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A CAMA DO MEU MEIO-IRMÃO {18+}

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Resumo

>>>COMPLETO PARA INSCRITOS<<< Dividir a cama com meu meio-irmão costumava ser tranquilo. Oito anos atrás, eu adorava. Ele era caloroso e reconfortante. Agora nós dois crescemos, com os hormônios à flor da pele, e tudo ficou muito mais complicado. Nossos pais viciados comandavam um motoclube e mal lembravam da nossa existência no quarto dos fundos. O que nos deixava muito tempo sozinhos para arrumar confusão. E era exatamente isso que Austin era. Não importava que ele fosse meu meio-irmão, apenas que o toque dele era um desejo que eu não conseguia saciar, não importava quantas vezes eu tentasse. **AVISOS DE GATILHO** Esta história contém conteúdo sexual explícito, linguagem explícita e uso de drogas. Leia as tags e os avisos de conteúdo para garantir que esta história é adequada para você.

Status
Completo
Capítulos
4
Classificação
4.8 (14 avaliações)
Classificação Etária
18+

Capítulo 1 - Jackie

“Mãe? Vance? Vocês estão em casa?”, perguntei enquanto chutava a porta da frente da casa onde vivi nos últimos oito anos, usando minhas botas de motoqueira pretas e surradas, que duraram quase o mesmo tempo.

A casa estava em ruínas, caindo aos pedaços na maior parte, mas eu não me importava. Eu também estava.

Caminhei arrastando os pés pela cozinha e joguei minha bolsa esfarrapada em cima da mesa de jantar. Latas vazias rolaram para longe e os saquinhos de cocaína e maconha se espalharam.

As cortinas mofadas e rasgadas estavam fechadas, e eu nem me lembrava da última vez que tinham sido abertas. Isso criava um cheiro caseiro de sexo, drogas e álcool impregnados.

Espiei na sala, onde o piso de madeira desgastado estava coberto por homens desmaiados, vestindo coletes de couro e acompanhados por suas respectivas tietes da noite. Cada colete exibia o brasão da gangue de motoqueiros de merda do meu padrasto.

Dois dados mostrando o número um, com uma cobra enrolada neles.

Silent Snakes Motorcycle Club.

Logo legal, clube de merda.

Eles se achavam os tais, mas não passavam de um bando de preguiçosos do caralho, vendendo drogas e pilotando motos enquanto transavam com todas as vadias da cidade. E olha que eram muitas.

Afastei um braço do caminho com um chute e peguei um baseado em cima da mesa de centro, levando-o aos lábios para dar um trago. Tirei meu fiel Zippo de caveira da jaqueta de couro e acendi antes de seguir para o corredor, que tinha um único quarto com a porta escancarada.

Vance estava com minha mãe de joelhos, enfiando o pau na cara suja e borrada de lágrimas dela.

Ela cravava as unhas postiças compridas nas coxas peludas dele. Dei outro trago no baseado enquanto lutava para segurar o vômito.

“Nojo. Fecha essa porra de porta.”

“Cala essa boca ou eu enfio esse pau na sua garganta a seguir”, ele ameaçou. Como ele era um porco, não duvidei nem um pouco.

Mamãe engasgou com ele e tentou se afastar, mas ele agarrou o cabelo loiro sujo dela com mais força e investiu, com um sorriso de canto nos lábios finos. Balancei a cabeça e me afastei.

Eles viviam transando; eu já deveria estar acostumada a essa altura, mas aquilo ainda me dava enjoo.

Segui pelo corredor minúsculo até a porta dos fundos. Chutei-a para abrir e saí de casa, indo para o pequeno quartinho dos fundos que abrigava minha vida.

Era um barraco caindo aos pedaços, anexado à garagem onde os ‘negócios do clube’ eram conduzidos.

Eu estava acostumada com os ‘negócios do clube’ — festas noturnas, drogas, álcool e até o sexo constante que, em qualquer outra casa, seria privado. Mas o que eu não estava acostumada? A dividir meu espaço com meu meio-irmão. Austin Hartley.

Nós éramos próximos e melhores amigos desde que nossos pais ficaram juntos, há oito anos. Dividimos o quarto desde então, mas o cheiro dele ainda me atingia com força toda vez que eu entrava no nosso recinto.

Um lençol cobria a entrada atrás da nossa porta para bloquear a luz e garantir um pouco de privacidade, já que a porta tinha painéis de vidro.

Entrei empurrando a porta e o lençol, dando outra tragada profunda na maconha. A calma se instalou em meus ossos e na minha cabeça, me dando o pouco de foda-se necessário para aguentar mais uma tarde e noite de reuniões de clube de merda, que eram apenas uma desculpa para todo mundo se drogar.

O pouco de paciência que eu tinha desapareceu assim que entrei no quarto. “Isso, isso! Austin! Mais forte, sim, por favor! Oh, meu Deus!”, uma voz estridente gritou, e eu revirei os olhos com o barulho.

Austin estava com a namorada. Legal. Só que não.

Essa era a pior parte de dividir o quarto. Ter que lidar com Austin e sua libido. Por outro lado, eu sabia que ele dizia a mesma coisa sobre mim.

Terminei o baseado e entrei no quarto, olhando de relance para a cama onde Austin estava enfiando com força na nova garota.

A Sally Vagabunda estava com as pernas em volta da cintura dele, as unhas cravadas em seus bíceps impressionantes.

Droga, aquilo me deixava com ciúmes, mas eu não tinha o direito.

Aos quinze anos, quando os hormônios estavam destruindo nós dois, nós ficamos.

Foi a única vez, e concordamos em parar para não estragar a amizade, já que não tínhamos para onde ir se as coisas dessem errado.

Desde então, ele trocava de garota como se trocasse de cueca, e eu transava com todo mundo no ensino médio, porque o que mais dava para fazer quando os professores queriam te ferrar e não ensinavam nada?

“Querido, cheguei em casa”, provoquei, indo até a bancada para preparar um café.

O quarto era grande o suficiente para ter uma pequena cozinha com pia. Havia um banheiro minúsculo anexo com vaso sanitário e chuveiro. Nossa cama ocupava a maior parte do espaço, apesar de ser apenas de casal.

Era a única cama, e geralmente revezávamos quem trazia suas conquistas, mas eles não tinham permissão para passar a noite.

Havia uma tela plana apoiada em caixotes de cerveja vazios, de frente para a cama, com alguns pufes na frente escondendo o tapete manchado e rasgado.

Uma única janela iluminava o espaço, mas mantínhamos as cortinas fechadas, ou o lugar nunca esquentava a tempo para a noite.

“Merda, Jackie”, Austin xingou, investindo em Sally enquanto ela guinchava feito uma gaivota do caralho antes de ele gozar.

Continuei fazendo meu café, deixando que eles se ajeitassem após o orgasmo antes de ousar olhar por cima do ombro.

“Quer café?”, perguntei.

“Sim”, Austin respondeu ofegante, passando a mão pelo cabelo escuro e úmido, deixando as mechas caírem sobre o rosto.

Seus olhos verdes encontraram os meus enquanto ele saía da cama, vestindo o jeans — deixando-o aberto enquanto lidava com a camisinha.

Ele voltou para onde eu estava. Sally estava deitada na cama com uma expressão sonhadora, os olhos semicerrados e a pele clara corada.

“Amor, volta aqui e vamos ficar juntinhos.”

“Não. Café?”, ele perguntou a ela, quase sem olhá-la. Você pensaria que ela entenderia a dica, mas a Sally Vagabunda não era conhecida pelo seu QI.

Sally bufou: “Não posso”. Ela se levantou, vestindo um vestido minúsculo e puxando a calcinha.

“Jackie”, ela assentiu com os lábios franzidos.

Não havia amor nenhum entre nós. Ela tentava prender Austin há anos, e eu a provocava pra caralho por causa disso.

Ela odiava o fato de dividirmos a cama e de ele passar a maior parte do tempo comigo. O que eu tinha com Austin era platônico, mas eu a deixava pensar o contrário porque era divertido mexer com ela, especialmente quando ela era a razão de nenhum professor achar que eu valia o esforço de ensinar.

A detenção virou minha segunda casa no último ano, e eu tinha que agradecer a ela por isso, então aproveitava todas as oportunidades para me vingar.

Ela só o queria porque não podia tê-lo, ou por causa daquele corpo impressionante que ele tinha.

Até eu babava por isso na maior parte do tempo.

Ele malhava todas as manhãs na barra chumbada no teto, e eu assistia todas as vezes.

Seus braços eram impressionantemente definidos, com um volume leve que parecia ouro do Photoshop. Seus lábios carnudos, a pele dourada… era o meu sonho molhado. E o da Sally Vagabunda também.

“Tchau, Sally”, sorri para ela enquanto ela estreitava os olhos, e Austin a acompanhou até a saída.

Ele a beijou, e eu não podia acreditar que ela ainda queria ir embora. Se Austin tivesse me beijado assim, eu teria esquecido instantaneamente que qualquer outra coisa existia.

Mas Sally não era eu, então ela foi embora, atravessando o quintal bagunçado, cheio de tralhas. Ela saiu pelo portão lateral em direção à escola que ficava do outro lado do campo.

Austin voltou para dentro e soltou o ar. “Tenho que dar um chute nela.” Ele balançou a cabeça, e eu ri, servindo duas xícaras de café preto antes de me sentar à mesa redonda minúscula, com duas cadeiras na ponta da cama.

Era velha, de madeira e um pouco bamba. Tinha cadeiras que não combinavam, mas desistimos de ter coisas bonitas quando elas sempre acabavam sendo destruídas pelas brigas inevitáveis que estouravam toda noite.

“Pelo bem da nossa conversa, vou fingir que não sei que ela é uma cadela chorona tentando te prender e perguntar: por quê?”, provoquei.

Ele revirou os olhos e bebeu um gole do café. “Ela quer que eu conheça os pais dela.”

“Ah.”

“É.”

“Não sabia que vocês eram tão sérios”, murmurei sobre a xícara, ignorando a dor no peito e o que ela significava.

“Não somos. Estou transando com ela porque posso. Ela acha que só porque eu enfio meu pau nela, somos exclusivos e estamos juntos ou algo assim.”

“E vocês não estão?”, chequei, dizendo a mim mesma que era apenas curiosidade.

“Porra, não. Eu não namoro, você sabe disso”, disse ele, antes de virar a xícara em alguns goles e entrar no banheiro, puxando a cortina.

Ouvi o chuveiro ligar e bebi meu café, tentando não imaginar como ele estaria nu lá dentro.

Não estava funcionando, então fui até o armário e peguei minha velha lata de tabaco. Enrolei outro baseado com a maconha e dei um trago, tentando encontrar a calma novamente.

Inclinei a cabeça para trás, encarando o teto, com os olhos fechados, tentando esvaziar a mente. Eu tinha lição de casa para fazer e roupa para lavar. Precisava correr antes que escurecesse. Tantas coisas para fazer, e eu não queria fazer nenhuma.

O que eu queria era entrar naquele box minúsculo com meu meio-irmão, ficar de joelhos e mostrar a ele o que uma garota como a Sally Vagabunda jamais conseguiria fazer.

Dei um sorriso de canto ao pensar em explodir a mente dele daquela forma. Lamba os lábios e dei outro trago.

Eu ainda estava sonhando acordada momentos depois, quando o baseado foi arrancado dos meus dedos.

Meus olhos se abriram e eu olhei para cima. Era o Austin.

Ele colocou o baseado entre os lábios, inalando profundamente. Observei, lambendo meus lábios, tentando não pensar no fato de que os dele estavam pressionados onde os meus estiveram momentos atrás.

Austin ficou atrás da minha cadeira e inclinou-se sobre mim, soprando a fumaça pelo canto da boca enquanto eu entreabria os lábios. Ele colocou o baseado lá. Estiquei-me e o peguei dele.

Fitei-o, colocando meus lábios onde os dele estiveram. Ele observou o movimento, e meu coração disparou. A tensão entre nós era tão densa às vezes que eu não conseguia respirar. Aquela era uma dessas vezes.

“Valeu”, ele murmurou antes de se afastar, quebrando a conexão. Foi bom. Um de nós tinha que ser forte. Deixei essa parte para ele, porque quando se tratava dele, eu era fraca.

Sentei-me normalmente na cadeira e observei Austin. Ele foi até a geladeira e pegou uma garrafa d'água, tomando um gole, vestindo apenas uma calça de moletom.

Eu não fazia ideia do porquê daquilo ser tão atraente, mas era. Especialmente porque ele era musculoso e cheio de tatuagens pelo corpo. Droga, eu não conseguia pensar direito quando ele ficava sem camisa. Eu tinha quase certeza de que era por isso que ele fazia.

“Então”, ele se virou para mim, fechando a geladeira e ainda segurando sua água, “como foi a detenção?”

Revirei os olhos. “Não fui.”

Austin deu um sorriso de canto, mas foi um sorriso sombrio, um que raramente aparecia: “E os boatos sobre o porquê de você ter sido mandada para lá são verdadeiros?”

Eu fiz uma cara feia. Claro que ele tinha ouvido os boatos. Ele não ia à escola desde que fez dezoito anos, há seis meses; ele pertencia aos Snakes agora, e ainda assim sabia tudo o que acontecia lá. Especialmente se eu estivesse envolvida.

Estendi a mão para pegar a água que ele tinha. Ele a entregou, mas se recusou a soltá-la, mesmo quando puxei.

“São verdadeiros, Jackie? Você chutou as bolas do Sr. Mac e disse ‘Foda-se, seu pervertido’?”

Encontrei os olhos de Austin, encolhendo-me um pouco com a escuridão neles. Ele geralmente não direcionava aquilo a mim.

Arranquei a água da mão dele e tomei um gole: “Sim. Por quê?”

O maxilar de Austin travou e ele se virou de costas. Seus punhos se fecharam e se abriram antes que ele voltasse para apoiar as palmas na mesa, de frente para mim: “Todo mundo achou que foi uma piada engraçada, mas não foi. Foi?”

“Ele chorou, então eu diria que foi bem engraçado”, dei de ombros, ignorando o que Austin estava tentando alcançar, que era a verdade. Mas era uma verdade que fazia parte da vida onde morávamos.

“Ele te tocou?”

Dei de ombros e coloquei a água na mesa: “Não importa. Ele não vai fazer isso de novo.”

“De novo? Quantas vezes ele fez isso?”, Austin perguntou, com a voz baixa enquanto se inclinava mais sobre a mesa, olhando para mim.

Soltei a última fumaça do meu baseado e encarei o olhar exigente de Austin: “Uma vez demais.”

“Onde?”

Fiz uma careta: “Onde?”

“Onde aquele babaca te tocou?”, Austin rosnou, dando a volta na mesa. Ele puxou minha cadeira para trás e se inclinou sobre mim.

Sorri de canto e abri bem as pernas, roçando minha coxa na dele de propósito. Com meu shorts jeans rasgado, passei a mão pela pele nua da minha coxa e lambi os lábios: “Aqui.”

Austin seguiu minha mão com os olhos, e pouco antes de eu poder subir mais, ele agarrou e apertou minha mão: “Não estamos jogando esses jogos perigosos esta noite, Jackie”, ele sussurrou.

Eu sorri, provocando-o: “Estou apenas respondendo à sua pergunta, Austin.”

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Boa Escrita

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Enredo Envolvente

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Personagem Ótimo

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Diálogo Forte

12

Diálogo Forte

Ver 1 comentário anterior...
author

Wow... what a first chapter... hey Jen.. not surprising since I have read and loved every book on Galeta that you have written!! I am a big fan of your writing and can't wait to see how this plays out!!!

8 meses
author

I can tell this is going to be a great read. just like the comment above love you on Galatea and all your books. waiting for Xavier Book 2. but to my surprise you are on Inkitt too? so grateful! ❤️

3 meses
1
author

is she in high school? she sounds so grown for someone in high school

but I love the chapter so far

3 meses

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