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O Império da Lua : Instinto de Sangue

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Resumo

Ela era o mito proibido. Ele, o predador supremo. O encontro que a história tentou apagar. Quando o caminho da lendária Loba Branca cruza o do Alfa mais implacável das Montanhas de Prata, o destino racha. Em meio a névoas densas, segredos de sangue e runas que começam a queimar no escuro, o primeiro olhar desperta um mistério perigoso que espreita os dois. Não há espaço para o medo quando o elo mais devastador do mundo se ativa na calada da noite. O jogo de poder começou, e a sobrevivência do império agora depende de um segredo oculto nas sombras. Faça para mim uma capa dessa história impactante e única no mundo com esse título O Império da Lua : Instinto de Sangue e no rodapé o nome da autora RAVELLE D'AYS

Status
há 6 dias
Capítulos
9
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+

O Despertar da Loba Branca e a Convocação dos Alfa

POV: Lyra (A Loba Branca Rainha Suprema)

O aroma de pão fresco e frutas colhidas na manhã preenchia o salão comunal da alcateia Coração de Ouro. Eu estava sentada à mesa de café da manhã ao lado de meus pais, o Rei Alfa Gael e a Luna Amanda. Externamente, eu parecia apenas a filha dedicada dos líderes; internamente, o peso do mundo já moldava minha alma. O segredo da minha verdadeira linhagem corria em minhas veias. Todos na matilha sabiam que eu possuía a dádiva da cura e o controle sobre o elemento da terra, mas o meu verdadeiro poder — o fogo celestial e a magia destrutiva do Infinito — permanecia oculto, sussurrado apenas entre mim e minha loba interna, Aura. Além disso, eu possuía a habilidade surreal de projetar meu elo mental para qualquer lobo, mesmo aqueles que pertenciam a outras alcateias distantes.

A calmaria da manhã foi interrompida quando as pesadas portas de madeira se abriram. Samuel, meu Beta de confiança e o guerreiro mais letal da nossa alcateia, entrou no salão com a postura rígida e o olhar sério. Ele carregava um pergaminho selado com cera prateada.

Diálogos e Interação na Alcateia Coração de Ouro

— Meu Rei, Minha Luna. Princesa Lyra — Samuel saudou, curvando a cabeça respeitosamente antes de estender o pergaminho diretamente para mim. — Um mensageiro de elite acaba de cruzar nossa fronteira sul. É uma convocação oficial dos anciãos da alcateia Montanhas de Prata.

Meu pai, o Rei Alfa Gael, franziu o cenho, limpando os lábios com um guardanapo e pousando sua caneca de metal na mesa.

— Montanhas de Prata? O Alfa Supremo Kaelen raramente convoca reuniões de emergência a menos que o mundo esteja prestes a ruir. O que diz o documento, minha filha?

Quebrei o lacre, lendo as palavras entalhadas com magia rúnica. Minha loba, Aura, rosnou em alerta dentro da minha mente.

— Os inimigos estão se multiplicando a cada dia, pai — anunciei, olhando para eles. — Os anciãos de lá exigem uma reunião imediata de emergência. Eles querem traçar estratégias de batalha e unificar os exércitos antes que a seita Sangue Negro e o clã Sombra Noturna avancem mais.

Luna Amanda colocou a mão delicadamente sobre a minha, seus olhos repletos de preocupação materna.

— O perigo está crescendo, Gael. Nossa filha é forte, mas enviá-la para o território das Montanhas de Prata neste momento de tensão é um risco. Os inimigos sabem que ela tem o dom da cura. Ela será um alvo.

— Exatamente por isso ela não irá sozinha — Gael decretou, levantando-se com a imponência de um verdadeiro Rei. Sua voz ressoou pelo salão. — Samuel, prepare imediatamente uma comitiva de elite. Quero os nossos vinte melhores guerreiros e os estrategistas mais astutos da Coração de Ouro. Você irá liderar a guarda pessoal de Lyra. Nós responderemos ao chamado, e minha filha mostrará a força da nossa linhagem.

— Com a minha vida, meu Rei — Samuel bateu no peito, os olhos brilhando em determinação. — Partiremos em uma hora.

POV: Lyra

A viagem até as terras das Montanhas de Prata foi longa e tensa. Cavalgamos e corremos em nossas formas lupinas contornando desfiladeiros até que o clima mudou drasticamente. O vento gélido daquela região uivava impiedosamente entre os pinheiros gigantescos. Quando finalmente cruzamos os portões fortificados da imensa alcateia, fomos recebidos com reverência.

O salão de guerra das Montanhas de Prata era colossal, esculpido na própria rocha da montanha. Ao entrarmos, o ambiente silenciou. No centro, ao redor de uma gigantesca mesa de carvalho com mapas e runas, estavam os anciãos de barba longa e o Alfa Supremo, Kaelen, exalando um poder bruto e intimidador. Ao lado dele, seu Beta, Jaxon, mantinha-se a postos. Sentados nas cadeiras de honra ao redor da mesa estavam também os pais de Kaelen (o antigo Alfa Supremo Marcus e a ex-Luna Elena), além de sua irmã, Tanya, e o esposo dela, o temido comandante de guerra Erick.

Diálogos e Discussões Detalhadas na Reunião de Emergência

O Alfa Supremo Kaelen deu um passo à frente, seus olhos fixando-se nos meus com uma intensidade que fez meu coração errar uma batida. Uma eletricidade estranha e inexplicável passou pelo ar, mas ambos nos contivemos profissionalmente.

— Sejam bem-vindos, comitiva da Coração de Ouro — a voz de Kaelen ecoou, grave e firme. — Agradeço ao Rei Gael por enviar sua melhor linhagem. Princesa Lyra, Beta Samuel, acomodem-se. O tempo é curto e nossos inimigos não esperam.

O ancião principal, Garrick, bateu seu cajado de madeira no chão de pedra, chamando a atenção de todos para o grande mapa estratégico.

— Os espiões confirmaram o pior — o ancião começou, a voz trêmula pela idade, mas firme pela sabedoria. — Os bruxos da seita Sangue Negro estão erguendo colossos de pedra usando magia negra, e os vampiros da Sombra Noturna estão fornecendo velocidade e ataques noturnos. Se não unirmos nossos guerreiros em um treino unificado de combate, seremos massacrados individualmente.

Marcus, o pai de Kaelen, cruzou os braços largos, exibindo as cicatrizes de velhas guerras em seus braços.

— Thorgan e as outras alcateias aliadas já estão enviando seus contingentes. Mas o problema não é apenas o número de soldados, Garrick. É a feitiçaria deles. Nossas presas e garras não quebram os feitiços de sangue facilmente. Kaelen, precisamos de uma linha de frente agressiva.

— Eu concordo, meu pai — Kaelen respondeu, apoiando as duas mãos na mesa de carvalho e inclinando-se sobre o mapa. — Jaxon e eu já começamos a reestruturar os treinos de combate dos nossos guerreiros para focar em táticas de guerrilha e emboscadas na floresta. Mas precisamos que os guerreiros da Coração de Ouro ensinem aos nossos homens como usar o terreno a nosso favor.

Samuel deu um passo à frente, representando minha comitiva com firmeza.

— Nossos guerreiros são especialistas em combate em floresta densa e camuflagem, Alfa Supremo. Podemos integrar nossos estrategistas com os de Jaxon imediatamente para criar um cronograma de treinos brutais a partir de amanhã ao amanhecer.

Tanya, a irmã de Kaelen, interveio, olhando diretamente para mim com um olhar analítico, mas respeitoso.

— O treino físico e as táticas são vitais, mas e os feridos? Uma guerra contra bruxos deixa queimaduras mágicas que destroem os tecidos e impedem a regeneração natural dos lobos. Ouvimos dizer, Princesa Lyra, que você possui o dom da cura. O quanto dessa dádiva pode ser usada em larga escala?

Senti os olhos de todos no salão — especialmente os de Kaelen — se cravarem em mim. Respirei fundo, mantendo minha postura de Rainha Suprema, ocultando os meus poderes maiores.

— Meu dom da cura divina e a minha conexão com a terra me permitem purificar toxinas e feitiçaria de nível médio, Tanya — respondi com a voz serena e firme. — Posso erguer tendas de cura na retaguarda e treinar as curandeiras de sua alcateia para canalizar a energia regenerativa do solo. Garanto que nenhum lobo morrerá por infecção mágica se eu puder alcançá-lo.

Erick, o esposo de Tanya e comandante, bateu com o punho na mesa, satisfeito.

— Isso é exatamente o que precisávamos ouvir! Com Lyra garantindo a sobrevivência dos feridos e nossos exércitos unificados sob o comando de Kaelen e Samuel, nós podemos esmagar a vanguarda dos vampiros antes que os bruxos consigam conjurar seus feitiços de proteção.

Elena, a mãe de Kaelen, sorriu suavemente, embora seus olhos mostrassem a tensão da iminência da guerra.

— Que a Deusa da Lua nos guie. Esta aliança entre a Coração de Ouro e as Montanhas de Prata será a nossa salvação.

Kaelen olhou para todos os presentes, encerrando a sessão do conselho com autoridade máxima.

— Está decidido. Jaxon e Samuel, comecem a divisão dos pelotões agora mesmo. Anciãos, preparem os estoques de armas de prata. Lyra... mude-se para os aposentos reais dispostos para a comitiva. A reunião está encerrada por hoje.

POV: Lyra (A Loba Branca)

Mais tarde, após o término da exaustiva reunião, precisei de ar selvagem. Caminhei até a borda do desfiladeiro que cercava a fortaleza. O vento gélido da alcateia Montanhas de Prata uivava entre os pinheiros, balançando meus cabelos claros. Eu sentia a energia da terra pulsar sob meus pés, um formigamento ardente que subia pelas minhas pernas — o poder elemental da cura e do fogo que a Deusa da Lua, Selene, havia me confiado. Mas o peso desse dom era um segredo avassalador que eu carregava sozinha.

“Ele está vindo, Lyra,” a voz da minha loba, Aura, ecoou na minha mente, límpida e selvagem. “O cheiro dele de carvalho e tempestade sempre nos encontra.”

POV: Kaelen (O Alfa Supremo)

Eu observava minha convidada — e secretamente a mulher que acelerava os batimentos do meu lobo — do topo da colina. Lyra era uma visão magnífica, seus cabelos claros como o luar contrastando com a escuridão da floresta. Senti o elo mental da alcateia vibrar com os guerreiros se posicionando nas fronteiras; os malditos bruxos da seita Sangue Negro estavam se movimentando na linha do horizonte. Aproximei-me dela sem fazer barulho, envolvendo-a por trás com meus braços fortes, sentindo seu calor reconfortante contra meu peito.

Diálogos e Interação

— Você está distante hoje, minha lua — sussurrei no ouvido de Lyra, mordiscando levemente o lóbulo de sua orelha, sentindo seu corpo inteiro arrepiar com o meu toque possessivo.

— A terra está inquieta, Kaelen — ela respondeu, virando-se em meus braços sem recuar, olhando no fundo dos meus olhos com uma determinação que me fascinava. — Sinto que uma tempestade de sangue se aproxima. Os bruxos e os vampiros do clã Sombra Noturna selaram uma aliança muito maior do que discutimos no salão.

— Que venham — respondi com um rosnado primitivo que vibrou no fundo do meu peito, apertando-a mais contra mim. — Nenhuma criatura das trevas tocará no que é meu ou na terra que juramos proteger. Nossa alcateia está pronta. O elo mental com seus guerreiros e os meus está forte. Nós os destruiremos juntos.

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