balcão com pratos limpos... uma cozinha? Será que isso aqui é a casa de alguém?

Analisei a mesa retangular de carvalho, passando o dedo pelos veios da madeira ainda visíveis na superfície. No centro, havia uma plantinha pequena, com uma toalha de mesa preta de seda por baixo.

Simples.

“Tá.” A voz dele voltou ao volume normal enquanto enfiava o celular no bolso de trás e se virava para mim. “Tenho uma boa e uma má notícia.”

Hesitei. “Posso escolher qual quero ouvir primeiro?”

“Acho que sim.” Cruzou os braços. “Você prefere levar logo o baque ou quer um gostinho de esperança antes de a coisa desandar?”

Meus lábios se apertaram numa linha fina. “Você fala igual ao meu irmão.” Notei que ele enrijeceu quando falei isso, mas fingi que não vi. Sabia que não era meu irmão idiota, e, mesmo que esse cara o conhecesse, seria um tiro no escuro tentar adivinhar quem. O Allen conhece muita gente por todo o país, e não ia me ajudar em nada se eu conseguisse sair dessa enrascada. “A boa notícia, acho.”

“A boa notícia é que você não vai morrer.”

“Ótimo.” Não consegui evitar que soasse amargo. “E a ruim?”

“A ruim é que você nunca mais pode voltar para casa, e vai morar aqui na casa principal a partir de agora.”

Recostei-me na cadeira, olhando-o com desconfiança. “Morar aqui? Fazendo o quê?”

“Limpando, principalmente. Abriu uma vaga para empregada ou algo assim. O que—” ele se apressou em dizer antes que eu fizesse qualquer gesto de protesto. “—não é um mau negócio, na real. É o trabalho mais fácil daqui. Só que... tem uma coisa.”

Inclinei-me para frente, assentindo algumas vezes para que ele continuasse. “Que coisa?”

“O chefe tem um filho... e esse filho precisa de um bicho de estimação.”

Minhas sobrancelhas se franziram com força. “Desculpa, o quê?”

Ele parecia desconfortável de novo. Achava muito estranho um cara que não pensou duas vezes antes de estourar os miolos de garotas inocentes há menos de vinte minutos só porque não eram “bonitas” o suficiente. “Um bicho de estimação”, repetiu. “Você é basicamente o presente do chefe pro filho dele. Será que não estou me explicando direito? O que você não está entendendo?”

Tem jeito melhor de explicar? “Um presente para quê, afinal?”, insisti. “Tipo uma empregada pessoal ou...?”

“O que ele quiser, Bee, eu não sei.” A pegada nos braços dele ficou mais forte. “Provavelmente coisa sexual, se é isso que você está querendo saber.”

Dei uma risada alta. “Você não pode embrulhar um vibrador e dar de presente pra ele?” Meu salvador arregalou os olhos por um instante antes de um sorriso se formar atrás da máscara. “Não tem graça.” Afundei na cadeira. “Você não me matou porque acha que é isso que eu prefiro?”

“Que pena ouvir isso”, suspirou com desânimo, o sorriso sumindo na hora. “E, mesmo que você quisesse morrer, já é tarde. O chefe já fez outros planos, e até ele dar a ordem, é isso que você vai ter que fazer. Mas te peço, por favor. Não vá arranjar confusão com ele ou com o filho dele. Eles são implacáveis, Bee. Não vão te matar porque isso seria uma saída fácil para quem os desrespeita. Não... seria uma tortura sem fim.”

“Como você sabe? Já ajudou eles?”, lancei um olhar acusador.

Ele balançou a cabeça. “Não, mas já vi. Quando as empregadas se comportam mal, elas são punidas. A última foi pendurada de cabeça para baixo e teve facas cravadas nela por horas, até finalmente sangrar até morrer.”

Meu rosto se contorceu de puro nojo. “O que ela fez? Mordeu o pau de alguém?”

“Não...”, murmurou. “Ela foi pega tentando roubar uma arma. Já vi o resultado deles despedaçando homens e mulheres por coisas mínimas que consideraram fora de ordem. Até responder mal já te coloca numa fria. Então, por favor, seja boazinha e obedeça. Não se force a aprender do jeito difícil.” Ele puxou a manga comprida da camisa, revelando o relógio antes de estalar a língua ao ver as horas. “Temos que te arrumar antes do seu novo dono chegar em casa.”

Dono. Que nojo.

Antes de me levantar para pegar sua mão estendida, em sinal de derrota, mordi o lábio nervosamente e fiz mais uma pergunta sobre o envolvimento dele na minha vida antes dessa confusão. “O quanto você me conhece?”

Ele ficou me encarando por um momento, decidindo se era seguro responder. “Já matei um monte de mulheres. Você me ouviu fazer isso hoje, e posso te garantir que nem um pingo de culpa, remorso ou qualquer coisa do tipo passou pela minha cabeça. Faço isso há um tempo. Ver você naquela sala hoje foi a primeira vez que senti meu estômago embrulhar, Bee. Tive vontade de vomitar. Na verdade, acho que nunca mais vou conseguir encarar sua família depois disso. Eu esperava que você estivesse trabalhando na mansão, mas não fazia ideia de que ele ia te dar um dono. E ainda por cima o filho dele.

Se eu soubesse, teria te dado a opção de escolher acabar com sua vida.” O tom dele transbordava compaixão. Não tinha como confundir o quanto ele estava sentindo pena de mim. “Mas não teria sido eu a fazer isso. Eu teria te dado essa arma e dito para você mesma puxar o gatilho. Eu queria muito que você tivesse ficado em casa naquela noite, em vez de deixar suas amigas te convencerem a sair.”

Eu também.

Deixe MoodyBeeCee saber o que você pensou sobre este capítulo!
Amo isso

12

Amo isso

Engraçado

0

Engraçado

Picante

1

Picante

De Suspense

14

De Suspense

Emocional

0

Emocional

Profundo

2

Profundo

Tocante

0

Tocante

Chocante

5

Chocante

Boa Escrita

6

Boa Escrita

Enredo Envolvente

4

Enredo Envolvente

Personagem Ótimo

1

Personagem Ótimo

Diálogo Forte

4

Diálogo Forte

author

cool

8 dias

Outras Recomendações

Die Wölfe von Welby

maryketteler: Ich bin von diesem Roman sehr angetan. Es handelt sich um eine wunderschöne Geschichte, die durch ein tolles Happy End abgeschlossen wird.

Leia Agora
 Mehrfach zurückgewiesene Gefährtin

Nicole Schär: Eine tolle Geschichte, bin schon gespannt wie sie ausgeht.

Leia Agora
Our third chance

user-Y2ps2YC2Bd: I enjoyed this. Light, sweet. Well done.

Leia Agora
Stripped Shadows

bm: Sehr gutes Schreiben. War total in der Geschichte und habe mitgefiebert, wie es weiter geht. Konnte das Buch kaum zur Seite legen Sehr spannend geschrieben. Freue mich auf Band 2 Hätte gern das Ruby mit Beiden lebt.Und es fehlen noch sehr viel Antworten

Leia Agora
TEXT BUDDIES

Cersi: I loved this book and couldn't get enough You ate with no crumbs ✨

Leia Agora
Swipe Right for Puckboy

user-vZBJXZN5A0: Es war eine wahnsinnig schöne Geschichte. Ich habe oft gelacht und musste evtl. auch mal hier und da ein Tränchen verdrücken (sag es nicht weiter!) Es war fast traurig, als ich das letzte Kapitel gelesen hab. Aber es war genau richtig. Wenn ich etwas hätte anders haben wollen, dann vielleicht, dass ...

Leia Agora
SECRET BILLIONAIRE

NOOB: Loved the story and glad that it's only 17 chapters. Short and precise. That's how I love it

Leia Agora
We Only Fake It on the Weekends

user-h8xy7ykmDc: La novela me encanto, es justo lo que m3 gusta, trama sin enredos, ligera, fluye rápido y todos los capítulos son claros y continuos y gano el amor al final. Mi final favorito!!!

Leia Agora
Fated to My Ex- Best Friend

sabinedecastellane: Merci pour ce moment de lecture, c'est émouvant et tendre, un petit moment hors du temps

Leia Agora
Drowning In You