MARCADA PELOS MEUS PECADOS

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Resumo

Iris pulou do telhado e sobreviveu. Mas sobreviver não significa estar curada. Outrora uma talentosa estudante de arte, Iris agora atravessa a vida entorpecida, silenciada pelo trauma e por um passado que ninguém ousa mencionar. Sua casa é um campo minado, seu corpo uma jaula. Os cochichos na escola diminuíram, mas a vergonha permanece. Então, seu antigo professor lhe dá um nome: Adrian Archer. Um tatuador conhecido por seu distanciamento frio, sua honestidade brutal e por clientes que falam dele como um deus da dor e da beleza. Ela entra em seu mundo de tinta, couro e controle — desesperada, não para ser salva, mas para voltar a sentir algo. Adrian não acredita em resgatar coisas quebradas. Mas há algo em Iris — seu silêncio, seus desenhos dele, a forma como ela se encolhe ao respirar — que atrai o que restou de sua consciência. Quando ela o ouve através da parede — gemendo, estalando, comandando — seu corpo a trai. Vergonha, excitação, confusão. E algo mais: desejo. Não apenas por ele, mas pelo poder. Pela escolha. Por uma voz em sua própria história. A conexão deles é errada. Perigosa. Consensual. Ele não é um herói. Ela não é uma vítima. Mas juntos, nas sombras da dor, eles podem reescrever o que significa sobreviver. Para leitores de Haunting Adeline e Praise, MARCADA PELOS MEUS PECADOS é um dark romance slow burn distorcido, onde o sexo é poder, a cura é caótica e o consentimento é tudo.

Status
Completo
Capítulos
35
Classificação
4.7 18 avaliações
Classificação Etária
18+

Prologue

O consentimento era sua rebeldia.

Iris Clarke

Vinte anos e se afogando no silêncio. Depois de sobreviver a uma tentativa de suicídio provocada por um passado de violência sexual e gaslighting, ela volta para casa costurada, sedada e emocionalmente vazia. Seu mundo é em tons de cinza, e suas mãos tremem sobre um caderno de desenho que ela não toca mais. Seu talento para a arte — antes elogiado, agora enterrado — é o fantasma da garota que ela costumava ser.

Entra Adrian Archer.

Tatuador. Ex-presidiário. Oito anos mais velho que ela. Coberto de tinta preta e mais frio que aço, Adrian não acredita em cura; ele acredita em controle. Quando Iris é enviada a ele por um mentor que sabe demais, ela é recebida com resistência. Adrian não a quer em seu estúdio. Ele não quer a fraqueza dela. Ele não quer a dor dela. Mas ele dá uma olhada no esboço que ela deixa cair e, de repente, ela está dentro.

O que começa como observação — tintas, agulhas, contornos — se transforma em algo mais. Algo selvagem. Observá-lo trabalhar é como ver o poder encarnado. E, pela primeira vez, Iris deseja. Não ser amada. Não ser salva. Deseja sentir. Deseja submeter-se — sob seus próprios termos.

Mas submissão não é rendição.

Através de comandos sussurrados atrás de paredes finas, através de cordas, penas e uma tensão que queima lentamente, Iris começa a reaprender o que lhe foi roubado. O prazer é redefinido. A dor torna-se estrutura. E o consentimento? O consentimento torna-se sagrado.

Adrian não a conserta. Ele não quer fazer isso. Mas ele a ensina a traçar a linha — e como cruzá-la por conta própria. Seus encontros são crus, íntimos, permeados por dominância e disciplina, com poder camuflado sob a pele e a tinta. Mas a linha entre controle e dano é tênue como uma navalha. E ambos possuem cicatrizes.

À medida que seu abusador se aproxima — ciumento, ameaçado e perigosamente desequilibrado — Iris precisa decidir quanto vale sua sobrevivência. Quando David vaza seus segredos, quando sua arte é ridicularizada e seu nome é arrastado na lama, ela não cai. Ela pinta. E, sob os holofotes de uma galeria encharcada de traumas passados, ela retoma sua narrativa com uma elegância sangrenta.

Inked My Sins é uma jornada sombria, erótica e psicológica sobre a cura através de jogos de poder e confiança sensual. Explora os limites da dor e do prazer, o perigo da projeção e o desafio de retomar o próprio corpo. Para fãs de homens moralmente cinzentos que quebram as regras — e garotas quebradas que as reescrevem.

Ele lhe deu regras. Ela lhe deu obediência. Mas apenas um deles saiu de lá com o poder.