Desejos Sombrios - em andamento

All Rights Reserved ©

Summary

Ser alguém importante do submundo o fez enlouquecer. Agora imagine um homem importante para uma organização criminosa ser um serial killer quando tira o seu terno? É. Eu conheço este homem de alma escura e devo fazer com que ele seja alguém...melhor? Como fazer isso? Para o meu trabalho não existe escolhas a quem devo ajudar. Ajudar. Era uma palavra boba para aquele homem. Ele tinha um olhar hipnotizador, ele me hipnotizava. Como conseguia fazer aquilo? Eu poderia ignorar, mas ele era sedutor demais. Aquele homem....tão errado.... Mas ele me seduzia, Abraham De Santis fazia-me ser indecente.

Status
Ongoing
Chapters
2
Rating
n/a
Age Rating
18+

PRÓLOGO

Florença | 1991.

Eles precisam ser purificados. Precisam ser purificados. O gato em minha mão berrava, chorava, miava. Mas não havia problemas, era bom infligir dor, sofrimento. Coisas vivas merecem sofrer. Uma voz dizia que aquilo era magnífico! Eu me sentia poderoso.

Não tão poderoso. Não tão poderoso.

Bati com a minha mão na cabeça e a balancei. Os meus dedos escorriam sangue. A minha camisa listrada estava suja.

Olhei em volta e só via as ferramentas do papai, elas eram excepcionais para mim. Quando eu queria mostrar aos seres vivos que eles não eram absolutamente nada eu usava as ferramentas. Mas matar somente animais não era o bastante. As vezes eu não dormia. Não conseguia. Imaginara como seria cortar a garganta da mamãe enquanto ela estivesse tomando o seu banho de espuma na banheira.

Ou talvez com papai que se distraía com as suas amantes no quarto de hóspedes. Matá-los por traição!

Mamãe deve morrer por se cuidar demais e se esquecer do filho.

Papai deve morrer por trair a esposa.

Ninguém saberia. Não sentiriam falta deles. Eram apenas carnes vivas que não sabiam raciocinar. Mereciam morrer. Purificados. Purificados...

— Abraham! Venha jantar querido! — olhei para trás às pressas e peguei o corpo dilacerado do animal e o escondi dentro de uma caixa. Corri para fora da cabana e continuei correndo pela ponte de madeira que levava até a minha casa. Em frente à ela estava a Anna. Ela cuidava de mim, dizia que me amava muito e que eu era uma criança esperta. Dizia para eu não ficar triste com as atitudes dos meus pais.

Eu poderia gostar de Anna, mas ela estava sendo paga para cuidar de mim. Não poderia existir isso, pessoas não deveriam ser pagas para cuidar de uma criança que precisava do amor dos pais.

Anna usava o seu casaco branco de tricot e o vestido de algodão da cor azul. As sapatilhas brancas e o cabelo louro escuro preso em um coque a faziam parecer uma mulher velha. Mas ela não era. Ela era jovem. E bonita. Anna me olhava com um grande sorriso e de braços cruzados. — Olha você aí! O que é essa sujeira toda? — era tão burra que notava o cheiro metálico do sangue e a sua cor.

Eu parei na sua frente e ela passou a mão em meu cabelo. Disse. — Sangue — Anna soltou uma risada.

— Tá legal piccolo, vamos tomar um banho — ela segurou-me pelos ombros e me levou para dentro da casa, enquanto me dizia. — Os seus pais não me avisaram se estariam aqui na hora do jantar. — eu olhei para cima, vendo o olhar preocupado de Anna sobre a situação.

Isso não era uma importante para mim. Eles nunca estiveram aqui. Sempre esqueciam de mim, como se eu fosse um fantasma. Anna subiu as escadas junto comigo e me levou até ao meu quarto, eu caminhei até ao meu banheiro e fechei a porta.

Andei até o espelho e fiquei me olhando.

Você precisa matá-los. Você precisa matá-los.

Olhei para as minhas mãos sujas de sangue e gemi, me balançando para frente e para trás.