Capitulo 4
A nossa história começa numa tarde de quinta-feira, sob o sol escaldante de Loxon. A praça estava lotada, várias pessoas com crianças que subiam e desciam o escorregador. Em um banco afastado, estava sentada uma menina impaciente, agoniada e totalmente desarrumada, ao olhar de sua amiga, e se mais alguma criança tombasse em suas pernas novamente, ela provavelmente gritaria com ela.
— Puta que pariu, Catrina!
— Calma, calma, calma! — [Catrina] parou, colocou as mãos no joelho e respirou. — Olha, Ashley, você tem que entender que nem todo mundo consegue sair igual uma maluca, tá bom?
— Tá pirando, né? Tênis, calça jeans e moletom nunca saem de moda! — Ashley suspendeu o ombro e soltou um beijo em direção a Catrina.
Catrina e Ashley não são as melhores amigas. Catrina nunca tem paciência com Ashley, mas ambas sabem que podem contar sempre uma com a outra.
— Olha, Ly, você entendeu, né?
Ashley revira os olhos e solta:
— Por que você não chamou a Daisy? Sabe, ela entende dessas coisas. Eu não tenho essa paci...
— Ly, pelo amor de Deus! Até minha irmã consegue fazer isso! — Catrina tenta ajeitar o cabelo de Ashley, mas ela não deixa, na mente de Ashely se o cabelo já e liso não é necessário mais nada.
— Ah, Catrina, olha só, vamos logo!
Catrina sorri e abraça a amiga, e ambas seguem para a lanchonete de Bang. Apesar de nunca concordar com a amiga, Ashley sabe que é necessário fazer alguns sacrifícios pelo bem da amizade de infância.
As três melhores amigas são Daisy, Catrina e Ashley. Daisy é meio gótica, mas é bem patricinha; ela apenas quer irritar os pais. Já Catrina é meiga e romântica, sonha em ter o amor de colégio e é admirada por todos. Seus cabelos ruivos e olhos amarelados, junto com um sorriso largo, deixam os meninos do CPAI (Colégio Primax Alexandro I) loucos. Todos querem namorá-la, o que deixa Ashley irritada.
—Okay, eu entro primeiro. Lembra do sinal, Ly?
—Yes, mi amore— Ashley faz biquinho e arranca um sorriso de Catrina.
Catrina tenta se ajeitar, olha o vestido segura a bolsa, uma respirada funda e entra na lanchonete com todo o seu charme, sorriso de orelha a orelha, e vai em direção à mesa. Ashley fica olhando pela janela e sorri, zoando a amiga em pensamento.
— Como pode ser tão retardada? — pensa Ashley. — Acho que o cérebro dela deve ter anomalias — ela sorri consigo mesma.
Catrina estava ali para encontrar o novo aluno do CPAI. Apesar de o garoto já estar no colégio há três semanas, Ashley e o novato ainda não tinham se cruzado. Ela só conhecia oselogiosexagerados de Catrina, e isso, em vez de despertar curiosidade, só lhe dava mais preguiça.
— Vamos lá para a saga de mais um pretendente da Catrina. Qual a necessidade de ter um romance de colégio? Que ridículos! — Ly pensou
— Conversando sozinha, Ly? — uma voz sussurra de repente, bem perto de seu ouvido, causando um arrepio, mas aquele tom de voz era familiar.
Ashley dá um pulo para trás, arregala os olhos, tropeça no corrente do cercado da lanchonete e cai de bunda.
Uma risada alta começa a ecoar. Ashley levanta o olhar para nada mais, nada menos que:
— Daisy, eu sabia que você era uma vaca, mas nem tanto! — Ashley estende a mão para a amiga, que não se move para lhe ajudar.
— Desculpa, Ly, eu não me aguentei. Sabe aqueles loucos? Então, você estava igualzinha — Daisy continua a irritar a amiga.
— Oi, bruxinhas, que que tá rolando? — André chega, olhando para Ashley no chão. — Então, já estamos sentando no chão agora? — Ele olha para Ashley. — Sempre quis sentar assim nos lugares — Ele solta um breve sorriso e, logo em seguida, estende a mão para levantá-la.
— Eu tenho uma resposta à sua altura, porém, com seu ato de cavalheirismo, irei segurar minha língua — Ashley se levanta com a ajuda de André. — Essa sem educação [referindo-se a Daisy], além de quase me causar um infarto, não teve a audácia de me ajudar.
- — Ly, nos poupe! Eu iria ajudar, mas o André chegou primeiro, fofa — Daisy faz careta, e Ashley retribui.
— E por que minhas bruxinhas não entram? Jogaram algum feitiço lá dentro? — diz André, olhando para dentro da lanchonete.
— Não, André, é a Catrina. Ela está em um encontro com o menino novo. Eu tô aqui só para dar o “S.O.S.” — Ashley fala, revirando os olhos e fazendo aspas com as mãos.
— Xiii. Quando foi que a Catrina precisou de S.O.S.? — questiona Daisy.
— Você acha que não sei? Mas ela insistiu tanto — Ashley revira os olhos novamente.
— Ok, e aí? A gente entra ou fica aqui fora? — pergunta André.
— Nada disso, nós vamos proshop. Se entrarmos, a Catrina vai dizer que estragamos — decide Daisy.
— Vão me deixar aqui sozinha? — pergunta Ashley, fazendo drama, com sua cara incrédula.
— Ly, você já iria ficar sozinha! Então, continua, querida. Beijo, beijo! — Daisy sai, puxando André, que solta uma piscada para Ashley antes de ser arrastado.
— E eu ainda chamo vocês de amigos! — Ashley olha para os dois e dá dedo. — Amigos da onça! — Eles sorriem e continuam se afastando, deixando Ashley sozinha.
Ashley se conforma com sua missão, brincando sobre a falta de lealdade de seus amigos. Ela se encosta na parede, pega o celular e começa a navegar nas redes sociais. Sem nem perceber as horas passando, o tédio e a irritação do lugar a uma atenção distraída aofeed.
De repente, a visão na janela se torna real.
Catrina sai da lanchonete, de mãos dadas com o garoto. Ela está sorrindo, radiante, e os dois vêm caminhando na direção de Ashley.
- Ly este é o Damon, Damon está é a Ly!
Ao ouvir a voz de Catrina, o primeiro reflexo de Ly foi o de sempre: revirar os olhos com um belo sarcasmo já pronto na ponta da língua, afiado e certeiro. Ela estava prestes a disparar o comentário, a ironia que a protegeria do incômodo... Mas o sarcasmo morreu no exato momento em que seus olhos encontraram os dele.
O oxigênio simplesmente parou de existir. Não havia ar para a piada, nem para a respiração. Um silêncio absoluto instalou-se dentro de Ly, abafando o mundo ao redor.
Seu coração não apenas acelerou; ele martelava um ritmo inédito contra as costelas, uma bateria desgovernada. As mãos, antes prontas para manifestar, ficaram completamente geladas e dormentes, e as palavras... elas simplesmente sumiram.
Seus olhos ficaram presos nos dele, incapazes de piscar ou desviar. Era como se a força da gravidade tivesse sido redirecionada, e agora só existia a atração entre aqueles dois olhares.
E então ele sorriu. Não era um sorriso qualquer; era, de longe, o mais lindo e avassalador que Ly já havia visto. Era algo novo, uma sensação nova. O brilho daquele gesto desarmou cada defesa que ela já se tinha construído.
Sua amiga, Catrina, tentou quebrar o feitiço, erguendo a mão para talvez direcionar a atenção do garoto ou até mesmo para tocar Ly, mas não houve reação. O corpo de Ly estava completamente travado, uma estátua paralisada pelo choque do olhar do garoto.
Catrina tenta mais uma vez;
— Ly, ei psiu?Hello? MULHER DO CÉU!
O susto foi físico. Ly repeliu o corpo de leve, dando um passo para trás. Piscou repetidas vezes, como se estivesse acordando de um sonho vívido.
— Credo, nossa! Calma, eu tava só...
— Paralisada, deixando o Damon no vácuo! — Catrina sussurrou para ela, levando o olhar para a mão de Damon estendida.
Seus olhos se voltaram para o garoto, Damon, que a observava com uma paciência que era, de alguma forma, gentil.
— Tudo bem, vamos começar novamente — Damon sorriu. Ele respirou fundo, estendeu a mão novamente.— Oi, prazer, Damon!
A resposta de Ly foi um mero sussurro, tremula, mas Catrina interveio com um toque no braço da amiga, como se trouxesse ela de volta a si.
— Oi, oi! — Prazer, Ashley. Pode me chamar de Ly!
— Prazer, Ly — ele repetiu o nome dela, que ressoou nela de uma forma estranhamente certa.
Ambos apertaram as mãos. Foi um choque térmico imediato e intenso: a mão gelada de Ly, fria pelo nervosismo, encontrou a mão quente e firme de Damon. A sensação foi tão inesperada quanto o encontro dos seus olhos.
Ly sentiu um calor subir pelo rosto, mas seu corpo respondia de forma oposta: um suor frio começou a escorrer pelas suas costas, um sinal claro da ansiedade que a dominava. O toque deveria durar um segundo, mas seu olhar fixou-se novamente nos olhos dele, e ela se perdeu na profundidade daquele contato, sentindo o calor da mão dele como uma âncora e a velocidade do seu próprio coração como um aviso.
- Pronto Ly pode soltar - Catrina olhou rapidamente para Ly, com um olhar de quem não estava entendendonada e nem pouco gostando. Então ela volta a olhar para Damon que soltar uma piscada discreta e alargar o sorriso, como se estivesse gostando da situação
. - Ei Ly, meu Deus nunca ti vir assim - Catrina interfere nas duas mão que parecem estarem coladas uma na outra. Ashley então percebeu que havia se perdido novamente no tempo e tentou contornar a situação como se de fato nada tivesse acontecido:
- Então a Daisy e o André estão no shop, vamos?
- Não vai da, eu e Damon ja temos planos! —Afirmou Catrina com um breve sorriso abraçando os braços de Damon.
- Então vou entrar para comer algo — Ashely abraça a amiga e acena com as mãos dando tchau a Damon que retribui, ela vira e vai em direção a entrada da Bang que parece estar a cada passo mais longe. O caminho até a porta era uma agonia silenciosa. O chão parecia ter se alongado, fazendo com que estivesse a quilômetros de distância, e a cada passo Ly sentia a urgência de acelerar.
Assim que entra ela procura a mesa mais próxima e senta aliviada coloca a cabeça na mesa, o corpo ainda tremia com a adrenalina.
— Aí, meu Deus, que merda foi essa? Virei retardada? — ela pensou em voz alta, a voz abafada contra o tecido da blusa, permitindo-se finalmente o surto mental.
O alívio durou apenas um segundo.
— Olha, moça, eu não sei, só sei que aqui tem gente.
A voz era feminina, firme e desorientada.
Ly levantou a cabeça desesperada, o cabelo completamente descabelado e o rosto amassado, olhando para a moça à sua frente com uma expressão de choque total.
Foi só então que percebeu: a mesa não estava vazia. Uma mulher olhava para ela com a sobrancelha arqueada com seu copo de Milk-shake na mão
Sem conseguir sequer formular um pedido de desculpas certo, Ly levantou desajeitada. Suas pernas a levaram rapidamente para a única mesa vazia no canto, a mais isolada possível.
Sentou-se, afundando na cadeira do canto, e colocou as mãos sobre o rosto, como se essa simples ação pudesse criar uma capa protetora e invisível, capaz de lhe esconder da vergonha do encontro e, principalmente, do impacto de Damon.
Ela não se lembra de ter se levantado da mesa, muito menos de ter chegado em casa. Quando se deu em si, ela estava sentada na beira de sua cama. Com a cabeça finalmente clara (ou, pelo menos, menos caótica), Ly encarou o próprio reflexo no espelho: a mesma Ly, mas com os olhos ainda carregados.
Então um grito soa pela casa:- OH MÃE SOCCORO ! To doente ! - coloca o travesseiro em sua cara numa tentativa se retirar aquela sensação.
Lá embaixo, Mery, a mãe divorciada e trabalhadora que lutava com a dedicação de uma guerreira para manter as duas filhas bem, soltou o pano de prato na pia da cozinha. Quintas-feiras eram seu dia de folga do trabalho assalariado, mas ela sabia bem que em casa o trabalho dobrava. Ao ouvir aquele grito melodramático, ela já previa a natureza da crise.
— Subindo! — Mery respondeu, o tom de voz calmo e divertido, subindo as escadas.
Assim que entra no quarto ela encosta na porta e já sabia que um dia esse momento iria chegar, mesmo sabendo quão ríspida sua filha poderia ser, sorrir e torce para que a filha perceba que ela está lá- O que minha paciente tem?
- Mãe, eu nunca sentir isso antes - Ashely senta, cruza as penas na cama e bate sinalizando para a mãe sentar. — Suor, coração acelerado, mãos geladas, paralisia...
— Viu passarinho verde foi? Não, espera... Anh? Você? Impossível. Você tem injeção contra essas coisas carnais, Ly — Mery disse, ironizando e sentando-se confortavelmente ao lado da filha. Ela tocou a testa de Ly com a mão, apenas para ter certeza de que não era febre de verdade, mas o calor vinha apenas da vergonha. — Conte-me tudo sobre esse vírus inesperado.
— Pois é, mãe, isso é impossível — Ly fez uma careta de desespero, o que fez Mery sorrir ainda mais.
Mery a puxou gentilmente para um abraço de lado, com a naturalidade de quem já enfrentou mil dramas da filha.
— Garota, você tem 15 anos, é normal. Anormal seria se você não sentisse nada. É assim que o corpo descobre o que é gostar de alguém, é assim que...
— Mãe, pode parando! — Ly se soltou bruscamente do abraço e levantou-se da cama, caminhando para o centro do quarto como se precisasse de espaço para a explosão. — Isso é temporário. Não posso me apaixonar novamente!
Ly fechou os olhos, e o quarto sumiu. a dor de um ano e meio atrás volta a doer em seu peito e um flashback aparece em sua mente.
Ela estava em frente ao espelho, tentando se apressar.
— Amor, adianta! Vamos perder o ônibus!
A voz de Melli era insistente, mas carregada de uma doçura familiar.
— Calma, calma! — Ly respondeu, concentrada no delineador.
Melli se aproximou, e ela sentiu as mãos dele nas suas costas.
— Amor, você é linda, não precisa disso. Filha, adianta!
Ly revirou os olhos, mais por hábito do que por raiva.
— Melli, esse negócio de me chamar de ‘filha’ é bizarro.
Ele riu.
— Me chama de ‘filho’, então — Ele se virou, e ambos se olharam, rindo da piada interna. — Olha, amor, é algo natural. Não sei por que...
Ele a puxou pela cintura, as mãos firmes, trazendo-a para perto. Nariz com nariz e sussurrou:
— ... eu vou cuidar de você, amar você, proteger você, beijar você, fazer cócegas...
Ele interrompeu o clima e começou a fazer cócegas na lateral do corpo dela. Ly tentou se soltar em meio a gritos de risos e protestos fofos.
Assim que percebeu os olhos querendo lacrimejar das risadas ele parou, olhou-a nos olhos,
— ... e não é só um apelido que vai mudar nada, “filha” — Melli deu um beijo suave na testa dela, algo de costume entre os dois, e de fato era o que ly mais amava nele.
— Prometo tentar me acostumar — Ly respondeu com o sorriso mais largo que conseguia fazer, ela estava nos seus braços e isso era o suficiente.
Oflashbackdoloroso se desfez com a voz de Mery, tentando puxar a filha de volta ao presente:
— Ei, ei, menina? — Mery tocou de leve o braço de Ly. — Ly?
— Anh? Oi? — Ly piscou, a expressão assustada presa em seu rosto, totalmente desorientada.
— Eu que te pergunto, esquisita. Olha só, você fica falando que a Meghan é adotada, mas e você? Tenho minhas dúvidas — Mery brincou, fazendo as duas darem uma risada nervosa. O humor era o curativo rápido entre elas.
— Eu só acho que... — Ly tentou encontrar palavras para expressar o medo de se apaixonar.
- Quantas vezes eu já te falei que o passado é lição para quer não se repita no futuro ?- Mery puxa o queixo de Ashely olhando bem em seus olhos- Deus ainda ira colocar alguém que vai ti mostra o que é o amor, Ly.- Não preciso de amor mãe, já tenho o seu e o da Meghan.- Quem disse que eu te amo iludida ? - Meghan fala ressurgindo da porta fazendo Ashely e mery se assustasse - Olha, mãe, ela é sua filha legítima, tenho certeza! Vocês duas são tampa e panela! — Meghan disparou, rindo abertamente da cara de susto das duas.
- To dizendo que ela é adotada - Ashely dispara um travesseiro em direção a irmã que desvia e corre para o meio das duas
- Olha só, eu tenho plena certeza que as duas veio da minha barriga, são minhas eternas meninas.- Todas se abraçaram.
O abraço se desfez em meio a risadas e a ameaça de travesseiradas de Ly. mas o seu celular começa a vibrar com uma nova notificação. Um sorriso imediato surgiu no rosto de Ly. Ela se sai do abraço e vai rapidamente pegar ele.
Mensagem de Denguinho;Denguinho:- Iai, minha bruxinha, tá de boa?
Denguinho:- Percebi você aérea lá no Bang. De boas?
Mery não precisava verificar o que era, ela ja sabia. Ela olhou para Meghan, levantando a sobrancelha com um ar de quem diz “Eu não disse?“.
— Ou será que o destino já trouxe alguém, hein, Meghan? — Mery provocou, inclinando a cabeça na direção do celular.
Ly tenta puxar o travesseiro da mão de Meghan que segura com força, já sabendo que lá seria vitima dele. As duas riram.
— Podem ir saindo do meu quarto! Minha bad já passou, tchau, tchau! — Ly fala expulsando a mãe e a irmã do quarto.
Elas levantaram e vão caminhando em direção à porta.
— Na próxima vez te deixamos aí sozinha, sua doida — Meghan olhou para a irmã, colocando o dedo perto do rosto dela em tom de ameaça. Ly tentou morder o dedo da irmã.
— Credo, que próxima vez o quê? Tchau, vocês! — Ly empurra elas gentilmente para fora e fechando a porta.
Ly fechou a porta, se sentar no chão do quarto, a cabeça encostada. O sorriso provocado pela mensagem desapareceu.
Seus pensamentos voltaram a girar em torno da provocação da mãe.O destino ainda vai te dar alguém que vai te mostrar o que é o amor.
— Não, nana, nina, não! Para, Ashley, pelo amor de Cristo! Isso não, ele mesmo não! — Ly dispara em tom firme, tentando desesperadamente empurrar para longe a ideia de que Damon poderia ser algo mais do que um susto.
— Tá vendo, mãe? Ela é doida, falando sozinha! — A risada de Meghan soou alta e clara do lado de fora da porta.
Ly não se assusta, isso era tipico da Meghan, então da um soco na porta.
— Vaza, Meghan! Me deixa! Adianta! — Fala afim de afasta a irmã.
— Ainda estou ouvindo você — Meghan respondeu, a voz se afastando enquanto ela descia as escadas, rindo da irmã.
O alívio da partida de Meghan era a licença que Ly precisava para se render a qquem poderia então lhe entender. Ela pegou o celular, olhando novamente para a mensagem. O sorriso voltou, desta vez genuíno e cúmplice.
Continua ...








