Capítulo 1
DESAFIANDO UM MAFIOSO:
CONTEÚDO ADULTO!
Paixões perigosas. Desejos proibidos. Esta história contém cenas explícitas de sexo, violência e fortes gatilhos emocionais. Leitura recomendada apenas para maiores de 18 anos.
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PRÓLOGO:
NARRAÇÃO TAYLOR
O cheiro de terra molhada e flores de cemitério grudava no meu terno como uma praga. Meu pai tinha ido para debaixo da terra de manhã, cravejado de balas por uma facção rival.
O único homem que me entendia de verdade naquele inferno. Ele sabia o quanto eu odiava tudo aquilo e, por puro amor, tinha me permitido ficar longe, fingindo que eu era só um cara normal na faculdade.
Ele me defendia dos outros, dizia que o meu futuro seria diferente. Mas agora o velho não estava mais aqui para segurar os cachorros.
O caixão dele mal tinha baixado e os abutres já estavam cobrando o preço.
A sala principal da mansão dos Garcia parecia um tribunal de execução.
Estava de pé, cercado pelos conselheiros da velha guarda.
Homens que meu pai chamava de aliados, mas que só esperavam ele morrer para me encurralar.
— Você não tem escolha, garoto.
um dos conselheiros mais velhos falou, soltando a fumaça do charuto na minha cara.
— O trono não pode ficar vazio. Se você não assumir o lugar do seu pai, a linhagem morre e o caos engole os negócios. E quando o caos entra, ninguém sobrevive.
— Eu não vou entrar nessa porra!
respondi, com a voz firme, mesmo que meu peito estivesse despedaçado pela perda do meu pai.
— Eu não sou ele. Toquem essa merda como quiserem, dividam o território. Eu estou fora.
O velho deu um risinho de deboche, olhando para os outros caras armados na sala.
— Você acha que tem o direito de dizer ‘não’, Taylor? Me deixe te explicar como as coisas funcionam agora que o seu protetor virou fumaça... Se você cruzar aquela porta como um civil, o acordo de paz cai. E adivinha quem morre primeiro?
Ele jogou uma pasta com fotos em cima da mesa. Abri por puro instinto e o meu estômago revirou na hora.
Fotos do Eduardo saindo do apartamento dele. Fotos do Diego na perto do campus. Fotos do Marcelo, todos os meus amigos, de cada um dele. Até da Jenyfer, sorrindo distraída enquanto andava pelo pátio da universidade.
— Você deve gostar dos seus amigos e aquela loirinha? Seus amigos de farra não é? Quanto tempo você acha que eles duram na rua sem a blindagem de um Don? Se você não assinar os papéis e assumir o comando hoje, nós mesmos entregamos as cabeças deles como um pedido de desculpas pela sua fraqueza.
Eu dei um passo à frente, com o punho cerrado tão forte que as minhas pregas dos dedos estalaram.
A vontade era de sacar uma arma e estourar os miolos daquele desgraçado ali mesmo, mas o número de fuzis apontados para as minhas costas me lembrava de que eu era o herdeiro encurralado.
Eles estavam usando todo mundo que eu amava. Meus amigos, as famílias deles, o meu futuro. Estava com uma corda no pescoço e eles puxavam a corda a cada segundo.
— Chega Taylor! Você sabia que esse dia iria chegar.
uma voz fria e cortante ecoou do topo da escada de mármore.
Olhei para cima e vi a minha mãe descendo devagar, vestida de preto da cabeça aos pés, sem ter derramado uma única lágrima pelo marido morto.
O rosto dela era puro gelo e ambição.
Ela caminhou até mim, os saltos estalando no chão, e parou bem na minha frente, me encarando com aqueles olhos que nunca souberam o que era dar amor a um filho.
— Foi você, não foi... Que induziu estes homens! Você sempre manipulando tudo a sua vontade.
— Você não pode desonrar o nome do seu pai, Taylor!
ela ditou, com a voz firme, ecoando pela sala inteira para os conselheiros ouvirem.
— Nunca houve um desertor nesta família, e você não vai ser o primeiro. Você já brincou de casinha por tempo demais. Teve a sua vidinha normal na faculdade, e o seu pai permitiu todo esse tempo a sua distância, fingindo ser uma pessoa que você não é! Mas a brincadeira acabou. Você é um Garcia. Está na hora de agir como um!
Ela estendeu a mão, tentando tocar no meu rosto, no meu ombro, com aquele maldito fingimento de mãe preocupada, tentando usar o mesmo jogo de manipulação psicológica de sempre.
O ódio que subiu pelo meu peito foi tão forte que a minha voz saiu mais grave e cortante do que nunca, vindo direto do estômago.
— Fica longe de mim!
mandei, dando um passo para trás com nojo.
Ela travou o movimento na hora, os olhos semicerrados.
— Eu aceitei essa porra porque vocês me forçaram, porque colocaram a vida dos meus amigos na mesa!
continuei, encarando com o mais puro desprezo.
— Mas não chega perto de mim para usar os seus jogos de manipulação. Comigo não funciona mais. Acabou!
Assinei aquele maldito papel que tinha o poder de ditar todo o meu futuro.
Virei as costas para ela sem esperar nenhuma resposta, ignorando o olhar chocado dos conselheiros.
Seguindo direto para a saída daquela casa maldita.
A noite estava fria pra cacete. O vento batia no meu rosto enquanto eu caminhava a passos largos em direção aos carros pretos estacionados no cascalho.
Escutei os passos rápidos do Eduardo vindo até mim, parou e me encarou de verdade. O olhar dele estava pesado.
— E agora, Taylor? Vai entrar mesmo nisso?
Apoiei a mão no teto do carro, sentindo o metal gelado contra os meus dedos trêmulos de puro ódio.
Olhei para o horizonte escuro da cidade, sentindo o peso daquela maldita coroa invisível esmagando a minha cabeça.
— Eu não tenho escolha, Eduardo...
respondi, com a voz baixa, saindo quase como um rosnado de dentro do peito.
— Eles usaram vocês contra mim, todos vocês! Mas vai ser do meu jeito.
Virei o rosto para ele, travando o maxilar.
— Aqueles velhos acham que vão me usar como uma marionete, mas eles não perdem por esperar. Ninguém mais mexe com as pessoas que a gente ama. Eu vou quebrar o plano de controle deles.
Eduardo me olhou fixo por alguns segundos. Um meio sorriso firme e sombrio brotou no canto da boca dele, o tipo de olhar de quem já tinha aceitado o destino há muito tempo.
Ele estendeu a mão para mim.
— Eu estou contigo, irmão. A gente vai se defender nessa porra até o fim.
Apertei a mão dele com força, um pacto de sangue selado ali no escuro, antes de entrar no carro e dar partida no motor.
Eu não queria aquele trono, mas já que me empurraram para ele, Boston ia ter que aprender a sangrar no meu ritmo.
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