Twisted Threads PT-BR

Summary

Enquanto fugia da polícia após um roubo em um supermercado, Chara acaba caindo em um buraco misterioso. Para sua surpresa, ela descobre um mundo totalmente novo, povoado por seres conhecidos como monstros. Neste universo alternativo, Chara se vê em uma jornada inesperada, onde terá que enfrentar desafios e descobrir segredos profundos sobre si mesma e sobre os habitantes deste subterrâneo mágico e intrigante.

Status
Ongoing
Chapters
8
Rating
n/a
Age Rating
13+

A Queda

Monte Ebott, Superfície - 2015.


Ofegante, cansada e suada de tanto correr, Chara parou. Pôs sua mão esquerda e seu livro rasgado em sua perna esquerda, inclinou um pouco e apoiou sua mão direita no tronco de uma árvore próxima à ela. Fechou os olhos, respirou fundo e tentou acalmar-se. "Não vão me encontrar aqui." - pensou Chara.  De repente, sentiu algo molhado em seu joelho. Olhou para seu curativo e viu que estava ensopado de sangue. - "Ugh... que nojo!" - disse Chara. Lembrou-se de minutos atrás, enquanto estava sendo perseguida pelos policiais na montanha. No meio da perseguição, pisou em algumas folhas e escorregou. Por pouco, não saiu descendo rolando pela montanha até "dar de cara" com os policiais. Na queda, feriu seu joelho direito, por causa de cacos de vidro de garrafas de bebidas alcoólicas de algumas pessoas que bebiam no Monte Ebott. Depois que se lembrou dos cacos de vidro, Chara revirou os olhos e deu um pequeno sorriso lembrando da queda... mas ficou alerta novamente assim que escutou gritos dos mesmos policiais que estavam a perseguindo anteriormente ficarem cada vez mais perto - "Encontrem a garota! Ela não pode ter ido muito longe!" - gritou um dos policiais. "Como... já?! É sério?!" - pensou Chara. Olhou em volta, desesperada, procurando algum lugar para se esconder; avistou uma caverna. "Serve!" - pensou Chara. Correu o mais rápido que pode até a caverna e a adentrou. Continuou correndo até ver o final da mesma, que foi quando parou. - "Sem saída?! Jura?!" - disse Chara. "Não... NÃO É POSSÍVEL! EU NÃO CHEGUEI ATÉ AQUI PARA SER PRESA!" - gritou Chara. Porém, não podia acreditar que a caverna tinha acabado ali. Ela deu apenas 10 passos e já conseguia ver a parede em sua frente. Ela queria tanto acreditar que a caverna virava para a esquerda ou para a direita... e manteve esse pensamento. Conseguia escutar cada vez mais os gritos dos policiais ficarem mais e mais altos. Chara se encheu de determinação e foi em direção à esquerda primeiro, tentando encontrar alguma forma de fugir.


Chara não deu nem dois passos e tropeçou em uma vinha que estava no chão, caindo em um buraco e gritando de susto. - "Acho que ela entrou aqui!" - disse um dos policiais, entrando na caverna. Correram até o buraco onde Chara havia caído, tomando cuidado para não tropeçarem e olharam para dentro do buraco, vendo Chara caída, com o rosto virado para flores mau cuidadas e quase mortas - "Ela caiu. Mesmo que tenha caído em cima de flores, o buraco deve ter quase 10 metros de profundidade." - disse um dos policiais. "Deve estar morta agora. Vamos." - terminou, com uma voz nervosa. Passos calmos podiam ser escutados após a frase, ficando cada vez mais baixos até não ser possível mais escutá-los.


????, ???? - 2015.


Chara acordou. Três horas haviam se passado após a queda de Chara. Estava em uma estranha cama de flores. A garota estava tendo uma das piores dores de cabeça que ela já havia tido. Sua cabeça estava latejando. Seu livro rasgado já estava longe dela. Chara levantou a cabeça, com os olhos fechados, cautelosamente, e em seguida levantou o corpo. Sangue estava jorrando de seu joelho direito, e um pouco de sua mão esquerda. Então, finalmente, abriu os olhos, com dificuldade. Demorou um pouco para sua visão se acostumar com aquele lugar escuro. ...quando se acostumou, Chara quase teve uma crise de pânico após perceber que não conhecia aquele lugar. Olhou em volta, tentando achar uma saída, e lembrou-se que havia caído de um buraco. Olhou para cima, mas era muito, muito alto para voltar por lá.


Chara se encheu de determinação e decidiu explorar o lugar onde estava. Primeiro, decidiu olhar (com mais detalhes) à sua volta. As paredes eram cinzas, rachadas e algumas paredes possuíam vegetação crescendo nelas; no chão, era possível observar mais vegetação crescendo dele, além de pedaços caídos das paredes. Cercando a cama de flores, havia seis pilares; dois quebrados ao meio, três com vegetação crescendo neles e um estranhamente intacto. Abaixo da cama de flores, havia grama; perto da cama de flores, também havia mais flores crescendo ao seu lado, além de seu livro rasgado, que havia esquecido de pegar. Chara olhou para cima; o teto estava rachado. Caminhou até seu livro rasgado para pegar e lembrou-se do porquê ele estava rasgado. A garota estava lendo seu livro sentada debaixo de uma árvore, comendo devagar seu chocolate roubado, com uma pilha pequena de outras comidas roubadas definitivamente não-saudáveis ao lado. Ao longe, escutou gritos dos mesmos policiais que estavam a perseguindo à três horas atrás, gritando coisas como "LADRA!" e etc. Chara, sabendo que estavam se referindo à ela, levantou-se rapidamente e correu sem rumo o mais rápido que pode. Quando Chara estava quase sendo alcançada, Chara lançou seu livro no rosto de um dos policiais sem pensar duas vezes. Furioso, o policial parou, rasgou seu livro e o jogou no chão. Chara, querendo recuperar o livro, conseguiu de alguma forma ludibriar os policiais, pegar seu livro novamente e continuar correndo.


Foi uma memória engraçada. Aqueles policiais eram tão bobos. Deviam ser novos no cargo. Chara pegou seu livro e decidiu explorar mais este lugar subterrâneo. Andou até a esquina da sala e virou.


...um corredor. Nada de muito interessante. Chara simplesmente passou pelo corredor até chegar em uma estranha entrada.


Subiu as escadas, segurando no corrimão empoeirado, e entrou na próxima sala.


Desta vez, era uma sala grande. Havia uma entrada semelhante à qual ela havia acabado de passar. Flores no centro, pilares... aranhas. Estranhamente, muitas aranhas. Havia teias de aranhas por todos os cantos da sala. Como uma aracnofóbica, Chara quase teve outra crise de pânico. Deu meia volta e desceu as escadas. Chara não queria entrar naquela sala, mas sabia que teria que entrar caso queresse explorar este lugar subterrâneo. Chara se encheu de determinação e entrou na sala, respirando fundo o ar empoeirado daquele lugar. Encolheu-se toda, evitando encostar em qualquer coisa naquela sala e continuou andando. Chara escutou uma voz, de repente.


- "Ahuhuhu~ Olá, querida! Por que está se tremendo toda?~ É rude ter medo de seres tão fofos e trabalhadores, sabia?~" - disse alguém, logo acima de Chara. A garota olhou para cima e viu uma pessoa com seis braços e vários olhos, em cima de uma teia, deitada. Seu primeiro braço direito estava apoiando sua cabeça. Seu segundo braço direito estava cobrindo sua boca, enquanto a pessoa estava rindo. Seu terceiro braço direito estava passando o dedo indicador pela teia, de uma forma um tanto sensual. O seu primeiro braço esquerdo estava em sua bochecha. O seu segundo braço esquerdo estava cobrindo sua boca, também. O seu terceiro braço esquerdo estava em sua cintura. Estranhamente, a pessoa...

se assemelhava a uma aranha.