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Encontro em Las Vegas (18+)

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Resumo

Em um minuto éramos estranhos. No outro, eu estava na cama dele. Sam não tinha a menor vontade de ir à despedida de solteira da irmã. Mas as luzes de Vegas eram uma tentação forte demais para ignorar. Bastava fingir costume por duas horas e ela poderia passar o resto do fim de semana na devassidão. Só que ela não esperava sair de tudo isso com um marido. É Vegas, né? A questão é: o que aconteceu em Vegas vai ficar em Vegas, ou será o começo de uma linda (e spicy) história de amor?

Status
Completo
Capítulos
67
Classificação
4.7 10 avaliações
Classificação Etária
18+

Chapter 1

Sam

Eu disse à Erin que ficaria por duas horas, então é melhor ela fazer valer a pena. Caso contrário, ela que aproveite o resto da despedida de solteira com as amigas insuportáveis dela. Voei para Las Vegas sozinha; o aeroporto me cuspiu para fora com duas malas e só uma vaga ideia de como chegar ao meu hotel.

Não demorou muito para achar um transporte para a Strip. Arrastei minha bagagem pelos dois degraus do ônibus e fui andando até um assento vazio perto do fundo. Apesar da hora avançada, só restavam alguns lugares, então sentei ao lado do homem possivelmente mais sexy que já vi na vida. O cabelo escuro estava quase raspado e eu via seus músculos tensionados sob a camiseta branca básica que ele usava. Militar, talvez? Era difícil dizer.

Ele olhou para cima quando me sentei, seus olhos castanhos encontraram os meus por um breve momento antes de voltarem para a tela do celular. Não dissemos uma palavra, mas o peguei olhando para mim quase tantas vezes quanto eu olhei para ele.

O trajeto até a Strip foi super rápido. Mentalmente, dei tchau para o meu vizinho de assento atraente e arrastei as malas para a calçada, seguindo em direção ao Caesar’s Palace. As fontes iluminadas me guiaram e, depois de rodar um pouco, encontrei o balcão de check-in.

“Sam Formaster, do grupo da noiva Formaster.” Coloquei meu documento no balcão antes que a atendente pudesse abrir a boca. Ela assentiu e digitou algo no computador por um momento.

“Ah, sim, aqui está. Parece que o resto do seu grupo já chegou. Apenas coloque suas iniciais aqui e assine embaixo enquanto preparo suas chaves.” Ela sorriu e me entregou uma folha de papel, que nem me dei ao trabalho de ler. Papelada padrão de hotel, não fume no quarto de não fumantes, blá blá blá. Assinei, devolvi, aceitei as chaves e comecei a caminhar pelo cassino em direção aos quartos.

Nem cheguei à minha porta e ouvi a risada insuportável da Jessica. Aquele gosto amargo habitual encheu minha boca. Ela era o motivo de eu não ter vontade nenhuma de estar nessa estúpida despedida de solteira. Eu amava minha irmã gêmea, Erin, mas ela escolheu minha ex-melhor amiga narcisista, que roubou meu namorado, em vez de mim quando tudo explodiu.

Que se danem as duas e a felicidade delas.

O grupo todo estava parado no corredor, perto dos nossos quartos, quando virei a esquina. Estavam todas arrumadas em seus vestidinhos piriguetes e tiaras, e desconfiei que já tinham começado a beber algo forte antes de sair.

Erin deu uma risadinha e correu para o meu lado. “Sammy! A gente já estava achando que seu avião tinha caído em algum lugar!” Ela me abraçou. Forcei um sorriso no rosto e retribuí o abraço.

“Não, só um atraso no JFK. Que surpresa, né? Vou só deixar minhas malas e me trocar.” Recuei, me permitindo sentir por um momento uma felicidade genuína em ver minha irmã. Comigo morando em Nova York e ela na Califórnia, a gente não se via exatamente todo dia.

Mas o momento foi interrompido pela voz manhosa da Jessica. “A gente te encontra lá embaixo. Não é justo nos fazer esperar para começar só porque você não soube escolher um voo que chegasse na hora.” Ela jogou o cabelo loiro e estalou as unhas de acrílico como se fossem garras de caranguejo. Mal a reconhecia mais. “Né, Erin?”

Erin olhou de uma para a outra, mas eu já sabia a escolha dela. “Eu… acho que sim. É. Por que você não vai se trocando com calma, Sammy, e a gente se vê no restaurante? Assim você não sente que precisa ter pressa.”

“É. Tá bom.” Lancei um sorriso falso para ela e passei o cartão-chave na porta. O barulho das risadas do grupo diminuindo ficou abafado quando a porta se fechou atrás de mim, me deixando fervendo de raiva no luxo do quarto. Joguei as malas ao lado da cama e desabei no pé do móvel.

Claro que eu não consegui aproveitar nem trinta segundos para ver minha irmã depois de mais de um ano! Havia motivos para eu implorar para Erin não convidar a Jessica, mas ela parecia convencida de que nós duas iríamos nos resolver uma hora ou outra. Mas, enquanto ela continuasse casada com o meu Jake e mantendo essa persona Kardashian, a Jessica estava morta para mim.

Tentei espantar o mau humor e vestir o vestido vermelho que trouxe para a festa. Só consegui uma das duas coisas. Depois de passar um batom combinando e colocar o salto agulha, senti que estava apresentável o suficiente para descer.

Levei cinco minutos para me arrumar. Cinco minutos, Jessica. Sua vadia.

O grupo ainda estava parado (fazendo barulho) na frente do Nobu quando cheguei. O anfitrião parecia frustrado pela cara que fazia, e Erin estava soluçando. Caminhei até a confusão e me meti no meio. “Qual é o problema?”

“Ele não acha nossa reserva!” Erin conseguiu dizer, entre soluços e fungadas.

Suspirei e arranquei o celular da mão dela. Levei, a única sóbria, trinta segundos para achar o e-mail de confirmação. “Você colocou no nome do Lyonel, sua idiota.” Mostrei a tela para o anfitrião, que sorriu agradecido para mim.

Instantes depois, estávamos sentadas à mesa com os cardápios e recebendo desculpas da equipe. Ignorei e me acomodei à direita da minha irmã. “Olha para mim”, ordenei, e limpei o rímel borrado do rosto dela. “Tenho quase certeza de que você não deveria estragar sua maquiagem tão cedo na noite.”

Erin fungou, mas sorriu para mim. “É, provavelmente não. Ainda bem que você está aqui.” As outras assentiram, menos a Jessica. Que surpresa, né? Fingi que ela não existia e me concentrei em pedir comida japonesa demais. Se o Lyonel ia pagar, nada mais justo do que me aproveitar.

O futuro cunhado era podre de rico. Rico nível “magnata de tecnologia do Vale do Silício”. Quando recusei ir à festa, ele se ofereceu para cobrir minhas despesas para fazer minha irmã parar de chorar. E quem era eu para recusar férias de graça?

As coisas iam até que bem quando a comida chegou. Jessica tinha mudado o assunto para as férias de verão da Chelsea, e as outras três tagarelavam sobre o show do Thunder Down Under que iriam ver depois do jantar. Isso deixou Erin livre para falar comigo. “Então, você já escolheu seu vestido de madrinha, Sammy? Se não, vi um outro dia que ia ficar deslumbrante em você.”

“Ainda não. Achei que esperaria o casamento chegar mais perto, mas acho que preciso me mexer. Nem vi o tempo passar. É difícil acreditar que você vai casar em duas semanas!” Esvaziei meu copo de saquê e chamei o garçom para outro. “Se você quiser provar o vestido e ver se ficaria bom em mim, eu posso te mandar o dinheiro dele.”

Ela assentiu e enfiou um pedaço de niguiri de salmão na boca. Um gemidinho de prazer acompanhou a mastigação. “É, posso fazer isso. Ser gêmeas idênticas tem suas vantagens.” Ela piscou e roubou um pedaço de katsudon do meu prato.

E eu deixei. O que tinha de novo nisso? Sempre dividimos tudo. Comida, amigos, festas… até conhecemos nossos namorados no mesmo dia. Quando crianças, falávamos em fazer um casamento duplo, engravidar ao mesmo tempo e criar nossos filhos como vizinhas.

Bom, nada disso aconteceu. Ela estava noiva do mesmo namorado, e eu estava muito, muito solteira.

Em vez de me permitir sentir qualquer uma dessas coisas, afoguei tudo no saquê e na cerveja. Quando a Jessica voltou a prestar atenção em mim, eu já estava três níveis acima de bêbada. Ela apontou para o drink frutado que estava bebendo e zombou: “Então, Sam, você acha que um dia casa? Ou você é do tipo ‘eterna dama de honra, nunca a noiva’?”

“Só porque eu não acabei com um cara que transava com a melhor amiga da namorada não significa que eu nunca vou casar.” Enfiei furiosamente um pedaço de sushi na boca para não dizer algo de que me arrependeria. Pelo menos eu estava sóbria o suficiente para isso.

Jessica apenas estalou a língua e derramou a bebida enquanto chacoalhava o copo para mim. “Está dizendo que é boa demais para o Jake? Porque deixa eu te contar, querida, ele só ficou melhor na cama desde que casamos. Aposto que você nem transou desde que se mudou para Nova York, dois anos atrás.”

“Isso não é da sua conta”, sibilei, conseguindo manter minhas mãos longe dela. Quer dizer, ela tinha razão, mas não precisava saber disso. De propósito, desviei o olhar dela e voltei ao meu prato. Ele girava na minha frente, mas isso não me impediu de comer mais três sushis e beber mais dois drinks. Nem sei o que eu estava bebendo a essa altura.

Eventualmente não conseguíamos comer ou beber mais nada. Pedimos as sobras para levar e saímos do restaurante cambaleando, Erin e eu nos segurando uma na outra para não cair. De algum jeito, todas chegamos aos quartos sem dar de cara no chão ou vomitar no elevador, então foi uma vitória.

Coloquei minha comida na cômoda e caí de costas na cama, fechando os olhos enquanto o mundo girava. Eu definitivamente bebi demais. Mas talvez isso jogasse a meu favor? Talvez eu estivesse bêbada o suficiente para flertar com alguém sem sentir como se tivesse levado um soco no estômago. Por enquanto, a intenção era ficar no bar lá embaixo e aproveitar o resto da noite sozinha.

Pelo menos era o que eu queria. Mal tinha sentado quando alguém começou a esmurrar minha porta. Gemei e me arrastei pelo quarto, revirando os olhos. Do outro lado estava Erin com um sorriso enorme e um maço de dinheiro. “Você vai para o show com a gente, né? Vamos nos mexer! Nunca vamos chegar no Excalibur a tempo se não formos agora.”

“De jeito nenhum. Eu concordei com o jantar e só. Pode aproveitar o resto da noite sem mim.” Fui fechar a porta na cara dela, mas fui parada pela risada insuportável da Jessica.

“Eu te disse que ela não ia, Erin. Ela virou uma puritana, além de celibatária involuntária. Aliás, ia acabar com a vibe ter que ver essa cara de enterro dela o tempo todo.” Ela sorriu para mim, estalando aquelas garras falsas de novo.

Aquela foi a gota d'água. Passei pela Erin e fui direto para cima da Jessica, com o punho cerrado e o andar instável. “Fala isso de novo para o meu punho, sua vadia ladra de homens! Vocês duas se merecem. São duas cobras nojentas e falsas!”

Antes que eu pudesse socar, Emma e Darlene agarraram meus braços e me puxaram. “Não faz escândalo, Sam. Não vale a pena, e vão expulsar a gente!” Emma cravou as unhas no meu braço, e a pontinha de dor foi o suficiente para me tirar da fúria.

“Vão embora, todas vocês! Divirtam-se olhando para caras que não têm interesse nenhum em vocês e me deixem em paz.” Apesar de tentar segurar o choro, as lágrimas começaram a surgir. Voltei para o quarto, peguei minha bolsa e a chave, e passei por elas em direção ao elevador. Nenhuma delas se moveu para me seguir, nem minha irmã. Típico.

Meu corpo todo tremia enquanto eu descia para o cassino. Se era de raiva ou de choro, não fazia ideia. De qualquer forma, mal conseguia enxergar para localizar o bar e um lugar vazio.

Me joguei lá, infeliz, e em instantes um funcionário estava ao meu lado. “Ah, querida, você parece que teve uma noite daquelas. Quer que eu te traga algo para beber?”

“Algo doce e com pouco álcool, por favor. Não preciso ter um coma alcoólico hoje, por mais tentador que seja.” O funcionário assentiu e desapareceu atrás do balcão, me deixando sozinha para remoer minha tristeza.

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Personagem Ótimo

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Diálogo Forte

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