The Humiliation
— Nem ferrando, cara. Você está mentindo — a voz de Miller ecoou, seguida pelo tilintar característico de copos de plástico. — Não tem chance de você ter conseguido isso. Não com a Tina Black.
— Eu te avisei, não avisei? — Chase respondeu. Seu tom era leve, despretensioso e carregado daquela risada arrogante que ela costumava confundir com charme. — Quando é que eu perco?
— Cara, ela é literalmente invisível em Ravenstone — Jax comentou, rindo. — Como você conseguiu fazer ela te notar, quanto mais levar ela pra cama? O que você fez, escreveu um poema?
Um coro de risadinhas surgiu do grupo.
— Não precisei de muito — Chase disse com naturalidade. — Alguns elogios, um pouco de contato visual no corredor e ela estava praticamente implorando. Garotas como ela? Elas são desesperadas por um cara como eu dando atenção. Os cem dólares mais fáceis que já ganhei.
— Paga logo, Miller! — Jax gritou, batendo palmas. — Passa a grana! Eu te falei que o Cox não ia amarelar pra uma aposta.
— Cara, você é um problema — Miller resmungou, com o som de uma nota sendo entregue. — Ela realmente achou que você gostava dela? Isso é cruel, Cox. Ela provavelmente achou que você era o sonho de colégio dela.
— Ah, qual é, olha pra ela — Chase riu, um som lento e desdenhoso que foi direto ao ponto. — Alguém realmente achou que eu levaria alguém como ela a sério? Foi uma aposta, nada mais.
O peito de Tina ficou completamente frio. O calor das últimas semanas — as mensagens de madrugada, os sorrisos trocados, a sensação repentina e avassaladora de que Chase Cox realmente se importava — evaporou em um único batimento cardíaco.
Ela contornou o batente da porta antes que seu cérebro pudesse convencer suas pernas a parar.
A risada morreu instantaneamente. Jax congelou no meio da gargalhada, com os olhos alternando entre Tina e Chase. Miller abaixou o copo, um olhar desconfortável de culpa passando pelo seu rosto enquanto ele dava um passo para trás.
— Irmão... — Jax murmurou baixo, cutucando o ombro de Chase. — Fica quieto...
Chase não se abalou. Ele apenas se encostou na parede, com um copo descartável vermelho descansando preguiçosamente em sua mão, seus olhos escuros travando nos dela com um sorriso de desdém.
— Cuidado, Black — Chase disse, sua voz irritantemente calma. — Ficar de ouvidos colados não combina com você.
As mãos de Tina tremiam ao lado do corpo, mas ela forçou o queixo a se erguer. — Tudo... tudo isso foi apenas uma aposta?
Miller limpou a garganta, nervoso. — Ei, Cox, a gente vai pegar outra bebida...
— É, te vejo lá fora, cara — Jax acrescentou rapidamente, ambos praticamente tropeçando nos próprios pés para escapar pelo corredor.
Assim que eles se foram, Chase deu um gole lento em seu copo, olhando-a de cima a baixo sem um pingo de remorso.
— Não fique tão dramática, Tina — Chase disse, inclinando a cabeça. — Qual é. Olhe para você, depois olhe para mim. Você realmente achou que isso ia dar em alguma coisa?
— Você me usou — ela sussurrou, com a voz embargada.
— Você conseguiu o que queria, não conseguiu? — Ele riu baixo, passando pelo ombro dela como se ela não passasse de um pequeno incômodo no corredor. — Não leve para o lado pessoal. Foi só um jogo.
Tina não chorou. Ela ficou paralisada enquanto ele se afastava, prometendo a si mesma que Chase Cox nunca, jamais chegaria perto o suficiente para machucá-la de novo.







