Capítulo 1 – O Outro Steele
Erik
O andar executivo da Steele Medical Corporation cheirava a dinheiro, ambição e máquinas de café expresso caras demais. Por baixo disso, pairava o rastro nítido e estéril de produtos de limpeza antissépticos que tentavam — e falhavam — mascarar o cheiro dos segredos corporativos. Os sapatos Oxford bem engraxados de Dean Steele batiam contra o piso de mármore com estalos impacientes enquanto ele atravessava o corredor a passos largos.
Não passava das dez da manhã no primeiro dia oficial de Erik, e o desastre em forma de gente já tinha desaparecido.
Um baque rítmico e gemidos femininos ofegantes vinham do armário de suprimentos perto do final do corredor.
O maxilar de Dean travou com tanta força que seus dentes doeram. É claro.
Ele puxou a porta com força.
O pequeno espaço estava denso com o inconfundível cheiro almiscarado de sexo — suor salgado, a doçura da excitação feminina e o perfume de baunilha da secretária loira curvada sobre pilhas de caixas de papel para impressora. Sua saia azul-marinho apertada estava embolada na cintura, e a calcinha de renda pendia de um dos tornozelos. Erik estava atrás dela, com as calças nos tornozelos, as coxas musculosas e tatuadas flexionando enquanto ele a penetrava com estocadas profundas e lentas. O som úmido e obsceno da pele contra pele preenchia o quartinho apertado.
"Porra, você é mais apertada que o meu último contrato de confidencialidade", Erik gemeu, a voz carregada de diversão. "Isso, querida... cante para mim. Quero ouvir essa voz bonita atingindo as notas altas."
Claire gemeu alto, os dedos arranhando o papelão enquanto as caixas chacoalhavam perigosamente. Um recipiente de cartuchos de toner balançava na beira da prateleira a cada estocada poderosa.
A voz de Dean cortou o ar como um chicote. "Erik!"
Erik olhou por cima do ombro no meio da estocada, sem perder o ritmo. O suor brilhava em sua testa e fazia a tinta em seu pescoço e antebraços cintilar sob a luz fluorescente fria. Um sorriso de quem comeu e gostou se abriu em seu rosto.
"Ei, irmãozão. Meio ocupado agora. Me dá... ah, porra... cinco minutos."
"Saia. Agora", Dean rosnou, a fúria irradiando dele.
"Mandão. Gostei", Erik provocou. Ele deu a Claire uma última estocada profunda e imunda que a fez soluçar, então se retirou lentamente. Seu pau grosso e brilhante balançou pesadamente enquanto ele se arrumava e fechava o zíper sem nenhum sinal de vergonha. Ele deu um tapinha carinhoso na bunda dela. "Desculpe, amor. A polícia da diversão acabou de chegar. Fica para depois? Talvez a gente possa tentar a sala dos servidores da próxima vez... o ambiente é mais excitante, cheio de luzes piscantes."
Mortificada e corada, Claire puxou a saia para baixo, pegou a calcinha e fugiu do armário equilibrando-se nos saltos trêmulos, com o cheiro de sexo pairando atrás dela.
Dean pegou Erik pela gola de seu terno preto sob medida e o arrastou para o corredor. O contraste era marcante — Dean largo e irradiando uma intensidade controlada, Erik mais magro, porém alto, irradiando puro caos, ainda corado e cheirando a sexo e perfume de baunilha.
"Isso aqui é uma empresa de bilhões de dólares, seu completo desmiolado", Dean rosnou. "Não é o seu buffet de sexo pessoal. Primeiro dia, Erik. A Scarlett vai me matar por ter trazido você para cá."
Erik ajeitou a gravata e passou a mão pelo cabelo escuro bagunçado, ainda respirando fundo. "Relaxa, irmãozão. Ela se ofereceu para me mostrar onde ficava o café bom. Uma coisa levou à outra. Quando vi, as pernas dela estavam em volta da minha cintura e meu pau estava no céu. Foi praticamente uma integração de equipe. Um treinamento bem prático."
Dean parecia estar a dois segundos de cometer uma violência. "Você deveria estar aprendendo como as coisas funcionam, não amarrando as secretárias com as cordas do negócio."
"Tecnicamente, eu não a amarrei. Ainda", Erik disse alegremente. "Passo a passo. Estou me acostumando à cultura corporativa."
Dean o arrastou em direção à grande sala de conferências com paredes de vidro. "Apenas tente agir como um adulto funcional pelos próximos vinte minutos. Por favor."
Através dos painéis transparentes, a Dra. Seraphina Voss comandava a sala. O ar lá dentro cheirava levemente a mogno polido e perfume caro.
Os passos de Erik diminuíram, seu sorriso tornando-se mais astuto.
Seraphina estava na cabeceira da mesa longa, com um apontador laser na mão. Seus olhos cor de mel dourado — um turbilhão deslumbrante de mel quente e manchas verdes afiadas — varreram os executivos com precisão cirúrgica. O cabelo preto como azeviche estava preso em um coque impecável. Sua blusa de seda branca e justa abraçava seios fartos e empinados antes de ser metida perfeitamente em uma saia lápis preta justa que acentuava sua figura de ampulheta e suas pernas longas e torneadas. Batom vermelho-sangue e saltos combinando completavam o pacote letal e elegante.
Sua voz atravessou a porta entreaberta — suave, culta e afiada como uma lâmina. "...por isso devemos nos desfazer imediatamente da PharmaTech Solutions. As práticas deles não são apenas antiéticas — são uma bomba-relógio. Se este conselho se recusar a agir, eu mesma me certificarei de que cada regulador e grande jornalista tenha um lugar na primeira fila para ver as evidências que reuni."
Erik encostou-se no batente da porta e soltou um assobio baixo.
"Caramba", ele anunciou em voz alta, empurrando a porta. "Eu deixo vocês engravatados sozinhos por cinco minutos e vocês deixam uma terrorista maravilhosa entrar aqui? Alguém chame a segurança. Ou, pelo menos, dê um aumento para ela — esse nível de gostosura maligna merece compensação e possivelmente adicional de periculosidade."
Todas as cabeças se viraram.
Os olhos cor de mel de Seraphina se fixaram nele, notando seu cabelo despenteado, o leve borrão de batom em sua gola e o brilho inconfundível de quem tinha acabado de transar. Seus lábios vermelhos e cheios se curvaram em puro desdém.
"E quem diabos é você?", ela perguntou, com a voz gélida.
Erik entrou na sala com um andar descontraído, mãos nos bolsos. "Erik Steele, ao seu dispor. O outro Steele. O devastadoramente bonito, charmoso e significativamente mais divertido." Ele piscou. "Fui designado para supervisionar você, Dra. Voss. Que sorte a sua."
Seraphina cruzou os braços, empurrando os seios para cima. "Maravilhoso. Outro Steele mimado aqui para branquear os pecados da empresa. Diga-me, Sr. Steele, você sempre aparece em reuniões sérias cheirando a perfume barato e arrependimento, ou acabou de sair de um armário de suprimentos depois de um rápido e patético?",
Erik soltou uma risada genuína, encantado. Ele se aproximou, a voz caindo em um tom arrastado, imundo e provocante. "Primeiro, aquele perfume não era barato. Segundo, não foi patético — ela gozou duas vezes. E terceiro..." O olhar dele percorreu lentamente o corpo dela e voltou. "Eu ficaria mais do que feliz em mostrar a você como é uma foda de verdade, Doutora. Bem aqui nesta mesa. Até deixo você ficar com esses sapatos vermelhos chiques. Muito profissional."
A sala ficou em um silêncio mortal.
Seraphina não corou. Ela deu um passo à frente até que ficassem quase ponta a ponta, os olhos cor de mel brilhando com desafio.
"Continue falando o que quiser", ela disse docemente, "e a única coisa que vai ser fodida neste prédio será sua preciosa empresa — direto para a falência. Vou adorar ver você implorar de joelhos."
O sorriso de Erik tornou-se selvagem. Uma excitação disparou direto para o pau dele.
"Ah, Doutora", ele murmurou, a voz baixa e carregada de promessas, "se eu algum dia estiver de joelhos na sua frente, não será porque estou implorando... a menos que você peça com jeitinho."
Os olhos de Seraphina se estreitaram, mas Erik captou o menor lampejo de calor sob o gelo. Ela abriu a boca para retrucar quando Dean finalmente interveio, colocando uma mão firme no ombro de Erik.
"Chega", Dean disse secamente, com a voz carregando o peso de um homem que já se arrependia de cada escolha de vida que o levara àquele momento. "Dra. Voss, peço desculpas pelo meu irmão. Ele está... ainda se adaptando à vida corporativa."
"Adaptando?", Seraphina arqueou uma sobrancelha perfeita. "É assim que vocês chamam atentado ao pudor hoje em dia?"
Erik colocou a mão sobre o coração, fingindo-se ofendido. "Público? Aquele armário de suprimentos era muito privativo. Praticamente VIP. Ficarei feliz em lhe dar o tour mais tarde. Traga sua própria prancheta."
Seraphina soltou uma risada suave e perigosa que fez a eletricidade percorrer a espinha de Erik. "Você é inacreditável."
"Obrigado", respondeu Erik suavemente. "Eu me esforço muito para isso."
Dean murmurou baixinho: "Eu vou te matar. Lentamente. com minhas próprias mãos."
Mas Erik não conseguia desviar os olhos da Dra. Seraphina Voss. A maneira como ela estava ali — equilibrada, furiosa e irradiando poder — fez algo sombrio e possessivo se agitar no fundo de seu peito.
Ela seria uma dor de cabeça absoluta.
Ela iria lutar contra ele a cada passo.
E ele, sem remorso e entusiasticamente, iria gostar de derrubar cada muro que ela construiu... de preferência enquanto ela estivesse amarrada à sua mesa, pingando de desejo e gritando o nome dele.
Essa aquisição corporativa tinha acabado de ficar muito mais interessante.









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