O Novo Beta do Alpha

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Resumo

Na Black Wolf Citadel, a lealdade é lei e a fraqueza é a morte. Quando a guerreira Gwen Otsana vence o brutal torneio destinado a escolher o próximo Beta da alcateia, ela espera resistência — mas não do Alpha Hunter Van Helsing, o feroz e calculista Alpha cujo controle sobre sua alcateia é absoluto. O que começa como uma batalha de vontades logo se transforma em algo muito mais perigoso. À medida que a guerra surge nas fronteiras e uma antiga profecia se agita nas sombras, Gwen e Hunter se veem unidos por um poder que nenhum dos dois pode negar — e uma conexão que pode salvar seu mundo... ou destruí-lo por completo. Em um reino onde o poder é sagrado e a lua é silenciosa, o desafio de uma mulher pode despertar um vínculo forte o suficiente para desafiar o próprio destino.

Status
Completo
Capítulos
94
Classificação
5.0 3 avaliações
Classificação Etária
18+

Prólogo

O mundo lembra do ano de 1462 como o fim do reinado de Dracula. Os vampiros lembram dele como o início do exílio.

Quando Abraham Van Helsing cravou sua lâmina de prata no coração do Lorde das Trevas, os céus não cantaram e a terra não se curou. Ela queimou. Por três noites, o céu chorou cinzas. Sangue correu nos rios da Transilvânia, misturando-se às lágrimas de criaturas que não podiam morrer.

As últimas das Casas de sangue puro — Noctis, Veyra e Dravane — foram caçadas até quase a extinção. Cidades tornaram-se túmulos. O fogo tornou-se sagrado. A humanidade acreditou que tinha vencido.

Mas eles estavam errados.

Nas sombras daquela vitória de Pirro, Van Helsing fez um acordo escrito não com tinta, mas com sangue. A Truce of Obsidian: um pacto selado entre mortais e imortais. Os vampiros recuariam para debaixo da terra e não governariam mais a humanidade. Em troca, a humanidade fecharia os olhos para aqueles que restaram — os que se alimentavam discretamente, viviam invisíveis e obedeciam à nova lei da noite.

Séculos se passaram. Reinos surgiram e caíram. Impérios viraram pó. Mas as Casas resistiram. Escondidas em criptas de mármore e palácios enegrecidos, elas construíram uma nova ordem abaixo do mundo moderno — uma monarquia esculpida em memória e medo.

No seu centro, havia apenas um trono.

Rei Azriel da Casa Noctis, primeiro de seu nome, escolhido pelo sangue antigo, coroado sob um eclipse carmesim. Dizia-se que a própria lua sangrava por ele — o último verdadeiro herdeiro da linhagem antiga, o único vampiro que podia comandar tanto os nobres quanto os selvagens. Sob seu reinado, a Corte de Sangue nasceu, e os Blood Guards — seus executores imortais — mantiveram a paz frágil.

Agora, seis séculos depois, essa paz treme.

Os vampiros esqueceram sua promessa. Os vampiros recém-nascidos já não se curvam aos velhos costumes. E nos cantos silenciosos do mundo, sussurros trazem notícias de uma nova caçada — não liderada por padres ou caçadores, mas por algo muito mais antigo… algo que lembrava da noite em que o céu queimou.

A Trégua está se rompendo. E quando isso acontecer, o mundo lembrará o que significa temer a escuridão.

Muito antes de o mundo chamá-lo de caçador, Abraham Van Helsing era um segredo que os céus se recusavam a nomear. Ele nasceu de dois mundos — um de carne, o outro de lobo.

Seu pai, um estudioso mortal e guerreiro da fé antiga, buscou entender a maldição que transformava homens em feras. Sua mãe, uma filha da primeira alcateia da Deusa da Lua, carregava sangue divino nas veias — uma linhagem que remontava diretamente à própria Deusa. Da união proibida deles, veio uma criança que não era totalmente humana nem totalmente lobo — o primeiro híbrido verdadeiro.

Abraham cresceu com a força de uma fera e a mente de um homem. Ele podia comandar tanto o instinto quanto o intelecto, e isso o tornava temido por todos que cruzavam seu caminho. Mas seu coração pertencia à criação da Lua. Ele se apaixonou por Luna Draegor, filha de um Rei Alfa, nascida sob uma lua crescente e de quem se dizia ter sido beijada pela própria Deusa da Lua. Ela era uma guerreira e curandeira, feroz e radiante, e o laço deles era do tipo que abalava ambos os reinos — divino e mortal.

Juntos, eles forjaram o que a Deusa da Lua mais tarde chamaria de seu pacto vivo. A união deles selou o equilíbrio entre as espécies, uma fusão sagrada do divino e do humano. E quando a Grande Guerra eclodiu — quando as legiões de Dracula se levantaram contra os vivos — foi Abraham Van Helsing quem liderou o ataque da humanidade, com suas garras e mente unidas sob a ira divina.

Quando a guerra terminou e os vampiros caíram sob sua lâmina, a Deusa da Lua desceu sobre ele mais uma vez. Não para amaldiçoar. Para abençoar.

Daquela noite em diante, a linhagem Van Helsing carregou sua marca — um presente passado através das gerações. Aqueles nascidos de sua linhagem carregavam a força da Lua, o espírito do lobo e o coração humano. Eles se tornaram os Lobos Negros — guardiões divinos ligados à proteção do equilíbrio entre a noite e o dia.

Séculos mais tarde, seus descendentes carregariam um novo nome. Uma família forjada tanto no fogo quanto no luar. A Black Wolf Pack.

Eles seriam o julgamento da Deusa da Lua e a última defesa da humanidade. E embora o mundo tenha esquecido seu voto sagrado, uma verdade perdura através do sangue e do tempo:

Quando a noite se tornar carmesim, e a Trégua começar a rachar, o sangue de Van Helsing surgirá novamente.

Agora o mundo mudou. Mas o sangue se lembra.

Séculos após a queda de Dracula, a Trégua ainda permanece — gravada em sangue, imposta pelo medo, mantida pelos descendentes de Abraham Van Helsing.

A Black Wolf Pack tornou-se lenda. O nome Van Helsing já não pertence a caçadores de capa, mas a uma dinastia — o divino e o mortal fundidos em uma única linhagem ininterrupta. Das terras altas da Romênia aos arranha-céus de Nova York, seu brasão impõe respeito e seu poder é inquestionável.

Os vampiros chamam isso de opressão. Os humanos chamam de proteção. Os lobos chamam de dever.

Sob o governo do Alpha Hunter Van Helsing, a Alcateia prospera como a força sobrenatural mais formidável que existe. Seu domínio abrange continentes — desde as cidadelas ocultas do Conselho Lycan até as cidades sombrias dos homens. Toda Alcateia se curva ao seu comando. Todo rebelde é colocado na linha.

Diz-se que a luz da Deusa da Lua ainda o favorece. O mundo ainda o teme. No entanto, abaixo desse medo, uma tempestade se prepara.

Nas catacumbas sob Viena, a aristocracia vampírica apodrece — faminta, humilhada e vazia após séculos de submissão. Outrora, eles governavam a noite; agora, rastejam por ela, proibidos de se alimentar livremente, com seus títulos ancestrais retirados pelos acordos que seus ancestrais assinaram na derrota.

Eles sussurram o nome do Rei Azriel com reverência e esperança, sua lealdade à Corte de Sangue transformando-se em uma rebelião silenciosa.

Para eles, a Trégua não é mais paz — é prisão.

E embora o Hunter Van Helsing governe com força e justiça, nem mesmo ele pode silenciar a fome de um império que espera para se reerguer.

O ar tenso torna-se mais pesado.

A Deusa silencia.

O luar cintila, vermelho em suas bordas.

A Truce of Obsidian começou a rachar — não com exércitos, mas com sussurros. Assassinatos disfarçados de acidentes. Emissários desaparecidos. Revoltas de novatos. E em cada sombra, um cheiro que os lobos não conseguem rastrear — antigo, frio, familiar.

Enquanto a Corte de Sangue afia suas presas, e a humanidade se torna cega para o perigo em seu meio, a primeira profecia se concretiza:

Quando a Lua sangrar, e os lobos uivarem para o silêncio, a noite lembrará de seu verdadeiro rei.

Hunter está sob aquela lua sangrenta, seus olhos verdes refletindo a luz carmesim — sem saber que a paz pela qual seus ancestrais morreram lutando já está se desfazendo.

O mundo que antes se curvava aos lobos está se agitando novamente. E desta vez, a escuridão não planeja ser domada.