CAPITULO 1: Primeiro Passo
Assim começa a história de um garoto de 17 anos, obstinado e apaixonado por lutas.
Tyler: — CARAMBAAAAA, QUE LUTAAAAA FOIIII ESSAAAA! Algum dia eu gostaria de lutar igual esse Ilia Topuria! Esse cara é muito bom! QUE NOCAUTEEEE!
Mãe: — Ei, garoto, vem almoçar. Está ficando tarde, desliga essa televisão.
Triste por não poder ver as próximas lutas, Tyler desliga a TV e desce para o almoço.
Em meio ao almoço, a mãe palpita um pouco.
Mãe: — Filho, como está indo na academia que eu paguei para você?
Tyler: — Ah, mãe, está legal e etc... Mas sei lá, eu só apanho. Eu nunca aprendo nada lá. Se eu falar que sei lançar um jab e um cruzado, já é muita coisa.
Mãe: — Poxa, filho... Eu sei o quanto você gosta disso, mas não precisa ficar tão triste assim, senão a mãe também vai ficar. Não gosto de ver meu neném chateado.
Passos e passos ecoam pela cozinha em direção à mesa. Um homem, tanto quanto curioso, aparece.
Pai: — Então o garoto aí não está gostando da academia, é?
Tyler: — Não é isso, pai. É que eu não aprendo nada direito. Isso é ruim, muito ruim. Aquele sentimento de você se dedicar tanto a algo e não dar certo... Isso não é legal.
Pai: — Filho, isso que você falou não faz sentido. Eu já vi você praticando e, para você, não existe isso de não dar certo. Você está passando por um processo onde muitos desistem. E, cai entre nós, se algo está dando errado, a gente faz dar certo. Se está demorando, a gente aguarda o processo. E, se não está acontecendo, a gente faz acontecer. É assim que você tem que pensar, meu filho.
Tyler: — Nossa, pai... Eu não sei nem o que dizer...
Tyler diz isso baixo, com os olhos cheios de lágrimas.
Pai: — Mas, bom... Se você quer tanto ir para frente com isso de alguma outra maneira, eu tenho um contato que pode te arrumar uma luta profissional. Mas isso é se sua mãe permitir. Ela sabe que luta é perigoso e sabe que se preocupa muito com você.
Ainda chorando, Tyler resmunga com a voz baixa:
Tyler: — Por favor, mãe... 🥺
A mãe fica um pouco relutante, porém, querendo ver a felicidade nos olhos de seu filho, acaba cedendo.
Mãe: — Tá bom, Tyler, mas, por favor, filho, se cuida. Vá ao médico quando precisar e, se isso te fizer mal, para, por favor.
Tyler: — TÁ BOMMMMMMMM!
O pai pega seu telefone e liga para um contato.
Pai: — Então, Training... Não tem jeito. Meu filho quer. Posso passar na sua academia pelo menos por um tempo, até eu montar as coisas para ele? E, por favor, dá um alô lá naquele contato e arruma aquela luta. Quero três meses de preparação.
Fim do capítulo.
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