Capítulo 1: O Recipiente Vazio
Nota da autora: Bem-vindos ao meu primeiro livro! Observem que este é o Livro 1 da série e, no momento, ele está passando por uma leve revisão. Como sou nova nessa jornada, agradeceria muito a sua ajuda. Se encontrar algum erro de digitação, palavras fora de lugar ou qualquer erro durante a leitura, fique à vontade para apontá-los usando o ícone de comentário inline (o pequeno balão de fala) ao lado do parágrafo! Seu apoio para tornar a história de Matteo e Eliza a melhor possível significa o mundo para mim.
AVISO DE GATILHO (18+): Este é um romance dark de máfia. Ele contém cenas frequentes e gráficas de tortura, assassinato, sequestro, abuso e violência da máfia ao longo de toda a história.
O Recipiente Vazio
ELIZA
Nova York: o lugar onde os sonhos se tornam realidade, ou para onde você vai quando está fugindo de um pesadelo. Para Eliza, não era nem uma coisa nem outra; era um lugar para encontrar respostas a perguntas que ela nem sabia como começar a fazer. Ela não sabia…
O jato particular parou lentamente no hangar, e a porta sibilou ao abrir assim que os motores desligaram.
Eliza deu um passo à frente e ficou na entrada, o coração batendo forte contra o peito enquanto ela segurava a alça de sua única mala com força. Uma ansiedade imensa tomou conta de seu corpo, e ela não sabia o que esperar. Ela olhou para o hangar; viu um SUV preto esperando no centro do chão manchado de óleo.
Eliza desceu os degraus até chegar ao asfalto. O vento jogou seu cabelo sobre o rosto, mas ela não o afastou. À medida que se aproximava do carro, encontrou um motorista em um terno escuro e bem cortado. Seus movimentos eram eficientes e desprovidos de emoção. Ele não disse nada; apenas ficou parado perto da porta traseira, com a mão descansando na maçaneta, esperando pela garota sem nome.
Assim que ela alcançou o carro, o motorista abriu a porta. Dentro do interior luxuoso, ela conseguiu ver a silhueta de uma mulher, com as pernas cruzadas, recostada nas sombras escuras do banco de couro.
“Entre”, disse Valentina, com a voz baixa, porém autoritária.
Eliza hesitou por um momento e entrou. Ela se sentou no banco de couro macio, e o motorista fechou a porta com um baque pesado, isolando-a do mundo que ficava do outro lado do vidro fumê.
O silêncio no SUV era ensurdecedor. Valentina não se virou para olhá-la; sua expressão era dura e sem emoção. Ela sabia exatamente do que aquela jovem tímida e retraída era capaz. Aquilo não era apenas um favor à sua amiga Vivienne; era uma questão de sobrevivência para sua família e, na verdade, para a sobrevivência de todas as famílias da máfia na cidade.
Aquela mulher — aquela garota quieta e de aparência ansiosa, tinha roubado algo de tanto valor que poderia destruir o mundo inteiro delas, e ela sequer sabia disso.
“Vivienne me disse que você precisava de ajuda para se estabelecer na cidade e que também buscava um recomeço”, disse Valentina, com um tom de voz firme, mas cuidadoso para não desencadear algo que ela talvez não conseguisse controlar.
Eliza não olhou diretamente para ela; em vez disso, manteve os olhos fixos no próprio colo. “Obrigada por concordar em me ajudar com isso”, disse ela, com os ombros curvados para a frente.
O maxilar de Valentina travou enquanto ela olhava pela janela fumê para o horizonte ao longe.
“Este é um favor a uma querida amiga, não a você”, rebateu Valentina friamente. “Eu não te conheço, então não te devo porra nenhuma. Você vai trabalhar no meu clube, o The Raven. Também terá um lugar para morar com uma das minhas outras funcionárias; o nome dela é Eve. Quando estiver no clube, fique atrás do bar e sirva as bebidas. Não faça perguntas aos clientes, apenas ouça os problemas deles e fique longe das salas VIP nos fundos. Você está lá para trabalhar. Quando trabalha para mim, você faz o que eu digo e eu garanto que você ficará em segurança. Entendido?”
Eliza assentiu. “Entendido.”
O SUV parou em um beco escuro.
“Desça”, ordenou Valentina.
O motorista abriu a porta e Eliza saiu para a noite úmida de Nova York. Valentina liderou o caminho por um lance de escadas de concreto. Ela abriu a porta do The Raven. Era um palácio de veludo, aço e luzes âmbar.
Eliza viu imediatamente uma mulher sentada na borda de um pequeno palco, desamarrando um par de saltos altos. Ela tinha cabelos ruivos intensos e uma elegância atlética que fazia Eliza se sentir pequena.
“Eve”, a voz de Valentina ecoou, fria e cortante. “Esta é a garota que Vivienne enviou — Eliza. Ela vai morar com você. Ensine a ela como funciona o bar, as regras da casa e não a deixe se meter em problemas.”
Eve se levantou, seus olhos examinando Eliza com uma curiosidade avessa.
Eliza encontrou o olhar de Eve e se encolheu dentro do próprio casaco, com os olhos arregalados e assustadoramente vazios.
“Está bem, boneca? Você parece ter visto um fantasma ou algo assim”, perguntou Eve suavemente, aproximando-se.
“Ela é um fantasma”, rebateu Valentina, com os olhos lançando um aviso que Eve compreendeu perfeitamente. “Fantasmas não falam, eles observam, escutam e aprendem. Lembre-se disso.”
Valentina se virou para olhar para Eliza, sua silhueta alta e imponente contra a luz do clube. “Esta é a sua vida agora. Você trabalha. Você dorme. Você espera. Não saia procurando encrenca. Muitos dos nossos clientes são homens da máfia de alto nível, com egos enormes e pavios ainda mais curtos; eles enterrariam uma garota como você só por olhá-los do jeito errado.”
Com um último olhar de autoridade, Valentina desapareceu em uma esquina de um corredor escuro; o som do clique de seus saltos no chão desapareceu à medida que ela criava distância entre elas.
Eve suspirou, jogando seus saltos de lado. “Não ligue para ela. Ela não é tão má assim quando você a conhece melhor. Vamos, vamos tomar um drink.”
Sozinha no centro do clube silencioso, Eliza olhou para baixo, para suas mãos trêmulas. Ela rapidamente as escondeu nos bolsos e endireitou os ombros. Ouvindo o zumbido abafado do tráfego da cidade acima de sua cabeça, ela sentiu a ansiedade em seu peito mais uma vez.
Ela estava perdida, mas estava ali. Ela não pararia até encontrar aquela parte sua que desapareceu — não importava o quão sombria aquela mulher pudesse vir a ser.




Thank you for the helpful tip. I really appreciate it.
I like how we met Eliza through Valentina and then Eve's point of view and dialogues and the ending is really intriguing. Eliza sure has hidden motives. I am curious what kind of POV have you chose for the story?
this first chapter as me looking forward to reading the remaining chapters. i'm glad this is a completed book, it would help me really read the full experience.