Quem sou eu

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Summary

Poesias em Português (Pt.Br.), sou um escritor iniciante que migrou do wattpad, é possível encontrar esse mesmo conjunto de poemas/poesias/textos lá

Genre
Poetry/Drama
Author
Nihil
Status
Ongoing
Chapters
6
Rating
n/a
Age Rating
16+

Cadente em momento

E aquele tempo

Eu achava que não havia tempo

Construí meu mundo correndo

Não sabendo

Que naquele tempo

Era onde o tempo passava e só

Sem nada na mente

Eu queria mais

Não sabendo

Que naquele tempo

Foi quando construí meu mundo

Pelas silhuetas da vontade que mais brilhava

A vontade de descobrir o mundo

Meu mundo

E ele se formou como uma brasa volátil

Não sabia eu

Que naquele tempo

Tive meu apogeu

Incessantemente procurando

Como saciar a euforia

E eu respirei rápido

Consumindo até a última gota

Do brilho que vinha a mim

Eu achava que haveria tempo

E o tempo se encontra chovendo

Deixei meu mundo

Fui correndo

Não sabendo

Que foi quando o tempo não passava e só

E só.. só e só

quando só, eu enchia meus pulmões

Irrespirável

Um ar nublado de pura ficção

Eu vinha seguindo

Com olhos vislumbrados pelas possibilidades

Mas por alguma razão

Eu desisti

Eu já estive aqui

Eu já vi isso aqui

Eu conheço esse sentimento

Em algum momento

Virei um detento

Estou preso em meus pensamentos

Tíbio momento

Em que não havia mais oxigênio

E o que alimentava minha chama

Nunca mais, depois de tão forte queimar, bastará

Meu corpo cria uma faísca e

A verdade vem aos olhos

Minhas memórias, um buraco na psiquê,

Ainda querendo ter esperança

Num momento brusco

Puxado por uma estrela

Com uma órbita que me submete ao desgastar

E em cada volta

Cada volta..

Em cada volta uma lembrança

De quando ri

De quando chorei

De quando amei

A cada volta meus olhos presenciam os milhares de brilhos de outras

Procurando uma inspiração

Um modo de viver

Um sentimento não cadente

Algo que me tente novamente

Mas quem dirá que esse reflexo de milhões de anos está aceso neste momento

Aceso..

No mais frio canto do espaço

E que a luz que vejo

Já não há de brilhar

Quem dirá?

Como ela está

Não sei e ninguém saberá

Mas eu digo

Não tenho motivo

Para que brilhar?

Uma estrela sem brasa

Na verdade

Um astro sem estrela

Direcionada a um buraco espaço-temporal,

Uma consequência, pois

Se quando tentei fui insuficiente

Se quando chorei tive que secar as lágrimas

Se quando respirei tive que prender o último suspiro

Enquanto por meus olhos desencantados

Via..

A chama que se apagava

A combustão que cessava

Eu já sabia

Nesse tempo

Eu não estava vivendo

E ainda não vivo

Eu já sabia

Que no agora

O tempo termina em um único momento

Eu sou Cadente a todo momento

E tive minha brasa atrofiada

Pelo vislumbre de um universo maior

Do que podia processar

E vou

A qualquer momento

Em direção ao surreal

Ao infinito choque da realidade àquele momento

Esfarelar-me como um bom astro faz

E quem sabe.. refletir um último brilho

E quem sabe.. alguém se instigará

E quem sabe.. assim eu poderia ir em paz

Mas eu sei

Não há luz capaz de me guiar Pois , já que vivi de momento, terminarei como um.