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Costurando Nossos Destinos

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Resumo

Lucy Hart é coproprietária da Velvet Thread, uma boutique em plena ascensão em um movimentado shopping de Las Vegas, que gerencia ao lado de sua melhor amiga, Mala. Inesperadamente, seu ex reaparece, abalando sua calma. Anos antes, na faculdade, Lucy viveu um relacionamento profundo com Dante Moretti, um homem incrivelmente atraente vindo de uma família poderosa. O amor deles terminou abruptamente quando Dante, de repente, rompeu tudo e desapareceu no exterior para terminar os estudos, deixando-a devastada. Agora, Lucy reconstruiu sua vida. A fama no TikTok ajudou a lançar sua boutique, e ela cria discretamente sua filha pequena, Evi, mantendo o segredo sobre quem é o verdadeiro pai da criança. Enquanto isso, Dante retornou a Las Vegas, parecendo viver uma vida perfeita ao lado de sua glamorosa namorada estrela de cinema, adorado por fãs e pela mídia. Quando Lucy e Dante se cruzam inesperadamente anos depois, sentimentos antigos ressurgem quase instantaneamente. Nenhum dos dois conhece a verdade completa sobre o passado, nem a maior revelação de todas: que Dante tem uma filha que ele nunca conheceu. À medida que suas vidas começam a se entrelaçar novamente, mentiras ocultas, interferência familiar e mágoas não resolvidas ameaçam vir à tona, forçando Lucy a decidir se revelar a verdade curará feridas antigas ou destruirá tudo o que ela construiu.

Gênero
Romance
Autor
yupitsmejan
Status
Completo
Capítulos
53
Classificação
5.0 4 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1 - A Cliente Ignorante

Lucy Hart sempre imaginou que o sucesso chegaria com barulho e celebração. Fogos de artifício explodindo no céu, rolhas de champanhe voando, aquele tipo de momento em que o mundo parece parar o suficiente para ela se banhar na alegria da ocasião.

Isso aconteceu, mas internamente. E já se passaram quase três meses.

Quase tonta de felicidade, ela fez um vlog sobre isso, mostrando sua alegria ao absorver o perfume suave de tecido novo e paredes recém-pintadas que flutuava por uma boutique não muito maior do que o pequeno apartamento em que ela já morou. O local brilhava sob as luzes quentes, refletindo nas vitrines cuidadosamente organizadas e no zumbido constante da vida que circulava pelo shopping lá fora.

Ela terminou o vídeo e deu um gritinho. Esta pequena loja, cada arara, cada peça de roupa dobrada, cada detalhe que ela mesma escolheu, era dela e de sua melhor amiga, Mala.

Araras de vestidos alinhavam as paredes, cuidadosamente organizadas por cores. Música suave vinha de alto-falantes escondidos. Espelhos decorativos refletiam o movimento de clientes provando jaquetas, saias e peças de destaque que Lucy selecionara pessoalmente.

Tudo na loja carregava o gosto delas, a estética delas e a determinação teimosa das duas. Com vinte e seis anos, Lucy e Mala construíram aquele lugar do zero, economizando cada centavo que podiam, o que se tornou mais fácil com o passar do tempo.

Mala, guardando o próprio celular, estava atrás do balcão branco polido da loja, a Velvet Thread, observando os clientes examinarem as araras com curiosidade e entusiasmo, junto com a única funcionária que contrataram há apenas uma semana.

A boutique ficava em um dos shoppings mais movimentados de Las Vegas, bem entre uma loja de cosméticos e uma loja de tênis de luxo. Uma localização nada ruim para um negócio pequeno, porém próspero.

Perto da hora de fechar, Mala dispensou a vendedora e ficou parada admirando as letras douradas do nome da loja, que brilhavam acima da entrada, refletindo as luzes intensas do shopping. Uma cliente segurava várias bolsas em frente a um espelho, admirando-as e provavelmente tentando decidir qual levar.

Avaliando a cliente que acabara de entrar — uma frequentadora assídua —, Lucy, distraída, colocou uma mecha solta de seu cabelo castanho atrás da orelha. O gesto era desnecessário, já que seu cabelo já estava preso cuidadosamente sob uma tiara simples que combinava com o cinto de tecido em sua cintura.

Vendo Mala caminhar em sua direção, Lucy decidiu começar a finalizar as vendas quando seu celular vibrou no balcão. Lucy o virou e viu a notificação: TikTok — 62 mil curtidas no vídeo mais recente.

Ela riu baixinho. "Nós conseguimos, Evi."

Sua conta no TikTok começou como uma brincadeira há alguns anos, com transições rápidas de looks, dicas de estilo e "truques de moda para o shopping". De alguma forma, aquilo explodiu. Quase dois milhões de seguidores depois, a atenção se transformou em dinheiro de verdade, patrocínios e, finalmente, no sonho sobre o qual ela sussurrava há anos.

Uma loja só sua. Bem, dela e de sua melhor amiga.

"Com licença?"

Lucy desviou o olhar, saindo de seus pensamentos. A jovem que estava admirando as bolsas mais cedo agora estava no balcão com três vestidos pendurados em um braço, com um sorriso incerto, mas esperançoso, no rosto.

"Posso experimentar estes?"

"Com certeza", respondeu Lucy calorosamente, saindo de trás do balcão. "Os provadores são logo ali."

O alívio iluminou a expressão da garota enquanto ela corria atrás dela, e a empolgação substituiu sua hesitação anterior.

Assim que a acomodou em um provador, Lucy voltou ao caixa, sentindo um calor familiar no peito. Essa era a parte do trabalho que ela mais amava. Não eram as vendas ou os números, mas sim ajudar alguém a descobrir uma peça que a fizesse se sentir um pouco mais alta ao olhar no espelho.

Ver os ombros de alguém se endireitarem ao encontrar algo que a fizesse se sentir bonita ou confiante nunca perdia a graça. As pessoas costumavam pensar que boutiques apenas vendiam roupas, mas Lucy passou a acreditar que elas ofereciam algo muito mais significativo.

Às vezes, bastava o vestido certo, um blazer bem cortado ou uma blusa simples, com uma bolsa ou pulseira combinando, para ajudar alguém a se ver de um jeito diferente. Para sorrir de volta para a pessoa que a encarava no espelho.

Lucy sabia melhor do que ninguém como é fácil perder partes de si mesma pelo caminho. A confiança nem sempre é encontrada em grandes conquistas. Às vezes, ela retorna nos pequenos momentos, e se ela pudesse proporcionar a alguém pelo menos um desses momentos antes de saírem pela porta, cada dia longo na Velvet Thread valia a pena.

Do outro lado da boutique, Mala ainda estava ajudando outra cliente, respondendo pacientemente às perguntas enquanto comparava duas jaquetas entre as quais a mulher parecia não conseguir escolher.

Do lado de fora da loja, o shopping fervilhava com a energia do fim de semana. Turistas passavam carregando sacolas de compras, adolescentes se aglomeravam perto das barracas de smoothies e o som distante das máquinas caça-níqueis vinha fracamente da entrada do cassino ali perto.

Vegas nunca dormia de verdade, e isso era bom para os negócios.

O sino acima da porta da boutique tocou, e Lucy olhou para cima casualmente, mas imediatamente sentiu que vinha confusão. A mulher que entrou tinha o ar inconfundível de quem acreditava que o mundo existia puramente para sua conveniência. E era um rosto familiar para Lucy.

Saltos agulha batiam ruidosamente pelo chão. Seu cabelo loiro-platinado estava preso em um rabo de cavalo severo, e seus óculos de sol enormes permaneciam em seu rosto apesar da iluminação interna.

Ela examinou a loja como uma crítica de arte inspecionando uma exposição medíocre.

Lucy deu seu sorriso amigável de sempre. "Bem-vinda à Velvet Thread."

A mulher não respondeu. Em vez disso, ela caminhou em direção a uma mesa de exposição onde Lucy havia organizado várias bolsas de marca que ela descobriu online. A garota do provador retornou, e Lucy finalizou sua compra, agradeceu com um sorriso radiante e entregou um cartão de 20% de desconto para sua próxima compra.

Enquanto a garota saía, a loira parou bruscamente. "Eu vou levar aquela."

Lucy piscou. "Como disse?" A bolsa para a qual ela apontava tinha uma etiqueta de "vendida". Então Lucy saiu de trás do balcão para examinar melhor, dando à mulher o benefício da dúvida. Talvez daquele ângulo parecesse disponível, já que havia muitas outras bolsas ali também.

"Aquela bolsa." A mulher apontou um dedo perfeitamente feito exatamente para a que estava com a etiqueta de vendida. "Embrulhe para mim."

Lucy hesitou por meio segundo. "Receio que essa bolsa já tenha sido comprada." Ela tinha sido encomendada online mais cedo com uma oferta de inauguração de 40% de desconto. As promoções de inauguração estavam terminando com a marca de três meses de aniversário.

A mulher baixou lentamente seus óculos de luxo. Seus olhos se estreitaram como alguém que acabara de ser pessoalmente insultado. "Acho que você não entendeu", disse ela friamente. "Eu quero essa bolsa."

Lucy manteve seu sorriso educado, mas firme, observando Mala, que agora olhava para elas enquanto ia para o caixa com a última cliente restante.

"Eu entendo isso", disse ela. "Mas ela já foi vendida para..."

Lucy virou-se para a mulher que estava começando a irritá-la, de verdade. "Não será necessário", disse ela calmamente. "A compra já foi finalizada."

A mulher cruzou os braços. "Pago o triplo."

Lucy quase riu. "Senhora, sinto muito, mas..."

Os lábios da mulher loira e bem mais alta se curvaram em descrença. "Você faz ideia de quem eu sou?"

Lá vamos nós. "Não", disse ela de forma agradável. "Mas eu sei como funciona um recibo e lhe disse que ela não está disponível. Talvez eu possa fazer um pedido para você em uma data futura?" Lucy suspirou internamente. Como ela era linda e tinha um ar pomposo, mas parecia familiar, provavelmente era famosa em Hollywood.

Esse tipo de pessoa nunca voltava para buscar um pedido. Mala e Lucy presumiam que elas estavam ocupadas demais gastando seus milhões em marcas de luxo para se preocupar com os meros mortais.

A expressão da loira escureceu. "Isso é ridículo", ela retrucou. "Meu marido é dono deste shopping."

Ah, uma herdeira. Lucy piscou. É assim que esposas ricas se comportam? Ser dona do shopping não significa que o marido dela é dono do negócio dela.

De repente, a Senhorita Loira Platinada puxou o celular da bolsa e o levantou. A câmera apontava diretamente para Lucy. "Ai meu Deus, gente", disse a mulher em voz alta, adotando o tom exagerado de alguém falando com seu público online. "Estou sendo literalmente assediada por uma funcionária da loja agora mesmo."

Com o coração na garganta, Lucy encarou a mulher e depois olhou em direção ao caixa. "Você está... filmando?"

Os olhos de Mala estavam arregalados enquanto ela embalava os itens da cliente. A própria cliente parecia divertida ao observar a cena.

"Obviamente." A mulher deu um passo à frente, angulando o celular para um efeito dramático. "Esta é a funcionária insolente que se recusa a me vender um item, mesmo com meu marido sendo dono do shopping inteiro."

Lucy piscou novamente. Isso não chegava nem perto do que aconteceu. Lucy podia sentir a situação saindo do controle, exatamente o tipo de drama viral que se espalha pelas redes sociais em minutos.

Infelizmente para a mulher... Lucy conhecia as redes sociais melhor do que a maioria. Agora, recuperando a compostura, ela se endireitou e deu um sorriso brilhante para a câmera. "Qual plataforma?"

A mulher congelou.

Lucy inclinou-se em direção ao celular com um sorriso radiante. "Uma pequena correção", disse ela levemente. "Esta adorável dama se apaixonou por uma bolsa que já foi vendida para uma de minhas adoráveis seguidoras, e estou me recusando a arrancá-la da cliente que já a comprou."

A confiança da loira vacilou levemente.

"Uma cliente aqui é testemunha disso." Lucy, alargando seu sorriso, direcionou o celular da loira para a cliente, e Mala e as meninas acenaram sem jeito.

Lucy então apontou seus dedos em formato de arma para a câmera: "Também temos filmagem aqui." Ela fez um gesto com as mãos. "Mas ei", ela acrescentou levemente, "se seu marido é dono do shopping, tenho certeza de que ele pode construir outra loja de bolsas para você bem ao lado."

Os olhos da mulher se arregalaram de fúria, e ela abaixou o celular. "Você vai se arrepender disso."

Lucy inclinou a cabeça. "Provavelmente não."

Por um momento, as duas mulheres se encararam.

"Este lugar não vai durar seis meses."

Lucy deu um sorriso doce. "Estamos com um contrato de três anos, então estou otimista. Me processe, ou melhor... eu vou processar você. Espero que tenha gravado tudo isso."


N.A.

Pessoal, se receberem uma notificação de atualização, não há necessidade de voltar. São apenas erros gramaticais sendo corrigidos.

Por favor, comentem para que eu saiba o que vocês sentem ou pensam enquanto leem. (Eu amo essa parte)

Aproveitem...

Capítulos
1. Capítulo 1 - A Cliente Ignorante
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author

glad she stood her ground 😎

5 meses
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author

I LOVE THIS!!!

3 meses
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