The Amalfi Escape
Capítulo 1: The Amalfi Escape
O sol do Mediterrâneo estava brilhante demais para alguém que carregava um coração estilhaçado.
Sienna encostou-se no parapeito branco da balsa, protegendo os olhos enquanto o barco cortava as ondas azul-turquesa e cintilantes do Mar Tirreno. À sua frente, erguendo-se dramaticamente da água como um playground colorido para os ricos e famosos, estava Positano. Penhascos íngremes exibiam tons desbotados pelo sol de terracota, pêssego e creme, agarrados precariamente às rochas. Limoeiros pendiam pesados com frutas amarelas vibrantes, e o ar cheirava intensamente a sal, jasmim doce e protetor solar caro.
Era um paraíso. Um cartão-postal que ganhou vida.
E Sienna sentia-se absolutamente vazia.
"Sienna, olhe para mim", a voz de Chloe a tirou de seu devaneio. Sua melhor amiga estava recostada nos assentos de vinil da balsa, parecendo chique sem esforço com uma camisa de linho oversized, óculos escuros escuros e um chapéu de palha de abas largas. Ela ergueu o celular, a lente da câmera captando a luz do sol. "Dê-me um sorriso. Um de verdade. Não esse falso que você tem treinado no espelho desde que saímos do JFK."
Sienna forçou os lábios a se curvarem, mas a expressão não alcançou seus olhos. Click.
"Terrível", Chloe suspirou, baixando o celular com um olhar de pena feroz e protetora. "Os olhos continuam mortos. Querida, você está na Itália. Economizamos por seis meses para esta viagem de luxo. Você está usando um lindo vestido de verão de algodão branco que faz sua pele parecer mel. O objetivo desta viagem é deletar o fantasma do seu sistema."
"O fantasma" tinha nome. Ethan.
O peito de Sienna apertou, um peso familiar e sufocante pressionando suas costelas. Três anos. Eles estiveram juntos por três anos inteiros. Dividiram um apartamento, falaram sobre o futuro e discutiram sobre o nome de um cachorro que nem tinham comprado ainda. Sienna estava pronta para um anel. Em vez disso, exatamente trezentos e sessenta e cinco dias atrás, Ethan saiu para comprar mantimentos e simplesmente nunca mais voltou.
Ele não terminou com ela. Não fez as malas enquanto ela estava no trabalho. Ele apenas parou de responder. Depois, bloqueou o número dela. Depois, deletou seus perfis nas redes sociais, ou pelo menos a bloqueou de vê-los. Ele desapareceu no ar, deixando Sienna para juntar os cacos de uma vida que ela achava que estavam construindo juntos. Por um ano, ela viveu em um limbo agonizante, perguntando-se constantemente o que tinha feito de errado.
"Estou tentando, Chloe. Juro que estou", Sienna sussurrou, seus dedos alcançando instintivamente sua bolsa de lona, onde seu celular vibrava com uma notificação aleatória. Por um ano inteiro, seu pior hábito foi checar o celular a cada dez minutos, torcendo contra todas as probabilidades para que o nome dele aparecesse na tela. "É só que... faz um ano hoje que ele me beijou pela última vez. É difícil desligar esse barulho de fundo na minha cabeça."
Chloe deslizou os óculos pelo nariz, seus olhos atentos fixos em Sienna. "Ethan é um covarde. Um moleque sem espinha, típico, que fugiu porque, no momento em que o relacionamento exigiu compromisso real, ele entrou em pânico. Ele não merece mais uma lágrima sua. Hoje à noite, vamos àquele restaurante exclusivo na falésia, vamos beber Limoncello demais e olhar para homens italianos maravilhosos. Combinado?"
Sienna conseguiu um sorriso mais suave e genuíno desta vez. "Combinado."
Dez minutos depois, a balsa bateu contra as docas de concreto de Positano. O calor os atingiu instantaneamente — um calor denso e envolvente que parecia profundamente reconfortante. Elas arrastaram suas malas pela multidão agitada de turistas, passando por boutiques de luxo que vendiam sandálias de couro feitas à mão e roupas de linho fino.
O aluguel da temporada era um apartamento pequeno e charmoso, escondido após um lance de degraus de pedra íngremes. Não era um resort cinco estrelas, mas tinha uma pequena varanda com uma vista de tirar o fôlego para o mar e um quarto aconchegante, iluminado pelo sol, com piso de azulejos brancos.
Quando a "hora dourada" chegou, o céu havia se transformado em uma tela brilhante de laranja queimado e violeta suave. Sienna estava diante do espelho do banheiro, alisando o tecido de seu vestido de férias. Era um vestido estilo slip dress de seda verde-esmeralda vibrante que abraçava suas curvas perfeitamente, contrastando lindamente com seu cabelo. Ela deixou sua pele brilhando com uma maquiagem leve, adicionando um toque de joias de ouro. Ela queria se sentir bonita. Precisava se sentir como uma versão de si mesma que não tinha sido abandonada.
"Uau", Chloe suspirou, saindo do quarto com um elegante vestido preto frente única. "Se o fantasma pudesse te ver agora, o queixo dele cairia no chão literalmente. Pronta?"
"Pronta", Sienna disse, respirando fundo. Ela pegou sua clutch, certificando-se de que o celular estava dentro.
O restaurante, Il Sogno Di Positano, foi esculpido diretamente na lateral de um enorme penhasco, com vista para o oceano sem fim. Era o tipo de lugar onde as mesas precisavam ser reservadas com meses de antecedência, lotado de europeus ricos e celebridades. Toalhas de mesa brancas e engomadas eram iluminadas pela luz bruxuleante de velas, e os acordes suaves e acústicos de um violão italiano flutuavam pela brisa morna da noite.
A hostess as levou a uma mesa linda bem na beira do terraço. Abaixo delas, o mar batia suavemente contra as rochas, refletindo a lua.
"Viu?" Chloe sussurrou, inclinando-se sobre a vela. "É assim que a cura parece."
Na primeira hora, realmente funcionou. Sienna riu sobre um prato de massa com frutos do mar frescos, bebeu o vinho branco gelado e deixou a energia vibrante do restaurante a envolver. Por um momento, o fantasma parecia bem longe.
Mas hábitos antigos são difíceis de morrer.
Enquanto Chloe foi ao banheiro, o silêncio se estabeleceu novamente ao redor de Sienna. Automaticamente, como um reflexo, sua mão mergulhou na bolsa. Ela puxou o celular. Não queria checar mensagens, mas a vontade de documentar que estava bem — que estava sobrevivendo — a dominou.
Ela abriu o aplicativo da câmera e ergueu o telefone. O cenário era deslumbrante. A lua lançava um feixe prateado perfeito sobre a água escura, emoldurando a silhueta da elegante varanda do restaurante. Ela inclinou a tela, tentando capturar o clique perfeito e estético do terraço iluminado pela lua para postar em seus Stories.
De repente, uma sombra caiu sobre sua mesa.
Antes que Sienna pudesse piscar, uma mão grande e calejada prendeu-se firmemente sobre a parte superior de seu celular, forçando a lente da câmera para baixo, em direção à toalha de mesa branca.
"Apague isso", uma voz ordenou.
A voz era profunda, suave e carregada de gelo puro. Possuía um tipo de autoridade natural que fazia você querer pedir desculpas instantaneamente, mas a pura arrogância do tom fez o sangue de Sienna ferver de raiva.
Sienna puxou seu celular de volta das mãos do estranho e ergueu a cabeça bruscamente.
Parado sobre sua mesa estava um homem que parecia ter sido esculpido pelo próprio Michelangelo, embora sua expressão fosse totalmente demoníaca. Ele era incrivelmente alto, com um peito largo preenchendo um terno de linho azul-meia-noite sob medida. Seu cabelo escuro estava perfeitamente penteado, mas ligeiramente bagunçado, como se ele tivesse passado os dedos por ele em frustração. Sua mandíbula era afiada o suficiente para cortar vidro, e seus olhos — um tom de avelã marcante e penetrante — a encaravam com fúria absoluta.
Ele era, sem dúvida, o homem mais lindo e aterrorizante que Sienna já tinha visto.
"Com licença?", Sienna disse, sua voz subindo enquanto se levantava da cadeira para igualar a altura dele, embora ainda precisasse olhar para cima. "Quem você pensa que é para tocar nas minhas coisas?"
O homem não recuou. Ele se aproximou, seu perfume amadeirado caro invadindo seus sentidos, sobrepondo-se ao cheiro de jasmim no ar.
"Eu sei exatamente quem você é, e não estou com humor para joguinhos hoje à noite", o bilionário sibilou, seus olhos examinando o rosto dela com profunda suspeita. "Eu vi você mirando a câmera diretamente para minha mesa no momento em que entrei. Não me importa quanto os tabloides estão te pagando por um flagra meu esta noite. Apague a foto, me dê o cartão de memória e saia do restaurante antes que eu peça à segurança para te jogar deste penhasco."
Sienna o encarou, com a boca aberta em pura descrença. A dor, a raiva e a frustração de ter sido ignorada por um ano inteiro subiram de repente em seu peito, transformando-se em uma onda de fúria pura e inalterada. Ela passou um ano deixando um homem fazê-la se sentir pequena. Ela com certeza não deixaria esse estranho arrogante fazer o mesmo.
"Você é completamente louco ou só incrivelmente narcisista?", Sienna gritou de volta, ignorando completamente o fato de que as mesas próximas ficaram subitamente em silêncio, com cabeças virando para eles. "Eu não sei quem você é, não me importa quem você é, e eu não desperdiçaria um único megabyte da memória do meu celular tirando uma foto da sua personalidade horrorosa! Eu estava tirando uma foto da lua, seu psicopata!"
Os olhos cor de avelã de Julian se arregalaram levemente, um lampejo de choque genuíno cruzando suas feições. Ninguém falava com ele daquele jeito. Ninguém gritava com Julian.
"Não minta para mim", ele rosnou, sua voz baixando uma oitava, tentando intimidá-la. "Vocês, paparazzis, acham que são espertos, escondendo-se atrás de um vestido bonito e um teatro de turista —"
"Um teatro de turista?!" Sienna riu amargamente, entrando em seu espaço pessoal, seu vestido esmeralda roçando contra o terno dele. "Cresça! O mundo não gira ao seu redor! Agora saia da minha mesa antes que eu chame a polícia e diga a eles que um homem louco está agredindo turistas!"
Bem naquele segundo, vindo do caminho escuro logo fora do terraço do restaurante, um FLASH súbito e ofuscante iluminou o céu noturno.
Tanto Sienna quanto Julian congelaram.
Sienna piscou para afastar as manchas roxas de sua visão, virando a cabeça em direção aos arbustos perto da entrada. Um homem de moletom escuro segurando uma lente de câmera profissional enorme já estava correndo pelos degraus de pedra, desaparecendo na noite de Positano.
O rosto de Julian ficou completamente pálido, seu maxilar cerrando-se com tanta força que um músculo pulsou em sua bochecha. Ele olhou do caminho vazio de volta para Sienna, seu peito subindo e descendo com raiva.
Sienna olhou para ele, seu coração batendo forte contra as costelas. "Era... era o que eu estou pensando?"
Julian não a respondeu. Ele não precisava. O olhar de pavor absoluto em seus olhos cor de avelã disse tudo a ela.
Sem dizer mais nada, Julian girou nos calcanhares e saiu do restaurante como uma tempestade, seu paletó balançando atrás dele como uma nuvem escura.
Sienna afundou de volta em sua cadeira, as mãos tremendo levemente enquanto bloqueava a tela de seu celular.
"O que, pelo amor de Deus, acabou de acontecer?", Chloe perguntou, correndo de volta para a mesa, seus olhos arregalados enquanto olhava para os clientes sussurrantes ao redor delas.
"Eu acho", Sienna sussurrou, encarando o espaço vazio onde o bilionário acabara de estar, "que eu acabei de declarar guerra a um lunático."
Ela não fazia ideia de que, do outro lado do oceano, um relógio digital já estava correndo. E, até amanhã de manhã, aquele único flash de câmera mudaria tudo.




I'm liking the premise of this story, but am confused. It says completed against the book title in my library, but the story does not feel completed at Chapter 7?
Good beginning and what a jerk attacking a woman because of his paranoia.
I understand you🤣🤣