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Academia de Feras (Fera Vingativa #1)

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Resumo

Quando a morte de seu pai a força a se esconder, uma adolescente humana fingindo ser uma lobisomem na Academia de Feras precisa descobrir quem o assassinou antes que herdeiros rivais e profecias ancestrais a obriguem a escolher um parceiro — ou morrer por isso. Vivian Kingston fugiu para a Academia de Feras com um plano claro: esconder-se. O mundo em que ela entra é tudo, menos seguro — uma escola de elite para fadas, dragões, vampiros e lobos, onde a linhagem é poder e a lealdade é moeda de troca. Passando-se por Blaire McConner, uma humana indefesa em um mar de monstros, ela precisa fingir uma mordida de lobo e um parceiro para sobreviver tempo suficiente para abrir o cofre de seu pai. Mas o cofre guarda uma chave que desperta maldições antigas, e quando duas feras de alto escalão — um príncipe dragão incendiário e um alfa lobo feroz — reivindicam sua posse, a vida secreta de Vivian torna-se um campo de batalha. Com intrigas políticas cercando o castelo e uma profecia que exige uma escolha que ela não pode se dar ao luxo de fazer, Vivian precisa navegar por traições, alianças proibidas e uma história banhada em sangue para encontrar quem matou seu pai — antes que sua madrasta, os reis ou o próprio destino terminem o serviço.

Status
Completo
Capítulos
40
Classificação
4.8 48 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

Eu não acredito que estou fazendo isso.

Lancei um olhar para mim mesma no espelho do meu Honda Civic caindo aos pedaços. Aquele não era o carro que meu pai me deu quando fiz dezesseis anos. Não, aquele estava na garagem da casa onde cresci, onde minha madrasta e meu meio-irmão viviam.

Eu não pude trazê-lo comigo porque sabia que eles seriam capazes de rastreá-lo.

Eles fariam qualquer coisa para me encontrar agora. Comprei este Honda Civic com o dinheiro que economizei cuidando de crianças quando estava no ensino médio.

Não que precisássemos de dinheiro.

Não, eu cresci com muito disso. Eu precisava de uma fuga. Um lugar para me esconder à vista de todos.

Foi por isso que me sentei no estacionamento da Beast Academy.

Quando meu pai morreu subitamente há dois meses, eu sabia que meus dias estavam contados. Minha madrasta pegou o testamento tão rápido que quase me deu um tranco.

Lá, ela percebeu que tudo tinha ficado para mim; a menos que eu morresse, eu era a herdeira da fortuna do meu pai, do dinheiro do pai dele e de cada propriedade que ele possuía.

Foi aí que acordei e a vi parada na porta do meu quarto, com um brilho maligno no olhar.

Naquela noite, fiz minha mala e dormi na casa da minha melhor amiga, Rachel. Eu não voltei mais.

Era agosto, o primeiro dia de aula, e eu estava quebrando todas as regras.

Todas. Elas.

Usei o resto do dinheiro que sobrou da compra do meu carro para conseguir uma identidade falsa. Eu não era mais Vivian Kingston, eu era Blaire Hope McConner, uma estudante bolsista que estava se mudando do Tennessee para as profundezas da Louisiana.

O detalhe? Eu era humana, e ninguém na Beast Academy era humano.

Eles conquistaram seus direitos de volta nos anos 1800, durante a guerra que libertou os seres sobrenaturais.

Agora, todo mundo queria ser um deles.

Os humanos os tratavam como celebridades. Era interessante ver os diferentes poderes e habilidades.

Papai trabalhou na escola como vice-superintendente.

Papai tinha sangue de Fae, mas não tinha sido criado para praticar como a maioria deles.

Eu era humana, puxando minha mãe, que não tinha sangue sobrenatural nenhum.

É por isso que estar aqui era perigoso.

Humanos não eram permitidos.

Mas eu sabia que este era o único lugar onde minha madrasta não me encontraria. Por que ela procuraria aqui?

Eu tinha dezessete anos, sem dinheiro até fazer dezoito, e nenhum lugar para ir onde ela não me encontrasse, exceto aqui.

Abri a porta do meu Honda, e ela rangeu alto. Felizmente, o estacionamento estava vazio.

O castelo de pedra gigante me lembrou algo saído de Harry Potter.

Ele tinha pelo menos cinco andares de altura, com gárgulas posicionadas no topo como em um conto de fadas assustador.

Ajeitei a gravata do meu novo uniforme, odiando o xadrez e as meias até o joelho que pinicavam.

Isso era um retrocesso em relação às roupas da escola pública. Pelo menos lá eu podia me expressar, mas talvez passar despercebida fosse melhor, considerando a minha situação atual.

Desdobrei o mapa no meu bolso enquanto caminhava em direção aos degraus da frente. As portas duplas se abriram quando me aproximei, como em um supermercado, mas não eram portas de vidro.

Magia. Era tudo magia.

Os alunos ficavam na entrada principal. Alguns eu percebi que eram de uma espécie diferente, enquanto outros não pareciam nada diferentes de mim.

Elfos tinham orelhas pontudas. Faes também.

Vampiros eram pálidos.

Os lobisomens eram mais difíceis de identificar, a menos que fossem um alfa, que era trinta centímetros mais alto que todo mundo.

Eram as fadas, as gárgulas e a infinidade de outros seres que eu não conseguia identificar.

Rezei para que nenhum deles sentisse meu medo como os animais.

Mantive o queixo erguido e marchei até a entrada, encontrando um troll sentado atrás da mesa da secretaria.

Ela olhou para cima, com a pele verde coberta de maquiagem, batom vermelho e sombra. — Olá, querida. Como vai?

Pisquei diante do sotaque dela — um troll com sotaque sulista. Eu já tinha visto de tudo.

— Oi, eu sou Viv... Blaire McConner.

— Ah! — disse ela, levantando-se para pegar uma ficha do outro lado da sala. — Sim, querida. Tenho seu horário de aulas, o número do seu quarto e um mapa da escola. Faltou uma coisa na sua ficha. Qual é a sua espécie? — Ela piscou para mim com a caneta na mão, esperando.

Eu tinha esquecido disso, não tinha?

Talvez de propósito.

O suor começou a brotar na minha testa, e eu o limpei nervosamente. Tentei forçar meu cérebro para pensar em algo a dizer. Precisava ser algo que me permitisse esconder minha verdadeira natureza facilmente.

Engoli em seco. — Lobisomem — menti.

Estúpida. Estúpida. Estúpida. Era tarde demais para voltar atrás agora.

— Com certeza! — disse ela. — Sua colega de quarto é uma Fae. Isso não será um problema, será?

Será que ela achava que eu ia devorá-la?

— Não, nenhum problema.

Ela me entregou a pasta cheia de papéis. — As aulas começam amanhã. Permitimos que nossos alunos tenham um dia para se conhecerem através de atividades planejadas. A lista está aí dentro. Boa sorte, Blaire. Nos vemos por aí.

Saí da secretaria de ré, voltando para o caos da entrada. Todo mundo parecia conhecer alguém. Amigos se encontrando. Alguns pais ainda estavam por ali com os alunos mais novos.

Eu era uma veterana, que sorte a minha, presa com alunos que se conheciam há quatro anos.

Seguindo o mapa, que era um labirinto, encontrei o corredor, o Dooms Hall, onde meu dormitório estava localizado.

Dooms Hall soava como um mau presságio.

Eu deveria ter fugido enquanto podia.

O quarto 303 ficava bem no início do corredor, perto da escada. Uma coisa boa, caso eu precisasse correr para salvar minha vida.

Girando a maçaneta, olhei para dentro do quarto. Havia duas camas de solteiro, uma em cada parede oposta.

Duas cômodas.

Dois armários.

E duas escrivaninhas.

Olhando para o lado do quarto da minha colega, pisquei, deixando meus olhos se ajustarem à escuridão.

Foi surpreendente. Ela era uma Fae.

Faes não gostavam de rosa? Quando penso em "Fae", penso na Sininho.

— Então, você é minha nova colega de quarto?

Olhei por cima do ombro para uma garota alta de cabelos pretos parada atrás de mim. Ela usava um vestido preto que ia até os joelhos, combinado com botas de cano alto. — Hum, sim, Blaire — disse eu, oferecendo um aperto de mão.

Ela sorriu, de forma muito mais leve do que seu visual e a decoração do quarto sugeriam, e me puxou para um abraço. — É um prazer te conhecer, eu sou a Bree.

— O que você é? — perguntou ela, tirando um pretzel de algum lugar no bolso.

— Uma loba — disse eu, a mentira pesando na minha língua.

Arrastei minha bolsa até a cama e a joguei lá.

— Oooo, uma loba — disse ela, sentando-se na cama, observando-me tirar minhas roupas.

— Tennessee — menti. — E você?

— Maine. Comecei meu primeiro ano lá. Agora estou no último. Foi um choque cultural, com certeza — ela riu. — Quer ir à cafeteria comigo? — ela perguntou. — Acabei de chegar. Estou morrendo de fome.

— Claro — eu disse, colocando minhas mechas escuras atrás da orelha. — Parece uma boa.

Deixamos nosso quarto dez minutos depois, já que eu não tinha nada para desfazer além de roupas. Bree parecia amigável, enturmando-se facilmente com todos, enquanto eu me encolhia sempre que alguém olhava para mim.

Eu sabia que não seria fácil fingir uma habilidade sobrenatural.

Foi uma ideia estúpida. O que eu faria quando quisessem que eu me transformasse nessa loba que eu dizia ser?

Chorar? Correr? Pedir misericórdia?

Eu esperava que não pedissem, mas duvidava que alguém entrasse nessa escola sem aprimorar suas habilidades.

A cafeteria ficava no final de um longo corredor, com tetos gigantes e portas duplas de pedra. O cheiro da comida me invadiu.

Minha madrasta não tinha me dado comida desde que papai morreu. Eu andava descendo no meio da noite para pegar fatias de queijo e tigelas de cereal escondida.

Uma dor surgiu no meu estômago ao pensar no meu pai. Eu não tinha tido tempo de lamentar sua morte por causa dela.

Bree entrou na fila e olhou para mim. — Você está bem?

— Estou. Por quê?

Ela sorriu. — Esqueceu que as Faes conseguem sentir as emoções?

Droga. Tinha esquecido. — Ah, é verdade. Estou apenas nervosa.

Ela sorriu. — Não se preocupe. Tudo vai ficar bem.

Algo me diz que não vai ficar.

Enchi meu prato de carne assada, purê de batatas e legumes, tanto que sabia que não conseguiria comer tudo.

Encontramos uma cabine no fundo, longe de todos, e começamos a comer. Bree ficava olhando em volta, consciente de todos, enquanto eu comia como se nunca mais fosse ter outra refeição.

— Droga — sibilou ela.

Olhei para cima. — O que foi?

— Ela está aqui.

— Quem está aqui? — perguntei.

— Heather Cordly — disse ela, revirando os olhos. — Ela é uma garota tão maldosa. Eu esperava que seus pais a tivessem levado para o exterior, sei lá, jogado uma casa nela em algum lugar no Kansas.

Eu ri. — Nossa, fale o que você realmente sente.

Olhando por cima do ombro, soube instantaneamente de quem ela estava falando. A loira estava parada com sua bandeja no centro do salão, o nariz empinado e asas tremulando atrás dela.

— Uau, ela tem asas? Por que você não tem?

— Todo mundo as ganha em estágios diferentes — ela resmungou, mexendo na comida.

O olhar azul de Heather se voltou para o meu e se manteve. Observei enquanto ela me encarava até que um cara apareceu ao lado dela.

Ele era lindo, mais lindo do que qualquer um que eu já tinha visto. Era musculoso, com ombros largos e uma cintura esguia. O jeans escuro e a camiseta lhe caíam perfeitamente. Aquele cabelo castanho bagunçado era digno de comercial de xampu.

Foi então que percebi que ninguém estava usando uniforme, exceto eu.

— Quem é aquele? — perguntei.

— Caleb Murphy — ela disse baixinho. — Ele é namorado da Heather. Um lobo, como você.

Virei-me imediatamente, enfiando mais comida na boca para mantê-la ocupada. Quando Bree se tensionou, olhei para cima e vi o rosto dela ficar pálido.

Heather parou perto da nossa mesa, com um sorriso presunçoso. Eu odiava admitir o quanto ela era bonita, já que percebia que aquela conversa não acabaria bem.

— Bree, vejo que suas asas ainda não nasceram. Que azar.

O tom sarcástico na voz dela me irritou profundamente.

— Quem é sua amiga? — perguntou ela.

— Blaire — disse eu friamente, desviando o olhar para Caleb.

O olhar escuro dele pesava sobre o meu, seus lábios grossos entreabertos, curvados para cima nos cantos. — Prazer em conhecê-lo — eu disse.

Heather riu. — Você deveria saber que não deve andar com a Bree. Ela não está progredindo em suas habilidades.

Algumas pessoas que ouviam riram dela, e percebi como aquilo era parecido com o meu antigo colégio.

— Nem todos nós podemos ser perfeitos como você, podemos? — perguntei.

Heather me lançou um olhar de tédio. — Você poderia tentar.

Dei de ombros. — Acho que vamos trabalhar nisso. — Voltei a comer, realmente farta daquela conversa, quando percebi que ambos estavam me encarando.

— O que você é, afinal? — perguntou Heather.

— Ela é uma loba — Bree se meteu antes que eu pudesse.

Minhas bochechas ficaram vermelhas sob os olhares deles, e eu continuei enfiando comida, fazendo Heather fazer uma careta. — Isso explica a comilança — disse ela. — Você come feito uma porca.

— Feito seu namorado? — perguntei de boca cheia.

Caleb sorriu enquanto me oferecia um aperto de mão, e eu aceitei. O calor me envolveu e algo eletrizante percorreu meu braço.

Foi então que percebi que Heather não gostava de competição, o que era engraçado, considerando que eu não estava nem no mesmo nível que eles e ela me via como uma ameaça, alguém querendo o homem dela.

Ela deu um tapa na minha mão para longe da dele e, instantaneamente, aquilo tomou conta de mim.

Foi estúpido. Eu deveria estar passando despercebida, me misturando, mas a raiva que eu sentia dentro de mim e que controlava meu orgulho se rompeu.

Joguei meu prato no rosto dela, cobrindo-a com carne assada e purê de batatas meio comido.

O rosto de Heather se transformou em fúria, suas orelhas ficaram vermelhas e seus dentes ficaram arreganhados.

Eu não tinha defesa contra aquelas pessoas e já estava começando brigas.

— Você vai se arrepender disso — disse ela.

Eu já estava me arrependendo.


Nota do autor:

Ei, pessoal! Por favor, por favor, por favor (na minha melhor voz à la Sabrina Carpenter) curtam, comentem, façam o que puderem para me ajudar a ser notada. O livro está no novo concurso, e eu quero muito, muito ganhar. Os vencedores são considerados para o Galatea e para o aplicativo Candyjar, que transforma livros em minisséries dramáticas. ESSE É O MEU SONHO. Por favor, me ajudem a torná-lo realidade! :)

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Personagem Ótimo

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Diálogo Forte

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Diálogo Forte

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author

It's AWESOME

8 meses
1
author

The worldbuilding is so cool, especially the mix of species. Do you think Blaire will end up trusting her faerie roommate?

7 meses
1
author

Cool ..love it

16 dias
1

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