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O VERÃO QUE MUDOU NÓS DOIS

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Resumo

Maya e Ethan passaram todos os verões juntos nos últimos dez anos, desde que suas mães se tornaram melhores amigas. As três semanas de férias anuais das famílias sempre foram a tradição favorita de Maya — um lugar repleto de conforto, risadas e a única pessoa que sempre pareceu seu verdadeiro lar: Ethan. Este ano, tudo muda. Aos dezoito anos, Maya finalmente admitiu para si mesma que seus sentimentos por Ethan não são mais apenas amizade. Ela chega à casa de verão determinada a lhe contar a verdade, apenas para descobrir que Ethan trouxe sua namorada. Com o coração partido e desesperada para se proteger, Maya finge que também seguiu em frente, mencionando um rapaz de sua cidade. Mas, por trás dos sorrisos forçados e das conversas educadas, a tensão entre Maya e Ethan se torna impossível de ignorar. Ethan ama Maya há anos, mas enterrou seus sentimentos por medo — medo de arruinar a amizade, abalar as famílias e perder a única pessoa que mais importa para ele. Ele se convenceu de que seguir em frente com sua namorada era a escolha certa, mas o distanciamento repentino de Maya o faz perceber o quanto é impossível deixá-la ir.

Gênero
Romance
Autor
Tamilore
Status
Completo
Capítulos
38
Classificação
2.0 (1 avaliação)
Classificação Etária
16+
Este é um exemplo

Capítulo 1


Ponto de vista de Maya

A estrada se estendia à frente como uma fita de possibilidades, o asfalto cinza cortando campos banhados de sol, salpicados de flores silvestres que pareciam não ter fim. Maya encostou a testa no vidro quente do SUV da mãe, observando a luz do sol dançar no para-brisa enquanto seguiam viagem.

— Você está quieta — disse Alex do banco do motorista, lançando um olhar para ela pelo retrovisor.

— Isso nunca é bom sinal.

Maya mostrou a língua para ele, o que só provou o ponto dele. Aos dezoito anos, já deveria ter deixado esses gestos para trás, mas Alex tinha o dom de trazer à tona o lado criança dela. Talvez fosse coisa de irmão mais velho, ou talvez fosse só eles — a forma como aprenderam a se comunicar nos intervalos das brigas dos pais, no silêncio depois que o pai anunciou que ia embora.

— Deixa sua irmã em paz — disse a mãe, Diana, do banco do passageiro, embora seu sorriso fosse visível até de trás.

— Ela deve estar animada. Eu também estou.

Animada nem começava a descrever. Maya esperava por essa viagem havia meses, desde que Carol ligou em janeiro para fazer o convite. Duas famílias, uma casa, três semanas de verão caótico — era tradição, já fazia dez anos. Mas, de alguma forma, esse ano parecia diferente. Maya não conseguia explicar direito o porquê.

— Quanto tempo faz que a gente não vê eles? — Alex perguntou, pegando a saída que os levaria pela cidadezinha onde a família de Ethan morava.

— Cinco meses?

— Sete — corrigiu Maya automaticamente, logo se arrependendo quando as sobrancelhas de Alex se ergueram no espelho.

— Sete meses, é? Você andou contando?

— Cala a boca. — Maya pegou o celular, fingindo estar absorta em algo importantíssimo na tela. Na verdade, não estava olhando nada, só tentando evitar o olhar sabichão do irmão.

Sete meses desde a Páscoa, quando todos se reuniram para um fim de semana prolongado. Sete meses desde que vira Ethan, ouvira sua risada baixa, sentara ao lado dele na mesa de jantar e sentira… o quê? Conforto? Segurança? Como se estivesse em casa?

Era isso que Ethan sempre representou para ela. Lar.

— Será que o Liam ainda está na fase punk rock? — Diana comentou, olhando para as ruas conhecidas enquanto entravam na cidade. As lojas estavam decoradas com faixas de verão e cestas de flores, luzes penduradas na rua principal em arcos dourados e brancos, alegres.

— Da última vez que a gente viu, ele estava com aquele corte de cabelo horrível.

— Mãe, era um moicano. E ele tem dezenove anos agora, acho que pode tomar decisões horríveis sobre o cabelo — disse Alex.

Maya sorriu, lembrando do moicano do Liam. Ethan ficara mortificado, o que só fez Liam se empenhar mais em mantê-lo. Os dois irmãos não podiam ser mais diferentes — Liam era barulhento onde Ethan era quieto, impulsivo onde Ethan era cuidadoso, aberto onde Ethan era…

Bom. Ethan sempre foi difícil de decifrar.

O pensamento fez algo se agitar no peito de Maya, um sentimento que ela vinha tentando ignorar havia quase um ano. Ou mais.

O celular vibrou com uma mensagem da sua melhor amiga,

Jess: Divirta-se com os amigos da família! Só não faça nada que eu não faria

Maya revirou os olhos e respondeu:

Maya: É só uma viagem em família. Muito saudável. Muito chata.

Jess: Claro. Por isso você não para de falar dessa viagem há três meses.

Maya não respondeu. Não estava pronta para analisar por que estava tão animada, por que arrumara e rearrumara a mala quatro vezes, por que passara um tempão ontem decidindo o que vestir para a viagem.

Era só o Ethan. Só a família dele. Só o verão.

Só a primeira vez que o veria desde que percebera — em algum momento entre o Natal e agora — que talvez não o visse mais tanto como um irmão como antes.

— Chegamos quase — anunciou Diana, e o estômago de Maya deu uma reviravolta.

Da última vez que fizera essa viagem, estava saindo de um término com Jake. Isso tinha sido dois anos atrás, no verão em que completara dezesseis, e ela chorara quase todo o caminho. Ethan a encontrara naquela primeira noite, sentada na varanda dos fundos no ar quente da noite, e ele simplesmente… sentara ao lado dela. Não tentou consertar nada, não ofereceu palavras vazias. Só colocou um cobertor leve sobre seus ombros e ficou ali até ela estar pronta para falar.

Quando finalmente falou, ele ouviu. De verdade, daquele jeito que Ethan tinha de fazer a pessoa se sentir a única no mundo. E quando ela perguntou se estava sendo idiota por ficar tão abalada por causa de um namorado da faculdade, ele disse:

— Você não é idiota por sentir as coisas, Maya. Você é corajosa.

Ela nunca esquecera aquilo.

— Lá está — disse Alex, e o coração de Maya disparou.

A casa apareceu na curva — uma construção colonial de dois andares, com venezianas verde-escuras e uma varanda que contornava a construção, decorada com cestas de flores penduradas e lanternas acesas. As janelas estavam abertas, e dava para ouvir risadas vindas de dentro.

Havia duas figuras na varanda, e mesmo de longe, mesmo depois de sete meses, Maya sabia qual delas era Ethan.

Ele era mais alto que o irmão caçula, embora não muito mais. Enquanto Liam era pura energia e movimento, Ethan ficava parado, as mãos nos bolsos. Mesmo dali, Maya não conseguia dizer se ele estava sorrindo.

Precisaria chegar mais perto para saber.

Precisaria ver os olhos dele.

— Mal posso esperar para ver a Carol — disse Diana, já soltando o cinto antes mesmo de Alex parar o carro completamente.

— Faz tempo demais.

Maya respirou fundo, tentando se acalmar. Era ridículo. Era só o Ethan. O melhor amigo do irmão. O cara que a ensinara a pescar aos doze anos, quando ela era péssima nisso. O cara que dera conselhos sobre Jake, que a ajudara a estudar para o SAT, que estivera presente em todos os momentos importantes da vida dela desde os nove anos.

Só o Ethan.

As portas do carro se abriram, e de repente todos estavam saindo, Carol descendo os degraus da varanda de braços abertos, Liam gritando como se tivessem ganhado na loteria, Diana rindo, Alex fazendo aquele cumprimento complicado de aperto de mão e abraço

com Liam que inventaram anos atrás.

E, no meio de tudo isso, os olhos de Maya encontraram Ethan. Você

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Personagem Ótimo

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Diálogo Forte

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Diálogo Forte

author

Ca me fait rappeller un livre "l'été ou je suis devenu jolie "

2 meses
author

les vraies choses commencent ☺️

25 dias

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