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A Arte de Partir

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Resumo

Madelyn Ashworth passou a vida inteira se preparando para herdar um futuro que nunca escolheu. Durante o dia, ela é a filha de uma das famílias mais poderosas, de quem se espera um casamento estratégico com outra dinastia e que se torne o complemento perfeito para uma vida planejada muito antes de ela nascer. À noite, ela escapa para um apartamento secreto onde nomes não importam, sentimentos não permanecem e ninguém fica. Até que dois homens desmantelam as regras que ela criou para sobreviver. Henry Blackwell deveria ser uma obrigação. Kyle Morrison deveria ser uma válvula de escape. Em vez disso, eles a forçam a encarar a única coisa que ela passou a vida evitando: a liberdade de escolher. Porque ir embora sempre foi fácil. Construir uma vida própria pode ser a coisa mais difícil que ela já fez.

Status
Completo
Capítulos
25
Classificação
5.0 7 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

Kyle

Tudo está meio confuso.

As luzes, o quarto. Lembro-me vagamente de subir para cá — alguma desculpa de merda sobre me mostrar a coleção de vinis dela ou seja lá o que diabos ela disse. Não importa.

Só consigo ver ela.

As curvas dela, a textura da pele, o peso dos seios quando ela puxou o top de couro para baixo dois minutos atrás. Aquelas coisas maravilhosas simplesmente saltaram, os mamilos já duros, e porra, o peso deles nas minhas mãos — real, natural, daquele tipo que tem um peso de verdade quando você agarra. Não aqueles implantes que parecem que você está apertando uma bola de basquete. Eles se movem, mudam de lugar, pressionam-se um contra o outro quando ela arqueia as costas.

Já fodi muitas garotas.

Muitas mesmo. Patricinhas, garotas de bar, aquela instrutora de ioga que era obcecada por cristais e chamava meu pau de “energia masculina divina” ou alguma merda assim. Corpos magros, gemidos falsos, todo aquele teatro. Ficou chato.

Mas esta aqui é tão... diferente.

Puxo-a para mais perto, aquele corpo doce e pequeno pressionado contra o meu. Ela não está tentando ser sexy — ela simplesmente *é*, porra. O jeito que a barriga dela tensiona quando passo a mão, como a respiração dela falha quando meus dedos contornam o cós daquele jeans que esteve me deixando insano a noite toda. A pele dela tem esse calor, lisa, mas não daquele jeito de foto com filtro. É real. Macia onde deveria ser macia, firme onde quero apertar.

A bunda dela cabe nas minhas mãos como se tivesse sido desenhada para elas. Aperto com força suficiente para deixar marcas — ela solta um arquejo na minha boca, não se afasta. Esfrega-se com mais força contra o volume na minha calça e, puta merda, só a fricção já seria o suficiente para eu gozar se eu deixasse.

“Você é sempre assim, tão saidinho?”, ela sussurra contra meus lábios, mas está sorrindo, com as pupilas dilatadas.

“Você é sempre assim, tão fácil?”, respondo na lata, e ela morde meu lábio inferior com força suficiente para doer.

O cabelo dela tem cheiro de algo caro — baunilha e fumaça, e mais alguma coisa que não consigo identificar. Está em toda parte, caindo pelos ombros, fazendo cócegas no meu peito quando ela se abaixa para beijar meu pescoço. Ela tem esse jeito de usar a língua, só a pontinha, contornando minha clavícula enquanto as mãos dela trabalham meu cinto.

O quarto gira um pouco. Bebida, provavelmente. Ou talvez seja só ela.

Não sei.

Acho que nem trocamos nomes. Honestamente, acho que ela nem se importa. Ela parece ocupada demais desabotoando meu cinto, com os seios de fora como se fosse algum tipo de deusa nudista sexy. As unhas dela estão limpas, com um esmalte branco leitoso, e não sei por que isso me marcou — talvez porque elas estejam arranhando meu zíper, fazendo um som suave que vai direto para o meu pau.

Em segundos, ela me tem na mão macia, e eu gemo.

Não consigo evitar. O jeito que os dedos dela se enrolam — eles não chegam a se fechar, e há esse momento em que ela ajusta a pegada, aperta da base até a ponta como se estivesse testando o peso.

“Porra, você tem um grandão”, ela murmura, como se estivesse apenas constatando um fato, sem realmente me elogiar.

É quente.

Mais quente do que todas as performances de “meu deus, você é tão grande” que já recebi antes. Ela está apenas... observando. Quase clínico, exceto pelo polegar dela que faz esse movimento, circulando a cabeça, espalhando o pré-gozo que já está vazando. Os seios dela balançam com o movimento do braço, e fico paralisado — observando-os se moverem, o jeito que os mamilos são pontinhas duras, como um deles tem uma pequena sarda logo acima.

“Vai ficar só olhando ou vai fazer alguma coisa?”, ela pergunta, e há uma certa rispidez na voz dela. Um desafio. Deboche, talvez.

Foda-se isso.

Agarro um punhado do cabelo dela — não daquela porra educada e gentil, mas agarro de verdade — e puxo o rosto dela para o meu. Ela arqueja, os lábios se entreabrem, e eu empurro minha língua na boca dela enquanto minha outra mão encontra um seio, amassando-o com tanta força que ela geme durante o beijo. A mão dela continua trabalhando meu pau, mais rápido agora, girando na ponta de um jeito que faz meus quadris balançarem.

“Esse jeans”, rosno contra a boca dela, lutando com o botão. “Tira. Agora.”

Ela ri — ri de verdade, porra — e se afasta o suficiente para deslizar a calça pelos quadris. Sem calcinha. É claro que não estava de calcinha. O jeans cai e lá está ela, completamente nua, e Cristo, ela é depilada, os lábios da xoxota já brilhando na luz baixa.

“Você não perde tempo”, digo, conseguindo falar.

“Você também não, pelo visto.” Ela olha para onde meu pau está ereto, vermelho e latejando na mão dela. “Vai usar isso ou só vai deixar eu bater uma para você?”

A putaria soa natural vindo dela. Não é coisa de filme pornô, não é ensaiado. É apenas... direto. Como se ela estivesse perguntando se eu quero café.

Empurro ela para o sofá, e ela abre as pernas sem nem pedir. Sem joguinhos, sem falsa modéstia. Apenas se abre, uma mão descendo pela barriga para se afastar mais, me mostrando tudo.

“Bom?”, ela diz, com uma sobrancelha arqueada.

Eu me coloco entre as coxas dela, e o cheiro dela me atinge — almiscarado, doce, real. Não está disfarçado por sabonete floral. Apenas xoxota pura, molhada e pronta. Arrasto minha língua do ânus até o clitóris em um único movimento longo e ela dá um solavanco, as coxas prendendo minha cabeça.

“Puta merda”, ela arqueja, e a mão dela encontra meu cabelo, segurando com força.

Eu trabalho nela, chupando o clitóris enquanto dois dedos deslizam para dentro, encontrando aquele ponto que faz as costas dela se arquearem para longe das almofadas. Ela tem gosto de sal e sexo, e os sons que ela faz — aqueles cânticos baixinhos e ofegantes de “porra, porra, porra” — são melhores do que qualquer pornô que já ouvi.

A xoxota dela se fecha em volta dos meus dedos, ficando mais apertada, mais úmida. Sinto ela chegando lá, as coxas tremendo, e não paro. Curvo os dedos com mais força, sugo o clitóris entre os dentes, e ela grita — grita de verdade — enquanto goza, jorrando sobre minha mão, o corpo todo convulsionando.

“Ai, Deus”, ela ofega, empurrando minha cabeça. “Demais, demais—”

Eu me afasto, com o rosto encharcado, e limpo a boca com as costas da mão. Meu pau está tão duro que dói, e ela percebe, ainda recuperando o fôlego.

“Sobe aqui”, ela ordena, e eu rastejo sobre ela, me posicionando. A ponta do meu pau pressiona contra a entrada, e mesmo tendo acabado de gozar, ela está apertada — tão apertada, porra, que tenho que empurrar para entrar.

“Porra”, ela sibila, as unhas cravando nos meus ombros enquanto eu afundo. Centímetro por centímetro, a xoxota dela se esticando ao meu redor, quente, lisa e perfeita.

Quando estou finalmente enterrado até o talo, nós dois apenas... paramos. Respirando pesado, os seios dela pressionados contra meu peito, meu rosto no pescoço dela.

“Move”, ela sussurra, e eu obedeço.

É... não vou mentir. É meio mágico. Ela segue meu ritmo tão facilmente, como se fosse natural para ela. Talvez ela faça isso muito, e seja assim que um bom sexo deve ser. Talvez eu tenha estado com garotas que eram muito tensas, muito presas à própria cabeça, preocupadas com a aparência ou com o som que faziam. Não sei.

Só sei que ela é perfeita. Gemidos ofegantes, quadris se movendo no tempo certo, seios balançando. Ela está com a testa na minha, uma mão na nuca, olhando para baixo entre nós com os lábios entreabertos, observando sua xoxotinha me engolir repetidamente.

É a coisa mais sexy do mundo.

O jeito que os lábios da xoxota dela se esticam ao redor do meu membro, me apertando a cada estocada — ela está observando como se fosse a coisa mais quente que já viu. E, porra, isso só me deixa mais duro, saber que ela está tão envolvida nisso quanto eu. A respiração dela sai em arfadas rápidas, quente contra meu rosto, e a cada algumas estocadas ela solta um ganido que vai direto para os meus colhões.

“Deus, olha só isso”, ela murmura, quase para si mesma. “Olha como você me preenche, porra.”

A putaria dela não é performática. Ela está hipnotizada, observando meu pau desaparecer nela várias e várias vezes, todo liso e brilhando com a umidade dela quando eu puxo para trás. Só o visual — a xoxota lisa esticada apertada ao meu redor, os seios balançando a cada estocada, aquele olhar faminto no rosto dela — é quase demais.

Mudo o ângulo, empurro mais fundo, e ela arqueja, as unhas arranhando minhas costas com força suficiente para deixar marcas.

“Ali mesmo, porra, ali *mesmo*—”

Ela não está fingindo. Já ouvi gemidos falsos o suficiente para saber a diferença. Isso é real — o jeito que a voz dela falha, como as coxas dela tremem contra meus quadris, o modo como a xoxota dela se aperta em volta de mim quando acerto aquele ponto. Ela está buscando isso, girando os quadris para encontrar os meus, e nós achamos um ritmo que é simplesmente... perfeito, porra.

Os seios dela pressionam meu peito a cada estocada, macios, quentes e reais. Consigo sentir o coração dela, batendo tão rápido quanto o meu. O quarto cheira a sexo, suor e qualquer perfume que ela esteja usando, tudo misturado em algo primitivo.

“Você é tão gostosa, porra”, eu gemo no pescoço dela, e ela ri — aquele som ofegante e encantado.

“É? Você gosta de me foder?”, ela se afasta o suficiente para olhar para mim, olhos semicerrados, lábios inchados pelos beijos. “Gosta de como estou molhada para você? De como estou apertada?”

“Porra, sim.”

“Então me fode mais forte.”

Não é um pedido. É uma ordem, e algo dentro de mim simplesmente... se solta.

Prendo as pernas dela sobre meus ombros, dobrando-a ao meio, e começo a martelar dentro dela. O ângulo me permite ir mais fundo, e ela grita, a cabeça jogada para trás, os seios balançando violentamente a cada estocada. O som de pele com pele preenche o quarto, obsceno e perfeito, e ela está balbuciando agora —

“Sim, sim, sim, me fode, me fode, desse jeitinho, não para, não para, porra—”

A mão dela voa para entre nós, os dedos encontrando o clitóris, esfregando freneticamente enquanto eu a destruo. Sinto ela ficando mais apertada, mais molhada, o corpo todo tensionando, e sei que ela está perto.

“Vai, vem logo”, eu grunho, com o suor escorrendo pelo meu rosto.

“Ai, Deus, ai, Deus, ai— *porra—”

Ela detona. A xoxota dela se fecha com tanta força que quase dói, impulsos rítmicos ordenhando meu pau enquanto ela grita, as costas se arqueando. Sinto ela jorrando ao meu redor, encharcando meus colhões, e a visão dela — rosto contorcido em êxtase, seios arfando, aquela xoxota maravilhosa espasmando ao meu redor — me leva direto ao limite.

“Vou gozar”, consigo dizer. “Onde—”

“Fora—” ela avisa, e eu rosno, quase tarde demais, me arrancando com um estalo úmido que faz nós dois arquejarmos.

Meu pau lateja na minha mão, irritado e liso com os fluidos dela, e então eu explodo — cordões grossos de porra disparando pelo estômago dela, seus seios, pintando os lábios da xoxota de branco. O primeiro jato a atinge logo abaixo do umbigo, quente e pesado. O segundo acerta bem o monte dela, escorrendo para cobrir seu clitóris ainda trêmulo. Ela se sobressalta com o contato, hipersensível, soltando um gemidinho de choque.

“Porra, porra—” Continuo me masturbando durante o processo, mirando, observando minha porra respingar sobre a pele lisa dela. Outro jato cai sobre os seios dela, pintando aquela sarda perfeita que notei mais cedo. O visual é obsceno — essa garota deslumbrante estirada abaixo de mim, coberta pela minha carga, a xoxota dela ainda se fechando sobre o nada, brilhando com sua própria umidade misturada com meu esperma.

Ela também observa, apoiada nos cotovelos, lábios entreabertos, fascinada pela bagunça que estou fazendo nela. Quando as últimas gotas escorrem para a parte interna da coxa dela, ela desce a mão, arrastando os dedos pelo esperma que se acumulou no umbigo dela.

“Tem tanto”, ela murmura, levando os dedos aos lábios para examiná-los. Fios brancos e espessos conectam seus dedos quando ela os afasta. “Quando foi a última vez que você gozou?”

“Esta manhã”, admito, ainda recuperando o fôlego, meu pau ainda tremendo na minha mão.

“Porra.” Ela ri, olhando para si mesma. “Nem parece. Parece que levei um bukkake.”

A comparação crua faz meu pau exausto dar um solavanco valente. Ela percebe, sorrindo maliciosamente.

“Não me diga que já está pronto para a segunda rodada.”

“Me dá cinco minutos”, murmuro, colapsando ao lado dela. Meu esperma está por toda parte — espalhado pelo estômago dela, escorrendo pelas laterais, cobrindo os lábios da xoxota.

Ela pega mais um pouco, desta vez de onde se acumulou entre os seios, e leva à boca. Chupa os dedos até limpá-los, mantendo contato visual o tempo todo, fazendo um espetáculo disso — a língua circulando, as bochechas afundando.

“Mmm. Salgado”, ela diz, como se estivesse avaliando um vinho. “Nada mal, no entanto. Melhor que a maioria dos caras.”

“A maioria dos caras?”, levanto uma sobrancelha.

“O quê, você achou que era especial?”, mas ela está sorrindo, provocando. A mão dela desce pela barriga, os dedos brincando na bagunça, espalhando tudo. “Embora eu tenha que admitir, o volume é impressionante. E o jeito que você pinta uma garota...”

Ela leva os dedos cobertos de porra até a boceta, usando-os para espalhar o meu líquido pelos lábios, misturando-o com sua própria umidade. A cena é pornográfica — ela brincando consigo mesma, usando minha porra como lubrificante, aquelas unhas pintadas de branco brilhando enquanto estimulam seu clitóris.

“O que você está fazendo?” Minha voz sai mais rouca do que eu pretendia.

“Com o que parece?” Ela circula o clitóris devagar, de propósito. “Você me deixou toda suja. É melhor aproveitar.”

A outra mão dela sobe até o seio, espalhando a porra pelo mamilo e apertando-o. Ela está dando um show agora, e porra, se não está funcionando. Meu pau está definitivamente reagindo, interessado apesar de ter acabado de se esvaziar.

“Além disso”, ela continua, a voz ficando ofegante à medida que seus dedos se movem mais rápido, “eu ainda estou muito fodidamente excitada. Você me deixou quase lá antes de tirar, e agora eu estou só...”

Ela para de falar, mordendo o lábio, com o quadril começando a girar contra a mão. Os sons molhados dela se masturbando preenchem o quarto — escorregadios, obscenos, pontuados pelos seus pequenos suspiros.

Eu observo, hipnotizado, enquanto ela se toca. Minha porra está por toda parte, sendo esfregada em sua pele, e de alguma forma isso deixa tudo mais quente. Marcando-a. Reivindicando-a, mesmo que eu nem saiba o nome daquela desgraçada.

“Você também”, ela ordena, com os olhos fixos no meu pau. “Eu quero ver você ficar duro de novo enquanto eu gozo.”

Quem porra sou eu para discutir? Envolvo minha mão no meu pau, ainda sensível, e começo a acariciar devagar. É quase demais, mas vê-la assim — coberta pela minha porra, dedos enterrados na boceta, peitos balançando enquanto ela se esfrega contra a mão — faz o desconforto valer a pena.

“Isso”, ela suspira. “Porra, você está ficando duro tão rápido. Você gosta de me ver? Gosta de ver minha porra toda em você?”

“Sim”, eu gemo, acariciando mais rápido apesar da sensibilidade.

“Me diz. Me diz o que você gosta.”

“Eu gosto — porra — eu gosto de ver você coberta com ela. Como se você fosse minha. Como se eu tivesse te marcado.”

Ela geme, com os dedos se movendo freneticamente agora. “É? Quer me marcar de novo? Me cobrir com outra porrada?”

“Porra, sim.”

“Então fique duro para mim. Deixe esse pauzão pronto de novo porque — ai meu Deus, ai meu Deus—”

Ela goza de novo, arqueando as costas, a mão livre agarrada aos lençóis. A boceta dela pulsa ao redor dos dedos, e eu consigo ver mais da sua umidade jorrando, misturando-se com a porra que ainda cobre seus lábios. A visão me deixa totalmente duro de novo, de uma forma impossível, meu pau em pé como se eu não tivesse acabado de ter o orgasmo da minha vida dois minutos atrás.

Quando ela finalmente se acalma, ofegante e corada, ela olha para minha ereção e dá um sorriso.

“Bem, porra. Acho que cinco minutos foi generoso.”

“Acho que sim.”

Ela faz sinal com o dedo para que eu chegue perto. “Vem aqui. E dessa vez, você não vai tirar até que eu te mande.”

Quando acordo, já é meio-dia.

Estou completamente nu no sofá de alguém. Nada elegante, Kyle. E também não é a minha primeira vez.

Mas não posso reclamar — meus sacos estão vazios, meu pau foi muito bem usado, e não há sinal da loira sexy misteriosa com quem eu fiquei. Meu corpo parece ter lutado dez rounds em um ringue. Tem arranhões nas minhas costas, marcas de mordida no meu ombro, e quando eu me mexo, meu abdômen dói para caralho. Tenho quase certeza de que fomos mais umas três vezes depois daquela segunda rodada. Talvez quatro? Tudo não passa de um borrão de peitos, bocetas e ela montada em mim até eu achar que meu pau ia cair.

Tem um saco de papel pardo na mesa de centro e um post-it.

“Não tenha pressa. A porta é eletrônica, é só fechar quando sair. M”

É isso. Sem nome, sem número, sem aquela baboseira de “a noite passada foi incrível”. Só... um bilhete me dizendo para dar o fora quando eu estivesse pronto. Uma inicial.

Eu deveria me sentir usado. Em vez disso, estou sorrindo que nem um idiota.

Pego o saco de papel e dou uma olhada dentro. Bagel, cream cheese, suco de laranja e — eu dou uma risada alta — uma cartela de Advil.

Tomo três Advil a seco, viro metade do suco de laranja e analiso o apartamento à luz do dia. É legal — tipo, muito legal. Tijolos aparentes, janelas enormes, arte de verdade nas paredes que não parece ter vindo de loja de departamento barata. O sofá onde estou jogado nu provavelmente custou mais que meu carro. Tem uma estante cheia de livros de verdade, não só baboseira decorativa. Uma vitrola no canto com uma pilha de discos de vinil ao lado.

Então ela não estava mentindo sobre a coleção de discos. Não que eu tenha chegado perto o suficiente para conferir.

Minhas roupas estão espalhadas por todo lado — jeans no chão, camisa pendurada em um abajur, cueca... Eu não faço a menor ideia de onde minha cueca está. Acabo encontrando, entalada entre as almofadas do sofá, toda encrostada de porra seca. Elegante.

Enquanto visto o jeans, sem cueca mesmo porque foda-se, percebo outras provas da nossa maratona sexual. Tem uma mancha úmida no piso de madeira perto da cozinha. Tenho certeza de que foi ali que ela se curvou no balcão e eu a comi por trás enquanto ela pedia para eu bater na bunda dela. A lembrança faz meu pau tremer, apesar de estar totalmente exausto.

As almofadas estão por todo lado. A mesa de centro foi empurrada a quase um metro de onde provavelmente costuma ficar. Tem o que parece ser, suspeitamente, a marca de uma boceta na janela — condensação de quando eu a prendi ali, comendo-a enquanto as luzes da cidade brilhavam lá embaixo.

Eu deveria me sentir um lixo por ir embora sem me despedir. Mas ela claramente queria que fosse assim. Sem café da manhã constrangedor, sem conversa de “o que nós somos”, sem fingir que isso foi qualquer outra coisa além do que foi: a melhor transa da minha vida com uma garota cujo sobrenome eu nunca saberei.

Meu celular está morto, naturalmente. Pego minha carteira, minhas chaves e dou uma última olhada no apartamento, tentando memorizá-lo. Não que eu vá conseguir voltar aqui — eu estava bêbado demais e excitado demais ontem à noite para prestar atenção nos nomes das ruas.

O bagel é muito bom. Como de pé na cozinha dela, ainda sem camisa, admirando a cafeteira cara e a geladeira cheia de cardápios de delivery.

Isso é bom demais para alguém que está na faculdade como eu. Tipo, bom demais para caralho.

Olho em volta e não encontro pista nenhuma. Nada que entregue o curso dela, o nome dela, ou como porra ela paga por esse apartamento.

Eu nem sei quantos anos ela tem. Quer dizer, sei que ela é maior de idade e que estudamos na mesma universidade. Fora isso? Não faço ideia. O campus é enorme, tem milhares de estudantes.

E tudo o que sei é que ela é loira e transa como um sonho.

E aparentemente tem dinheiro. Muito dinheiro.

Eu ando pelo lugar dela como um estranho, bagel na mão, tentando montar o quebra-cabeça de com quem porra eu passei a noite. A cozinha tem uma daquelas geladeiras chiques com tela. Tem um suporte de vinhos com garrafas que provavelmente custaram mais que meus livros didáticos.

Na sala, a TV está montada na parede — deve ter pelo menos 70 polegadas. Tem um PS5 embaixo dela, alguns jogos espalhados por perto. Elden Ring, The Last of Us, algum jogo de corrida. Então ela é gamer. Quente.

Mas não tem nenhuma correspondência por aí, nenhuma conta com o nome dela. Nenhum crachá de estudante deixado de propósito. Os livros na estante são de todo tipo — filosofia, poesia, alguns thrillers, The Ethical Slut. Eu dou uma risada curta com esse último. Combina.

Verifico o quarto, me sentindo um lixo, mas curioso demais para parar. A cama está completamente destruída — lençóis pela metade no chão, travesseiros por toda parte, uma mancha úmida bem no meio que me faz sorrir. Nós definitivamente a batizamos como deve ser.

O criado-mudo não tem nada de útil. Protetor labial, um vibrador (grosso, roxo, bem usado pelo visto), uma garrafa de água pela metade. A cômoda está cheia de joias — coisas que parecem caras, ouro e prata misturados de um jeito que sugere que ela não dá a mínima para combinar. Tem uma caixinha da Tiffany, vazia, jogada ali de qualquer jeito.

O closet é enorme, cheio de roupas que parecem de grife. Eu não entendo nada de moda, mas sei reconhecer algo caro quando vejo. Jaquetas de couro, blusas de seda, jeans que provavelmente custam o que eu ganho em uma semana no meu emprego no campus. Sapatos alinhados — saltos, botas, tênis que são claramente edição limitada.

Quem porra é essa garota?

Quer dizer, sim, tem gente rica na nossa faculdade. Herdeiros cujos pais compraram apartamentos para eles em vez de fazê-los sofrer na vida de dormitório. Mas isso aqui parece diferente. Este apartamento não é um presente de formatura — ele tem personalidade, como se ela realmente morasse aqui há um tempo. A arte não é aleatória; é escolhida a dedo. Os livros estão gastos, realmente lidos.

Talvez ela seja filha de pais ricos. Ou talvez ela tenha um "sugar daddy". O pensamento faz algo estranho revirar no meu estômago — ciúme, talvez, o que é uma estupidez, já que eu nem sei o nome dela.

Exceto que... não houve energia de "sugar daddy" ontem à noite. Ela não estava atuando para ninguém além de si mesma. O jeito que ela assumiu o controle, o jeito que ela sabia exatamente o que queria e pegou — aquilo não era uma garota desempenhando um papel.

Volto para a cozinha, termino o bagel, viro o resto do suco de laranja. Meu reflexo na porta do micro-ondas está um caos — barba por fazer, cabelo espetado para todo lado, aqueles arranhões no meu pescoço visíveis mesmo no cromo distorcido.

Eu pareço acabado. Totalmente usado. E não consigo parar de sorrir por causa disso.

Tem um mural de avisos perto da porta com várias coisas penduradas — ingressos de shows, um cartão-postal de Paris, umaquelas tiras de fotos de cabine dela com outras garotas fazendo caretas. Na foto, ela está com a língua para fora, olhos vesgos, não parecendo em nada com a deusa do sexo que me montou até a exaustão ontem à noite. Ela parece... jovem. Divertida. Normal.

Mas ainda não tem nome, nem horário de aulas, nem identificação de estudante, nada.

Reviro os bolsos do jeans, esperando que talvez eu tenha salvo o número dela bêbado ou algo assim. Nada. Só minha carteira, chaves e o recibo do bar onde estávamos. The Rusty Nail. Certo. Lembro agora — ela estava sentada sozinha no bar, tomando um uísque puro, e quando eu sentei ao lado dela, ela me olhou de cima a baixo e disse: “Você serve”.

Não foi “você é bonitinho” ou “me compra uma bebida”. Apenas “você serve”.

E porra, aquela confiança foi inebriante. Ainda é.

Visto minha camisa — ela cheira a sexo e ao perfume dela, algo caro e floral que eu definitivamente vou me masturbar lembrando mais tarde. Meu jeans continua sem cueca, a minha jogada em uma bola no bolso porque não vou usar aquela coisa encrostada.

Uma última olhada em volta. O apartamento é no quarto andar, unidade de canto, janelas voltadas para o que parece ser a parte mais nobre do campus. O tipo de área onde os professores moram, não estudantes. O que faz sentido — não tem como um alojamento estudantil permitir um lugar tão bom assim.

Pego meu celular, morto como um defunto, e sigo para a porta. Tem um espelho no corredor, e eu vejo meu reflexo de novo. Pareço ter sido atropelado por um caminhão. Um caminhão loiro e sexy, com peitos perfeitos.

A fechadura eletrônica estala atrás de mim, e fico parado em um corredor acarpetado que cheira a velas caras. Só tem outras duas portas neste andar. Quem mora aqui tem dinheiro.

Pego a escada em vez do elevador, ainda tentando sacudir a sensação surreal de tudo aquilo. A melhor transa da minha vida com uma garota que não consigo identificar, em um apartamento que nunca mais vou encontrar, e tudo que ganhei foi um bagel e um Advil.

Lá fora, o sol da tarde está brutal. Eu semicerro os olhos, tentando me orientar. Estou definitivamente ainda perto do campus — consigo ver a torre da biblioteca ao longe — mas este é o lado caro. O lado onde professores e estudantes de pós-graduação com bolsa vivem, não universitários quebrados como eu.

Meus sacos estão vazios, meu corpo está destruído e eu não tenho absolutamente nenhuma maneira de encontrá-la de novo.

Parte de mim quer ficar vigiando o The Rusty Nail, ver se ela aparece de novo. Mas algo me diz que não é assim que isso funciona. Ela queria uma noite. Ela teve. E se ela quisesse mais, teria deixado o número dela.

Em vez disso, ela me deixou um bagel e uma lembrança que vai abastecer minhas punhetas pela próxima década.

Começo a caminhar em direção ao campus principal, ainda sorrindo que nem um idiota, e puxo meu celular morto inutilmente. Preciso carregar essa coisa, descobrir que dia é hoje e provavelmente pedir desculpas para quem quer que eu deveria ter encontrado esta manhã.

Mas primeiro, preciso descobrir como porra vou achar uma garota loira, com peitos perfeitos e um apartamento legal em algum lugar de um campus de trinta mil estudantes.

É. Boa sorte com isso, Kyle.

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Ver 2 comentários anteriores...
author

Oh she is definitely some crazy girl 😅 I get the feeling therapy sessions would be appropriate 😂

21 dias
1
author

OMG 😲 I'm hooked already, bloody fantastic 1st chapter 👏👏 I'm, not a fan either of love triangles, but crikey, willing to give this a shot. 🌶🥵

19 dias
2
author

I’m liking this so far! no foreplay just boom 💥

15 dias
1