Prólogo - Você pediu por isso
Eu tinha onze anos quando vi o primeiro assassinato.
Não em um filme. Não em uma tela. Na vida real.
O homem se contorceu duas vezes antes de ficar imóvel. Seus olhos não se fecharam, e ninguém se preocupou em cobri-lo.
Foi a primeira vez que entendi: em algumas famílias, a morte não é o fim. É a iniciação.
Eles se autodenominavam Men of Iron. Diziam como se fosse uma oração. Vestiam como se fosse uma segunda pele.
Alguns sangravam por isso. Alguns matavam por isso. Alguns amavam como se fosse uma guerra — e outros amavam como se fosse a salvação.
Eu observava todos eles. De um canto. De um corredor. Debaixo da mesa, onde ninguém olhava.
Aprendi sobre o poder em fragmentos: O peso de um kutte. O silêncio na Furnace. A forma como a dor era medida, não pelo grito, mas pelo tempo que você conseguia ficar em silêncio.
Naquela época, eles não me viam. Não de verdade.
Essa foi a primeira lição.
A segunda?
Monstros nem sempre nascem prontos. Às vezes, eles são criados. Pedaço por pedaço. Palavra por palavra. Por aqueles que seguram a sua mão. Por aqueles que juram que estão salvando você. Por aqueles que te ensinam a sobreviver ao tipo de amor que eles oferecem.
E às vezes—Às vezes, eles nem sabem o que criaram... até que seja tarde demais.
Esta não é uma história sobre vilões. É sobre sangue. E fogo. E sobre a família que você constrói nas cinzas.
Eu me lembro de tudo. Até das partes que eu gostaria de esquecer.
Então, se você ainda estiver lendo até o final — Lembre-se apenas:
Você pediu por isso.